Percorrer por autor "Pereira, Daniela Filipa Costa"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Estudo comparativo da mortalidade e morbilidade neonatais dos nascimentos pré-termo tardios com os nascimentos a termo, em crianças nascidas no Centro Hospitalar Cova da BeiraPublication . Pereira, Daniela Filipa Costa; Costa, Ricardo Jorge Barros daIntrodução: Os RNPTT são fisiologicamente mais imaturos que os recém-nascidos a termo e por isso têm maior risco de desenvolver complicações durante o período neonatal. O número crescente de prematuros tardios observados nas últimas décadas contribuiu para o maior peso destes bebés no total da mortalidade e morbilidade associadas ao nascimento prematuro. Perante esta nova realidade, maior atenção tem sido dada ao estudo da vulnerabilidade destes recém-nascidos. Objetivos: A principal finalidade do presente estudo consiste em avaliar as diferenças na mortalidade e morbilidade entre os RNPTT e os RNT para uma população de crianças nascidas no CHCB entre janeiro de 2011 e dezembro de 2012. Método: Efetuamos um estudo observacional retrospetivo, onde foram incluídos os RNPTT e RNT nascidos no CHCB durante o período em análise. Os dois grupos foram comparados em relação a três conjuntos de variáveis: características maternas, características do período gestacional e características do período neonatal. Os dados foram obtidos pela consulta dos processos clínicos dos recém-nascidos e respetivas mães. Resultados: No global, o estudo compreendeu um total de 1145 recém-nascidos, dos quais 72 casos corresponderam a RNPTT e os restantes 1074, ao grupo de RNT. Em relação às características maternas avaliadas, encontramos maior relação entre ser prematuro tardio e a presença durante a gravidez de hipertensão arterial (?2(1) = 69,834; p <0,001) e diabetes (?2(1) = 18,327; p <0,001). Comparativamente aos RNT, o grupo de RNPTT apresentou maior incidência de complicações associadas ao período gestacional, nomeadamente, RPM (34,7 vs 19,2%),RCIU (12,5 vs 3,0 %), ameaça de parto pré termo (31,9 vs 4,9%), hemorragia pré parto (6,9 vs 1,9%) e SFA (26,4 vs 11,6%). A avaliação das variáveis relativas ao período neonatal mostrou que a prematuridade tardia está associada à maior predisposição a apresentar parto por cesariana, baixo peso ao nascer, valores mais baixos de IA, necessidade de reanimação, ventilação assistida e admissão na UCIN. Adicionalmente foi observado que durante o período neonatal estes recém-nascidos têm frequências mais altas de hipotermia (5,6 vs 0,6%) hipoglicémia (8,3 vs 1,2%), icterícia (65,3 vs 44,9%), necessidade de fototerapia (61,7 vs 36,9%), infeções do RN (11,1 vs 3,2%), dificuldades alimentares (51,4 vs 7,7%), necessidade de complemento alimentar (41,7 vs 8,5%) e nutrição parenteral (23,6 vs 2%). O tempo de internamento foi superior no grupo de RBPTT, com média de 5,83 dias. Conclusões: Apesar de serem frequentemente considerados como recém-nascidos totalmente desenvolvidos, os prematuros tardios apresentam maior incidência de complicações associadas ao período gestacional, bem como de complicações neonatais. Consequentemente, maiores são os custos humanos e materiais necessários no cuidado prestado a estes bebés. Neste contexto, torna-se fundamental a implementação de normas orientadoras da assistência a estes recém-nascidos, assim como, a formação de equipas capazes de identificar as suas necessidades, desde a sala de partos até à alta hospitalar.
