Percorrer por autor "Santos, Ana Rita Pinheiro dos"
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- Suporte Social e Qualidade de Vida na Artrite ReumatóidePublication . Santos, Ana Rita Pinheiro dos; Alves, Marta Sofia Lopes Pereira; Vaz, CláudiaIntrodução: A Artrite Reumatóide (RA) é uma doença inflamatória crónica que gera dor e uma incapacidade funcional significativa, interferindo diretamente na qualidade de vida das pessoas, em termos físicos, sociais e psicológicos. Por isso, o efeito protetor do suporte social é fundamental para o bem-estar psicológico e físico dos doentes com AR. Objetivo: A presente investigação teve como objetivo estudar o suporte social e a qualidade de vida em doentes com artrite reumatóide. Mais especificamente, pretendeu-se analisar a associação entre os indicadores da qualidade de vida e os níveis de suporte social percebido nos doentes com artrite reumatóide; analisar as diferenças nos indicadores da qualidade de vida e apoio social em função das variáveis idade e sexo nos doentes com artrite reumatóide; e analisar as diferenças nos indicadores da qualidade de vida e de apoio social entre o grupo com AR e o grupo de comparação. Método: Para a recolha dos participantes foi usado o Protocolo CRON 2016 e utilizaram-se os seguintes instrumentos: Escala de Apoio Social (EAS) (Matos & Ferreira, 2000), o Questionário de Estado de Saúde – MOS SF-36 (Ferreira, 2000) e um questionário sociodemográfico. A amostra foi constituída por 102 sujeitos adultos, 42 com diagnóstico de artrite reumatóide e 60 sem qualquer doença crónica identificada. Resultados: Os principais resultados deste estudo indicaram que, no grupo com AR, os sujeitos com idades entre os 41 e os 59 anos apresentaram os níveis mais elevados de vitalidade, de desempenho emocional e de saúde mental. Os homens também foram os que percecionam níveis superiores de função social. O estudo comparativo ainda mostrou que os sujeitos com AR apresentaram um baixo nível de vitalidade, de função social, de desempenho emocional, de saúde mental e de apoio emocional. Em todas as dimensões referidas, o grupo de comparação apresentou níveis mais elevados. Conclusão: Acreditamos que é fundamental existir precocemente um trabalho a nível psicossocial e multidisciplinar no doente com AR, uma vez que pode ajudar a melhorar a sua saúde mental (reduzindo potenciais quadros psicopatológicos causados pela doença) e ainda aumentar, manter ou ajustar o suporte social do doente, aumentando assim a sua qualidade de vida.
