Percorrer por autor "Gomes, Elisa Pina"
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- Necessidades Informacionais Sobre Comprometimento Cognitivo Relacionado com o Cancro e os seus Tratamentos: A Perspetiva dos Sobreviventes OncológicosPublication . Gomes, Elisa Pina; Carvalho, Paula Susana Loureiro Saraiva de; Pires, Ana Carla Seabra TorresIntrodução: O comprometimento Cognitivo Relacionado com o Cancro (CRCI) refere-se às alterações nas funções cognitivas que tendem a afetar a maior parte dos sobreviventes oncológicos, apesar da maioria não receber informação sobre o seu desenvolvimento, duração e impacto. Verifica-se, também, uma lacuna na investigação sobre as necessidades informacionais dos sobreviventes oncológicos relativamente ao CRCI. Assim, o presente estudo teve como objetivos: A) avaliar o nível de conhecimento dos sobreviventes oncológicos acerca do CRCI; B) avaliar se os sobreviventes consideram dispor de informação suficiente sobre o tema e as lacunas informacionais percebidas; C) analisar a pertinência de desenvolver um recurso informativo sobre CRCI e identificar os conteúdos que os sobreviventes consideram relevantes. Método: A amostra foi constituída por sobreviventes oncológicos do sexo feminino (n=13), com idades compreendidas entre os 43 e os 67 anos (X=52.54, DP=8.32). Todas foram diagnosticadas com cancro da mama entre os anos de 2009 e 2024 e foram submetidas a diversos tratamentos oncológicos. A análise qualitativa guiada pelas diretrizes COREQ seguiu uma abordagem temática dedutivo-indutiva de acordo com os passos propostos por Braun e Clarke (2006). Da análise emergiram cinco temas principais: A) experiência de mudanças cognitivas; B) impacto percebido do CRCI; C) estratégias de coping e de suporte; D) perceção e conhecimento sobre CRCI; E) expectativas sobre um guia informativo. Resultados: Os resultados foram ao encontro dos dados disponíveis na literatura. A maioria das participantes (n=11) manifestou sintomatologia cognitiva com um impacto relevante em vários domínios. As estratégias de coping mais utilizadas foram estratégias compensatórias que foram desenvolvidas, sobretudo, sem o apoio dos profissionais de saúde. Concluiu-se também que existe um défice comunicacional entre a equipa de saúde e os sobreviventes oncológicos e um desconhecimento generalizado dos segundos sobre o CRCI. A maioria das participantes considerou que seria fulcral um conhecimento prévio sobre o tema fornecido pela equipa de saúde e a existência de um guia informativo também se afigurou relevante na sua perspetiva. Discussão: Os resultados destacam uma lacuna importante na informação disponível sobre CRCI nos sobreviventes oncológicos. Nesse sentido, reforça-se a necessidade de desenvolver mais estudos sobre a temática e de desenvolver um guia informativo que contribua para colmatar as necessidades informacionais destes sobreviventes.
