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- Inseminação intrauterinaPublication . Solinho, Mariana Martins; Martins, Renato Alessandre Silva; Oliveira, José António Martinez Souto deIntrodução: A infertilidade é considerada pela Organização Mundial de Saúde como uma doença com fortes implicações individuais, demográficas e económicas, e ainda como problema de saúde pública, afetando milhões de pessoas globalmente. O advento da Reprodução Medicamente Assistida foi um dos grandes progressos nesta área da Medicina, sendo de enorme relevância unir esforços no sentido de estudar e otimizar as técnicas utilizadas, como é o caso da inseminação intrauterina. Objetivos: Conhecer a taxa de sucesso dos ciclos de inseminação intrauterina realizados na Unidade de Medicina Reprodutiva do Centro Hospitalar Cova Da Beira, EPE, assim como analisar os fatores preditivos de sucesso. Para além disso, pretende-se caracterizar as variáveis sociodemográficos e clínicas dos casais que recorreram a inseminação intrauterina. Método: Este estudo é um estudo observacional, analítico e retrospetivo. A população em estudo corresponde à dos ciclos de inseminação intrauterina realizados na Unidade de Medicina Reprodutiva do Centro Hospitalar Cova de Beira, compreendidos entre o período de janeiro de 2013 e dezembro de 2016, cuja total é de 126 ciclos, dos quais resultaram 113 ciclos de inseminação para análise. Resultados: Verificou-se que, dos 113 ciclos em estudo, o grupo etário mais frequente em ambos os elementos do casal foi o dos 30-34 anos (60,2% nas mulheres e 49,6% nos homens). Grande percentagem das mulheres (68,8%) tinha índice de massa corporal (IMC) inferior a 25, não tinha antecedentes relevantes (35,7%), não revelou alterações na avaliação ecográfica anterior à inseminação (79,5%) e tinha espessura do endométrio igual ou superior a 8 mm (73,2%). Na maior parte dos casos (66,4%), nenhum dos elementos do casal é fumador. A infertilidade foi primária em 71,7% dos casos, em 79,1% tinha duração igual ou inferior a 60 meses (com média de cerca 46 meses) e em 56,6% tinha causa feminina. Dos ciclos realizados, 20,4% (n=23) resultou num teste Beta HCG positivo. No entanto, a taxa de gravidez clínica (confirmada por avaliação ecográfica) foi de 15,9% (n=18), uma vez que houve gravidezes bioquímicas (n=4) e um aborto tubário. Em 33,3% (n=6) dessas gravidezes viáveis (n=18) houve aborto (ocorrendo a maior parte no 1º trimestre (83,3%)). Assim, a taxa de gravidez a termo, ou seja, de fetos nascidos, foi de 10,6% (n=12). Discussão: Neste estudo, a taxa de gravidez decorrente da inseminação intrauterina foi de 20,4%. Na bibliografia são encontradas taxas de gravidez bastante abrangentes, uma vez que as características de cada estudo e da amostra em causa influenciam fortemente os resultados. Neste sentido, averiguaram-se os possíveis fatores preditivos de gravidez e concluiu-se que mulheres mais jovens estão associadas a taxas de sucesso superiores. Quanto às restantes variáveis estudadas, não foi possível encontrar associação significativa com a taxa de gravidez.
