Percorrer por autor "Garcia, Teresa Maia Mota"
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- Papel dos corticoides inalados na prevenção de exacerbações da Doença Pulmonar Obstrutiva CrónicaPublication . Garcia, Teresa Maia Mota; Silva, José Manuel Paulo da; Nunes, Célia Maria PintoIntrodução: A doença pulmonar obstrutiva crónica afeta 14,2% dos indivíduos portugueses com mais de 40 anos, e a prevenção das suas exacerbações é um passo importante para diminuir a morbilidade e mortalidade que esta doença acarreta. Há vários estudos com diferentes recomendações relativamente ao uso de corticoides inalados para o controlo das exacerbações, e como tal é importante definir a sua verdadeira utilidade. Objetivo: Verificar se existe associação entre o uso de corticoides inalados e o número mais reduzido de exacerbações da doença, em pacientes do Hospital Sousa Martins da Guarda. Metodologia: Estudo de coorte observacional de pacientes inscritos em consulta externa de pneumologia no Hospital Sousa Martins. Depois de aplicados os critérios de exclusão, incluíram-se no estudo 54 pacientes, divididos em dois grupos: um grupo constituído por pacientes a realizar terapêutica com corticoides inalados e outro de controlo. Para realizar o tratamento estatístico dos dados foi usado o software Statistical Package for Social Sciences®, versão 23, e utilizaram-se os testes do qui-quadrado ou exato de Fisher, teste t ou teste de Mann-Whitney e o coeficiente de correlação Rho de Spearman, dependendo das características das variáveis. Resultados: Não se verificaram diferenças significativas entre o grupo de controlo e o grupo com corticoides inalados relativamente ao número de exacerbações da doença pulmonar obstrutiva crónica (p=0.680). Verificou-se relação significativa entre a condição tabágica e o grupo terapêutico (p=0.046); entre a severidade da limitação do fluxo aéreo e o grupo terapêutico (p=0.001); e entre o número de exacerbações e a exposição ocupacional (p=0.039). Verificou-se ainda uma correlação moderada positiva entre a carga tabágica e o número de exacerbações subsequentes (?=0.506) e a severidade da limitação do fluxo aéreo (?=0.313). Discussão: Este estudo não encontrou associação entre o uso de CI e a diminuição das exacerbações da DPOC. A incerteza do mecanismo de ação dos corticoides inalados, juntamente com os resultados diferentes de vários estudos, leva a ponderar a importância destes no tratamento da doença. A nova atualização do relatório de 2017 da Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease vem remover os corticoides inalados da primeira linha de tratamento. Desta forma, torna-se importante apostar em terapêuticas não farmacológicas, nomeadamente a cessação tabágica e a reabilitação respiratória, igualmente importantes na estabilização da doença e prevenção de exacerbações.
