Percorrer por autor "Gama, Leonor Soares Neves da"
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- Associação da Disfunção Sexual no desenvolvimento de Doença Coronária em pacientes com DiabetesPublication . Gama, Leonor Soares Neves da; Correia, João José Santiago AlvesIntrodução: A Diabetes Mellitus é uma doença metabólica caracterizada por hiperglicemia inapropriada, sendo a doença metabólica mais conhecida.1,3 A ela associada, advêm complicações que se dividem em macrovasculares (das quais fazem parta a doença arterial coronária e cérebro-vascular) e as microvasculares (como a disfunção sexual, retinopatia, neuropatia e nefropatia).7 A prevalência da disfunção sexual está aumentada em pacientes com DM associada a outros fatores de risco tais como, hipertensão, dislipidémia, doença arterial coronária, idade avançada e um IMC elevado. Além disso, também o mau controlo glicémico e outras alterações microvasculares contribuem para o elevado risco desta complicação.6 Objetivo: Investigar se a disfunção sexual está associada a doença arterial coronária e avaliar qual o padrão característico que leva os doentes da consulta de diabetologia do Hospital Sousa Martins a terem ou não a dita disfunção. Métodos e Materiais: Dos 1205 pacientes inscritos na consulta de diabetologia no ano de 2016 do HSM, foram selecionas os que tinham antecedentes de DAC tendo em conta os critérios de inclusão e exclusão. Ficou-se com uma amostra de 148 doentes. Destes, 2 entraram diretamente para o estudo por terem relatos de disfunção sexual nos dados do processo. Dos restantes, 42 aceitaram responder ao questionário IIEF ou FSFI para avaliar a disfunção sexual. Foram recolhidos dados relevantes do processo como idade, IMC, HbA1c, presença de comorbilidades e alterações microvasculares, terapêutica antidiabética e o uso de fármacos que tenham como efeito adverso a disfunção sexual. Foi usado o software estatístico SPSS versão 23 para o tratamento estatístico. Resultados: Dentro da amostra de 44 doentes, 16 mulheres e 28 homens, 22,7% revelou ter disfunção sexual, 34,1% não apresenta esta complicação e 43,7% não têm atividade sexual. A maioria dos utentes pertencia ao escalão etário dos 60-69 anos. De todas as possíveis caraterísticas analisadas que poderiam ter associação com a disfunção sexual, apenas o sexo feminino, teve significância estatística (p-value 0,007). Conclusões: Assim, pode concluir-se que 22,7% de pacientes da amostra apresentam-se com disfunção sexual. Quanto às caraterísticas e após análise detalhada, apenas se conseguiu constatar que as mulheres sofrem mais desta complicação. Obviamente, e dada a reduzida dimensão da amostra, estas conclusões são apenas válidas para os doentes estudados e não podem ser extrapolados para a população em geral.
