Percorrer por autor "Nogueira, Carlos Emanuel Brito"
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- Terapêuticas Não Convencionais: Atitudes, conhecimentos e perspetivas dos médicos portuguesesPublication . Nogueira, Carlos Emanuel Brito; Sá, Armando José de Oliveira Brito de; Fernandes, Ana Paula André MartinsIntrodução: A utilização significativa das terapêuticas não convencionais e o facto de não serem inócuas torna imperativo que os profissionais de saúde em geral e os médicos em particular, como agentes primordiais na comunicação com o doente, tenham conhecimento básico das terapêuticas não convencionais de forma a aconselharem e orientarem apropriadamente os seus doentes. Objetivo: Identificar e caracterizar as atitudes, conhecimentos e perspetivas dos médicos portugueses relativamente às terapêuticas não convencionais. Materiais e métodos: O estudo tomou a forma de um questionário dirigido aos médicos inscritos na Ordem dos Médicos portuguesa. Estabeleceu-se uma colaboração com esta Ordem para a distribuição do questionário através da sua mailing list, que ocorreu entre 12 de agosto e 4 de setembro de 2020. Posteriormente, procedeu-se à análise estatística dos dados recolhidos com recurso ao SPSS v.27.0 e ao R4.02. Resultados: Obtiveram-se 5599 respostas ao questionário, sendo que foram consideradas apenas as respostas completas resultando uma amostra de 4334 médicos. Os “testemunhos de doentes” (46,3%) são o fator que mais influencia as convicções dos médicos em relação às terapêuticas não convencionais. Cerca de 45,5% não se sentem confortáveis para conversar, argumentar e esclarecer os seus doentes a respeito das terapêuticas não convencionais. Observou-se que 57,0% dos médicos consideram que os currículos de formação médica deveriam incluir mais conteúdos sobre terapêuticas não convencionais. A maioria, 68,6%, considera que a competência em acupuntura médica da Ordem dos Médicos deveria permanecer disponível. No entanto, 72,4% dos médicos consideram que as terapêuticas não convencionais não deveriam ser incluídas no Serviço Nacional de Saúde. Conclusão: Esta investigação permitiu identificar que os conhecimentos dos médicos portugueses relativamente às terapêuticas não convencionais são diminutos, sendo que parte significativa dos mesmos não se considera preparada para aconselhar os seus doentes apropriadamente. Destaca-se a necessidade do investimento numa formação médica que possibilite incutir nos médicos portugueses uma cultura científica que lhes permita reconhecer o valor do método científico e a sua importância na validação de terapêuticas não convencionais.
