Percorrer por autor "Oliveira, Bruno Miguel Sousa"
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- Estudo comparativo de sistemas de classificação de percursos pedestresPublication . Oliveira, Bruno Miguel Sousa; Brás, Rui Miguel MarquesO pedestrianismo tem-se afirmado nos últimos anos como uma das atividades mais populares no âmbito da promoção da atividade física e bem-estar. A dificuldade de cada percurso pedestre é um parâmetro importante aquando da decisão da realização e promoção do mesmo, existindo vários sistemas de classificação de percursos pedestres. Em Portugal já começam a surgir percursos pedestres homologados recorrendo ao sistema MIDE (Método de Información de Excursiones). Este sistema classifica os percursos pedestres tendo em consideração vários aspetos agrupados em quatro itens: adversidade do meio natural, a dificuldade de orientação no itinerário, o tipo de piso/dificuldade de deslocação e a quantidade de esforço físico necessário. Porém não são claras as evidencias das vantagens práticas da utilização deste sistema na realização e promoção de percursos pedestres. Assim, o objetivo principal deste trabalho foi comparar o nível de informação percecionado por pedestrianistas usando 2 sistemas de classificação de percursos pedestres: o antigo sistema da Federação Aragonesa de Montanhismo (FAM), usado presentemente na Região Autónoma dos Açores e o MIDE. A amostra foi constituída por 142 indivíduos que realizaram 7 trilhos de S. Miguel (Açores), 3 de nível fácil, 3 de nível médio e 1 de nível difícil, de acordo com o sistema em vigor. A amostra foi selecionada de forma aleatória simples, e dividida no Grupo 1 que realizou os trilhos usando o sistema FAM e no Grupo 2 que realizou os trilhos usando o sistema MIDE. Foi desenvolvido um questionário de avaliação da objetividade e da fiabilidade da informação dos sistemas preenchido antes e após a realização dos trilhos. Na comparação dos resultados entre grupos foi usado o teste Mann Whitney, com intervalo de confiança 95%. A clareza e objetividade de informação do sistema MIDE foi avaliado de forma positiva ou muito positiva na maior parte dos itens, observando-se frequências relativas superiores a 80%. A avaliação do Grupo 2- MIDE foi superior à obtida pelo Grupo 1-FAM, nomeadamente na “Duração do percurso” (p=0.016), “Tipo de percurso” (p=0.000), “Desnível” (p=0.000),” Altimetria” (p=0.000), “Esforço físico necessário” (p=0.000) e “Tipo de terreno” (p=0.002), contudo o “Grau de dificuldade” foi melhor percecionado pelo Grupo 1-FAM (p=0.000). Em termos de fiabilidade e rigor da informação dos itens “Esforço físico necessário” e “Tipo de terreno”, o Grupo 2-MIDE apresentou taxas de resposta superiores (80% e 86%) às obtidas pelo grupo 1-FAM (57% e 66%) de forma significativa (p=0.001). Os resultados deste trabalho sugerem que a informação disponibilizada pelo sistema MIDE é percecionada de forma clara e com fiabilidade, sendo, no entanto, necessário proceder a ajustamentos de algumas informações de modo a otimizar e clarificar a escolha dos percursos por parte dos seus utilizadores.
