Percorrer por autor "Silva, Diana Carina Oliveira"
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- Abordagem farmacoterapêutica em lactantesPublication . Silva, Diana Carina Oliveira; Tomaz, Cândida Ascensão Teixeira; Rosa, Celina PiresIntrodução e objetivos: Na prática clínica, é comum observar-se alguma insegurança por parte dos profissionais de saúde relativamente à abordagem farmacoterapêutica a adotar em lactantes. Dados os inúmeros benefícios associados ao aleitamento materno, importa esclarecer qual deve ser o procedimento a seguir, tendo em conta a evidência científica atual. Assim, os objetivos do trabalho consistiram em: analisar os fatores que determinam a transferência dos fármacos para o leite materno; investigar que fórmulas existem para calcular a quantidade de substância a que o lactente está exposto através do leite materno; e inferir acerca da segurança de determinados medicamentos para os lactentes, verificando a sua compatibilidade com a amamentação. Métodos: A metodologia de trabalho desta revisão bibliográfica assentou na pesquisa em bases de dados online, nomeadamente PubMed, Science Direct e Google Scholar, utilizando como termos de pesquisa as palavras-chave: breastfeeding, breast milk, lactation e drugs. A pesquisa, realizada entre julho e outubro de 2020, restringiu-se a artigos publicados nas línguas portuguesa e inglesa entre 2000 e 2020. Adicionalmente, foram consultados livros e websites relevantes na área. Conclusões: A maior parte dos medicamentos demonstrou ser compatível com a amamentação. As taxas de excreção da maioria dos fármacos comummente prescritos são reduzidas e não existem registos de efeitos adversos significativos em lactentes. Os fármacos que constituem a exceção, estando contraindicados durante a amamentação, são, por exemplo, o lítio, a amiodarona, a isotretinoína oral e diversos citostáticos. Muita da evidência existente sobre esta temática baseia-se em estudos de casos individuais, o que é uma limitação à extrapolação dos resultados para a população geral. Assim, conclui-se ser necessário investir em métodos informatizados que permitam prever individualmente qual o nível de transferência de cada fármaco para o leite materno. Enquanto tal não se encontra implementado, os dados disponíveis transmitem a segurança necessária para a prescrição da maioria dos medicamentos em lactantes.
