Browsing by Author "Santos, Eunice Maria Marques Neves dos"
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- Fatores Impulsionadores do Empreendedorismo Informal no Contexto EuropeuPublication . Santos, Eunice Maria Marques Neves dos; Fernandes, Cristina Isabel Miranda Abreu Soares; Ferreira, João José de MatosAo longo dos últimos anos, tem havido um crescente reconhecimento de que os empresários por vezes, operam parcial ou totalmente no setor informal, especialmente quando iniciam empreendimentos. O resultado tem sido uma literatura florescente examinando questões como as características dos empreendedores informais, os seus motivos para operar informalmente e o que pode ser feito para facilitar sua formalização. Esta tese tem como objetivo estudar quais os fatores impulsionadores do empreendedorismo informal (EI) na Europa. Daqui partimos para os objetivos específicos: i) delinear o mapeamento conceptual da publicações em EI (capitulo II); ii) aferir que modo a atividade inovadora influência o aparecimento ou retração do empreendedorismo informal (capitulo III); iv) estudar a relação entre a qualidade das instituições e a existência do empreendedorismo informal (capitulo IV); v) aferir quais os fatores que motivam/impulsionam o surgimento do empreendedorismo informal (capitulo V); vi) determinar o impacto do Empreendedorismo Informal na disponibilidade de capital de risco (capitulo VI). O primeiro estudo (Capítulo II): O empreendedorismo informal: passado, presente e futuras linhas de investigação, centro Aferirmos de que modo a atividade inovadora influência o aparecimento ou retração do empreendedorismo informal. Através do mapeamento e estrutura conceptual do conceito de “empreendedorismo informal” chegamos às abordagens que servem de objeto de aplicação em estudo futuros desta temática. Com este capítulo (estudo) identificamos as quatro abordagens de estudo ao empreendedorismo informal, que servem de guia para os capitulos seguintes desta tese. Verificamos que as motivações e os determinantes da informalidade são comuns à maioria dos resultados científicos e servem efetivamente como base analítica para argumentar a favor da formalização dos negócios. Outros aspectos presentes na literatura inter-relacionam o empreendedorismo informal com as atividades do empreendedorismo formal e a qualidade das instituições politicas e económicas. O segundo estudo (Capítulo III): O efeito moderador do nível de desenvolvimento económico na inovação e no empreendedorismo informal. Neste capitulo o nosso objetivo, por um lado, analisar o impacto do investimento em R&D no empreendedorismo informal, por outro verificar o efeito moderador do nível de desenvolvimento económico dos países na sua capacidade inovadora e no empreendedorismo informal. Para tal, e de acordo com o GEM, dividimos os países da Europa nos 2 estádios de desenvolvimento existentes e verificamos que quanto maior o nível de desenvolvimento económico maior a capacidade inovadora e por outro lado menor é o empreendedorismo informal. O mesmo acontece com o investimento em R&D, com o seu incremento o empreendedorismo informal é inversamente proporcional. O terceiro estudo (Capítulo IV): O Papel das Instituições Políticas e Económicas no Empreendedorismo Informal, pretendemos mostrar de que modo a qualidade das instituições económicas e políticas têm influência no empreendedorismo informal. Para tal utilizamos dados agregados ao nível do país coletados em diversas fontes, nomeadamente no Banco Mundial (WB), Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OECD), Global Entrepreneurship Monitor (GEM) e Freedom House (FH), entre os anos de 2006 e 2015 e para 23 países da Europa, correspondentes a 229 observações (painel não balanceado). Através de uma estimação econométrica, que foi efetuada com metodologias baseadas em modelos de regressão múltipla para dados em painel, verificamos que quanto maior a qualidade das instituições económicas e politicas menor é o empreendedorismo informal. O quarto estudo (capitulo V): Motivos impulsionadores do empreendedorismo informal: o efeito da crise económico-financeira e da desigualdade. Este, capitulo Pretendemos identificar as variáveis que fomentam o empreendedorismo informal e analisar os efeitos da crise económico-financeira e da desigualdade de rendimentos, em contexto europeu, têm nesse tipo de empreendedorismo. Para tal recorremos a diversas bases de dados internacionais (Banco Mundial, OCDE, Nações Unidas e GEM) e mediante uma modelação econométrica, baseada em modelos de regressão múltipla para dados em painel, foi possível demonstrar que as características sociodemográficas dos indivíduos exercem um efeito positivo no empreendedorismo informal. Para além disso, a crise económico-financeira mostrou ter um efeito mediador entre as características sociodemográficas e o empreendedorismo informal. O quinto estudo (capitulo VI): Qual o impacto do empreendedorismo informal nos fluxos de capital de risco? Pretendemos estudar qual o impacto da existência do empreendedorismo informal no acesso ao capital de risco. Verificamos teoricamente que o nível de informalidade contribui para a falta de confiança por parte dos investidores, levando a que estes optem por não realizar investimentos nessas economias, com maiores níveis de informalidade. Para levarmos a cabo o nosso objetivo de investigação, utilizamos dados agregados ao nível do país recolhidos em diversas fontes, nomeadamente no Banco Mundial, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Fórum Económico Mundial, entre os anos de 2006 e 2015 e para 23 países da Europa. Através de uma estimação econométrica, que foi efetuada com metodologias baseadas em modelos de regressão múltipla para dados em painel, verificamos que o empreendedorismo informal tem um efeito moderador negativo entre o PIB e o capital de risco. Pretendemos Pretendemos contribuir para um melhor conhecimento do impacto do empreendedorismo informal nos fluxos financeiros.
