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- SNS: Tu queres?Publication . Neves, Rafael Simões; Matos, Luis Nuno da CostaIntrodução: Sabemos que o interesse pelos serviços privados de saúde por parte da população tem crescido, os seguros de saúde têm aumentado, o número de clínicas e hospitais privados tem aumentado com o tempo. Os hospitais privados aumentaram de 89 em 2009 para 107 em 2013, as camas disponíveis aumentaram de 7803 para 10500 durante esse período de tempo. Houve também um aumento de 33% no número de médicos especialistas no setor privado entre 2001 e 2009, refletindo o aumento real desse serviço no nosso país. Estarão os futuros médicos dispostos a trabalhar e a aderir a essa área de trabalho? Serão mais homens ou mulheres? Será que vamos estagnar esse crescimento por falta de profissionais nessa área de cuidados? Serão os médicos que proveem de classes sociais mais elevadas a preferir o serviço privado para trabalharem? Pretendemos responder a esta e a muitas outras questões com este trabalho. Objetivo: Identificar a preferência dos alunos que estão a concluir o curso de Medicina da Faculdade de Ciências da Saúde, pelo Serviço Nacional de Saúde ou pelo serviço privado, como futura área de trabalho estabelecendo relação entre essa escolha e o género, classe social e presença de um familiar médico. Métodos: O trabalho foi desenvolvido como um estudo transversal, realizado em 3 momentos diferentes no tempo. Em cada ano, 2016, 2017 e 2018 foi aplicado o mesmo questionário aos estudantes do 6º ano de Medicina da Faculdade de Ciências da Saúde, constituindo estes estudantes a nossa população de estudo. Os resultados obtidos pelo questionário foram tratados como estatística descritiva, utilizando ainda os mesmos para se estabelecerem algumas relações através do programa SPSS, versão 23.0 para Windows. Resultados: A preferência dos futuros médicos recai na opção de trabalhar em ambos os sectores de saúde tendo sido selecionada pela maioria dos estudantes nos três anos do estudo, 77,3%, 90% e 75,6%, respetivamente. Foram definidos e encontrados os parâmetros que levam e justificam a opção por trabalhar no serviço público ou no serviço privado. A larga maioria, mais de 80%, manifestam-se contra a aprovação do regime de exclusividade. O coeficiente de contingência tomou o valor de 0,14, 0,289 e 0,123, para a relação entre a opção efetuada para futura área de trabalho com o género, o rendimento do agregado familiar e a existência de um familiar médico, respetivamente. Ao longo do estudo os estudantes de medicina, notam uma posição de pouca satisfação por parte da população face ao atual serviço púbico sendo sempre o número 3 (de 0 a 5) o mais selecionado sendo seguido do número 2. Conclusão: Existe uma preferência por trabalhar em ambos os setores de saúde, posição esta mantida ao longo dos três anos em que o estudo decorreu, rejeitando os estudantes a aprovação de um regime de exclusividade. Não existe forte associação entre trabalhar no serviço público ou em ambos os setores com o tipo de posição socioeconómica, género ou existência de um familiar médico. A reduzida amostra, foi uma limitação do estudo.
