Percorrer por autor "Paiva, Sara Francisca Presas"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Incidência de fratura da extremidade proximal do fémur em mulheres pós-menopáusicas e a mortalidade pós-eventoPublication . Paiva, Sara Francisca Presas; Abreu, Pedro Miguel Martins de AzevedoIntrodução: A osteoporose (OP) é uma patologia que afeta sobretudo indivíduos do sexo feminino. Caracteriza-se pela diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura óssea, elevando o risco de fraturas de baixo impacto, as quais ocorrem maioritariamente em mulheres após a menopausa e em idosos de ambos os sexos. A Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULS-CB) localiza-se numa região que apresenta um índice de envelhecimento significativo e uma prevalência dessa patologia de 10,9%. Com o aumento da esperança de vida e consequente envelhecimento populacional, prevê-se um aumento dessa prevalência e da incidência de fraturas de baixo impacto. Objetivo: Calcular as taxas de incidência de fratura da extremidade proximal do fémur (FEPF) de baixo impacto e de mortalidade pós-evento em mulheres pós-menopáusicas e avaliar a sua associação com parâmetros relativos à doente, ao quadro clínico e aos cuidados relacionados com a OP prestados antes, durante e após o evento. Materiais e métodos: Estudo observacional, retrospetivo, longitudinal e analítico de mulheres com idade igual ou superior a 65 anos, internadas por FEPF de baixo impacto no Serviço de Ortopedia da ULS-CB, entre janeiro 2014 e dezembro 2015. Recolheram-se os dados através da consulta de processos clínicos, foram analisados através de estatística descritiva e posteriormente realizaram-se testes estatísticos de correlação para determinar a associação entre variáveis. Resultados: Calculou-se uma incidência anual de FEPF, em mulheres com idade igual ou superior a 65 anos, de 922,4 por 100.000 habitantes. A idade média foi de 84,50 ± 6,44 anos. A hipertensão arterial foi a comorbilidade mais observada (69,0%) e 32,3% das doentes apresentava antecedentes de fratura. A maioria (63,3%) estava medicada com 5 ou mais fármacos. Apenas em 11,6% das doentes estava registado o diagnóstico prévio de OP, estando somente 7,8% previamente medicadas com tratamento anti-osteoporótico. Posteriormente à FEPF, foi prescrita medicação anti-osteoporótica a 11,3%. Um ano após fratura, a taxa de mortalidade foi de 16,3%. Não se verificaram correlações significativas entre a mortalidade e as restantes variáveis. Conclusão: O presente estudo demonstrou a importância da problemática que constituem as FEPF, sobretudo em mulheres pós-menopáusicas, onde as taxas de incidência e mortalidade associada são significativas. Aliando os restantes parâmetros estudados, verificou-se que, apesar de existir uma resposta pronta às FEPF, existe uma grande lacuna em termos de prevenção, diagnóstico e tratamento da OP.
