Percorrer por autor "Sousa, Daniela Conceição Alves"
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- Atividade Física e Saúde Mental em Pessoas Idosas Institucionalizadas da Beira InteriorPublication . Sousa, Daniela Conceição Alves; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Pereira, Henrique MarquesCom o aumento da população idosa em todo o mundo surgiu a preocupação e a necessidade de se desenvolverem estudos sobre longevidade e qualidade de vida na velhice. A saúde mental é uma das dimensões a promover para um envelhecimento saudável que se encontra relacionadas com inúmeros fatores, entre eles o exercício e a atividade física. O objetivo desta dissertação é avaliar a saúde mental e a atividade física e analisar a relação entre estas duas dimensões em pessoas idosas institucionalizadas. Este estudo integra-se no projeto Interdisciplinary Challenges On Neurodegeneration (ICON- CICS & UBI), que pretende identificar fatores de risco, promover a deteção precoce e o desenvolvimento de tratamentos inovadores para doenças neurodegenerativas. Participaram neste estudo 91 pessoas idosas institucionalizadas, com uma média de idade de 82.32 anos (DP = 7.10), sendo a maioria do sexo feminino (72.5%), viúvos (61.5%) e com o 4ºano de escolaridade (44.0%). Os participantes responderam à escala Brief Symptom Inventory (BSI) (Derogatis, 1982, adap. para a pop. Portuguesa por Canavarro, 1999) e o International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) (Craig et al., 2003). Os resultados indicam 83.5% dos participantes apresentam valores sugerem a presença de alguma perturbação psicopatológica e que apresentam baixas taxas de atividade física, sendo que foi observado que 2.2% da amostra total praticam atividade física vigorosa, 15.4% da atividade física moderada e 38.5% atividades leves. O grupo de participantes de atividade física moderada é o que apresenta uma média mais baixa de sintomas psicopatológicos. Observaram-se correlações estatisticamente significativas entre alguns parâmetros de atividade física e algumas dimensões psicopatológicas (Somatização, Depressão e Índice de Sintomas Positivos) que sugerem que mais elevado grau de atividade física e menor sedentarismo correlacionam com mais saúde mental em idosos institucionalizados. Os resultados afirmam a necessidade de se avaliarem e valorizarem as questões relacionadas com os sintomas psicopatológicos na velhice. Sugerem, ainda, que a atividade física moderada pode ser benéfica para os idosos institucionalizados o que sugere a importância de se promover atividade física, através da implementação de estratégias adequadas para se reduzir o sedentarismo no contexto institucional como forma de se promover a saúde mental na velhice.
