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- Suicídio na velhicePublication . Caetano, Carolina Assunção Pereira; Santos, Vitor Manuel dos; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás MartinsIntrodução: O suicídio é um assunto ainda visto como tabu em muitas comunidades. A Organização Mundial de Saúde (OMS) reportou uma taxa global de 11,4 per 100.000 pessoas que cometeram suicídio em 2012, sendo considerada uma das dez maiores causas de morte. Em Portugal, os números são também preocupantes, indicando-se, em 2014, 1.154 mortes. A zona do Alentejo é a que apresenta índices mais elevados, com taxas de mortalidade de 34,4 por cada 100.000 habitantes do sexo masculino. O objetivo desta dissertação é apresentar a epidemiologia do suicídio, quais os fatores de risco e de protetores, a sua relação com as consultas de medicina geral e familiar e como intervencionar de forma a reduzir as tentativas de suicídio. A implementação de planos de prevenção pode ter um grande impacto na redução da incidência de suicídio. Existem campanhas de prevenção do suicídio que visam a educação da população, contudo apenas estão descritas medidas gerais de prevenção e não específicas no âmbito dos cuidados de saúde primários (CSP) em Portugal. Metodologia: Foi efetuada uma revisão da literatura baseada em pesquisas em bases de dados como Medline, organizações oficiais, como OMS, DGS e SPS. Os termos usados para a pesquisa foram: “suicide”, com “prevention”, “depression”, “elderly”, “geriatric” e “primary health care”. Foram analisados 45 artigos, tendo sido excluídos artigos que se centravam em distúrbios psiquiátricos que não eram depressão, estudos com populações com idade inferior a 65 anos, e estudos que destacassem outras especialidades e serviços de saúde, que não os CSP. Resultados: Em Portugal, existe o Plano Nacional de Saúde Mental (PNSM), que incorpora um plano nacional de prevenção do suicídio, com medidas para grupos de risco. Contudo, não são estabelecidos guidelines específicas de abordagem em CSP. Foi encontrado um plano proposto pela Joint Commission, que aborda o suicídio com medidas mais específicas. Discussão e conclusão: Serão necessários estudos para se analisar a eficácia do PNSM, bem como a necessidade de implementação de medidas adicionais. Além disto, apresenta-se o plano americano, que poderá ser estudado e possivelmente adaptado para a realidade portuguesa. Surge, por fim, uma questão relevante: considerando que as características e demografia da população portuguesa, quão importante será a elaboração de guidelines específicas para idosos e dirigido aos CSP? Será que a sua aplicação terá resultados mais positivos na prevenção do suicídio? Sugere-se então estudos que possam responder a estas questões, e, eventualmente, resolver este problema polémico.
