Percorrer por autor "Morgado, Maria Carolina dos Santos"
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- A Materialidade no Design Pós-Digital: O recrudescimento das Práticas Tipográficas e de impressão TradicionaisPublication . Morgado, Maria Carolina dos Santos; Estêvão, Sara VelezA presente dissertação explora o recrudescimento das práticas tipográficas tradicionais e dos processos de impressão analógicos na contemporaneidade, analisando o que impulsionou a continuidade destas práticas, que, ao longo da sua história, foram muitas vezes consideradas obsoletas, procurando também perceber qual o seu papel e relevância no design atual. Numa era marcada pela imaterialidade, motivada pela imersão nos ambientes digitais, observa-se uma crescente valorização da materialidade, tangibilidade e fisicalidade dos objetos gráficos, que resgatam a profundidade sensorial e emocional da criação manual. Este recrudescimento reflete não apenas uma resposta à uniformização digital, mas também ambição pela preservação cultural, histórica e técnica. A dissertação aborda temas fundamentais como a resistência à efemeridade digital, experiência emocional e sensorial, sustentabilidade, continuidade através da educação e o potencial das práticas analógicas enquanto ferramentas de expressão criativa e de resistência cultural. Além disso, destaca a hibridização entre processos analógicos e tecnologias digitais como uma forma de explorar criativamente estas duas vertentes, valorizando as suas qualidades e dando origem a projetos que unem a tradição e a inovação de forma simbiótica, cooperando entre si para potenciar a experiência entre ambos os meios. Estas práticas têm encontrado terreno fértil em projetos experimentais, publicações independentes e edições limitadas, que enfatizam o caráter único e o envolvimento direto do criador no processo. A materialidade e a fisicalidade dos processos analógicos continuam a contribuir para o enriquecimento da produção gráfica contemporânea, perpetuando a relevância dos valores culturais, estéticos e táteis associados à tipografia e à impressão tradicionais. Para além de preservar patrimónios tangíveis e intangíveis, estas práticas representam um meio dinâmico e adaptável de expressão, destacando-se como um contrapeso ao mundo digital e reafirmando a importância da materialidade no design pós-digital.
