Browsing by Author "Tenreiro, Marta Filipa Caseiro"
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- Influência das condições de extração na atividade biológica de lenhina isolada de resíduos de cerejeiraPublication . Tenreiro, Marta Filipa Caseiro; Duarte, Ana Paula Coelho; Amaral, Maria Emília da Costa CabralA lenhina é o segundo polímero natural mais abundante depois da celulose. Este constituinte das plantas é um componente subutilizado da biomassa vegetal renovável. A lenhina é um polímero multifuncional sintetizado por todas as plantas vasculares por acoplamento radical de grupos fenilhidroxipropanóides, rica em resíduos polifenólicos, possuindo potencial para ser usada como fonte natural de antioxidantes. Os resíduos da agricultura, como as podas dos pomares, sendo ricos em lenhina, representam uma importante matéria-prima para obtenção de antioxidantes. Assim, de modo a desenvolver um produto de valor acrescentado, os resíduos da poda de cerejeiras Prunus avium var. Burlat foram moídos e crivados para se obter um tamanho de partícula adequado. A amostra original foi analisada em termos da sua composição química geral e usando métodos diferentes de extração obtiveram-se várias amostras de lenhina. Estas foram analisadas em termos de rendimento de extração e caraterizadas espectroscopicamente por FTIR e RMN de 1H e 13C. As amostras mais promissoras foram analisadas quanto ao teor em fenóis totais e atividade antioxidante por diferentes técnicas. Para completar este trabalho foram efetuados estudos de viabilidade celular em linhas celulares de fibroblastos (NHDF) pelo teste do MTT e por doseamento da proteína através do método do ácido bicinconínico. Concluiu-se que o método de extração que apresentou maior rendimento foi o que usou ácido fórmico, assistida com micro-ondas, variando os rendimentos das extrações para os diferentes métodos entre 5 e 18%. As maiores concentrações de compostos fenólicos foram encontradas nas extrações ácidas (182,55 e 244,32 mg equivalentes de ácido gálico/ g de matéria seca (GAE/g)), enquanto que as extrações alcalinas apresentaram valores inferiores (130,0 e 68,19 mg GAE/g). As amostras apresentaram atividade antioxidante muito forte quando extraídas com processos ácidos e moderada quando extraídas com processos alcalinos. Os resultados da viabilidade celular foram positivos tendo em conta que, quando em concentrações mais elevadas, a lenhina não apresentou efeitos citotóxicos nem aumentou a proliferação celular, reduzindo assim a probabilidade de ocorrência de mutações, sendo este facto explicado pela ausência de morte celular.
