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- Polimedicação, Depressão e Ansiedade em pessoas idosasPublication . Pinto, Catarina Sofia Correia; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Loureiro, Marli GomesIntrodução: O envelhecimento está, muitas vezes, associado a um aumento da morbilidade que, frequentemente leva à polimedicação do idoso. Por outro lado, a sintomatologia depressiva e ansiosa são muito comuns na velhice e nem sempre são devidamente atendidas. Este estudo pretende avaliar a sintomatologia depressiva e ansiosa em pessoas idosas, identificar situações de polimedicação e analisar a relação entre sintomatologia depressiva, sintomatologia ansiosa e polimedicação. Métodos: Trata-se de um estudo transversal e descritivo desenvolvido com uma amostra de conveniência. Participaram no estudo 91 pessoas com idades compreendidas entre os 65 e 97 anos (M=78,41; DP=8,79). Foi utilizada a Escala de Depressão Geriátrica (Yesavage et al., 1982, adap. pop. portuguesa Pocinho, 2009), o Inventário de Ansiedade Geriátrica (Pachana et al.,2007, adapt. pop. portuguesa Ribeiro, 2011) e foi identificada e contabilizada a medicação utilizada nos últimos 6 meses. Resultados: Os resultados indicam que 70 participantes (83,3%) apresentavam sintomatologia depressiva e 31 (35,6%) sintomatologia ansiosa. Observou-se que as mulheres apresentavam um nível médio de sintomatologia depressiva inferior aos homens (p=0,049). Os participantes tomavam uma média de 5,44 medicamentos (DP=3,67), sendo que 53 estavam polimedicados (58,2%). Constatou-se que indivíduos polimedicados apresentavam um nível médio de sintomatologia depressiva inferior (M=16,38; DP=6,235) aos não polimedicados (M=21,17; DP=5,248), com significância estatística (p=0,000). Os indivíduos não polimedicados apresentavam um nível médio de sintomatologia ansiosa inferior (M=4,92; DP=5,83) aos polimedicados (M=8,71; DP=6,227), sendo esta diferença estatisticamente significativa (p=0,03). Observou-se ainda que, pessoas idosas medicadas com antidepressivo, apresentavam menos sintomatologia depressiva (p=0,004) e mais sintomatologia ansiosa (p=0,030). Conclusão: Este estudo alerta, por um lado, para o elevado número de pessoas idosas polimedicadas e, por outro lado, para a elevada prevalência de sintomatologia depressiva nos participantes que é menor nos idosos polimedicados. Apesar de mais reduzida, também se observa considerável sintomatologia ansiosa entre os participantes, sendo que é maior nos idosos polimedicados. Este estudo sugere, também, a necessidade de estudos mais específicos sobre o tema com amostras representativas.
