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- Intervenções assistidas por cães como terapêutica não farmacológica em contexto hospitalar no doente internadoPublication . Bernardo, Marta Fernandes Correia; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Brancal, Hugo Gonçalo Monteiro Silva Aguiar; Sousa, Liliana deIntrodução: A hospitalização é, frequentemente, uma circunstância de fragilidade em que o doente apresenta distress. As terapias não farmacológicas, como uma abordagem holística do doente, são fundamentais para capacitar o doente a lidar com a situação de internamento. Nelas estão incluídas as Intervenções Assistidas por Animais (IAA), que são intervenções estruturadas e orientadas por metas, em que o animal é introduzido de forma a melhorar a saúde e bem-estar do Homem, trazendo ganhos terapêuticos. O cão é o animal mais comummente escolhido, dadas as suas características e capacidades de perceção, treino e comunicação. Objetivos: O principal objetivo desta dissertação é analisar a evidência científica sobre os benefícios das intervenções assistidas por cães em doentes internados e sobre o seu impacto em contexto hospitalar, analisando estudos de natureza subjetiva e objetiva. Para uma melhor compreensão do tema, são abordados os conceitos-base teóricos e neurofisiológicos, os registos históricos e feita a referência a orientações guidelines, cuidados e contraindicações das IAA. Metodologia: Foi efetuada a pesquisa de artigos científicos referentes ao tema publicados nas bases de dados Pubmed, b-on e Science Direct e realizada a consulta de livros e documentos de referência. Durante a pesquisa foram excluídos os artigos que abordassem entidades clínicas específicas como o Autismo e a Síndrome do Stress Pós-Traumático. Não foi feita a exclusão de qualquer faixa etária. A revisão foi efetuada de Setembro de 2015 até Maio de 2016. Resultados: Constatou-se que as intervenções assistidas por cães têm um impacto a nível psicossocial e fisiológico nos doentes internados. Os resultados revelam um impacto positivo ao nível da redução de dor, depressão, ansiedade/stress e um aumento das emoções positivas. Constatou-se ainda uma diminuição dos níveis de índices fisiológicos de stress, aumento dos níveis de hormonas associadas a emoções positivas, aumento dos níveis de IgA, marcador da imunidade, e uma maior atividade cerebral. Em relação ao impacto no staff e na família do doente, constatou-se uma recetividade e um feedback positivo das atividades e da sua influência nos doentes e no ambiente terapêutico. Quanto ao bem-estar do cão, a avaliação fisiológica e comportamental sugere que o animal não apresenta sinais de stress devido às IAA. Constatou-se que não está preconizado nenhum documento orientador de guidelines internacional para a prática de IAA. Conclusão: A análise de publicações realizada sugere que as intervenções assistidas por cães são uma terapêutica não farmacológica pertinente a ser integrada nos Cuidados de Saúde Hospitalares e que, com o devido planeamento, desenvolvimento de guidelines, adoção de protocolos de controlo de infeções e formação do staff hospitalar envolvido nas atividades de IAA, podem ser implementados programas com potenciais efeitos benéficos no doente internado. Neste sentido, é necessário o desenvolvimento de mais investigação nesta área bem como uma promoção de consciencialização acerca das IAA no meio clínico.
