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- Variação da Fluência e do MoCA em doentes com Défices Cognitivos LigeirosPublication . Fernandes, Filipe Alexandre Guerra; Patto, Maria da Assunção Morais e Cunha Vaz; Pinto, Nuno; Gama, Jorge Manuel dos ReisIntrodução: O Défice Cognitivo Ligeiro (DCL) é um processo patológico definido como um ponto intermédio entre o envelhecimento fisiológico e um estado de demência muito precoce. Entender a evolução natural deste estado, avaliando a deterioração cognitiva observada em pacientes com esta condição ao longo de um intervalo de dois anos pode ajudar a confirmar uma necessidade de intervenção terapêutica para evitar a sua progressão. Por outro lado, torna-se importante estudar a possibilidade de deteção rápida e mais precoce deste processo, através do eventual uso de outros testes como o Teste de Fluência Verbal e a Escala de queixas de memória subjetivas, mais práticos e simples que o MoCA, tradicionalmente usado para a sua deteção. Materiais e Métodos: A amostra final foi composta por 16 indivíduos que participaram no Rastreio Geriátrico à Covilhã de 2016 e cujo resultado na escala MoCA permitia identificar casos de possível DCL. Foram reavaliados os valores de MoCA, bem como do Teste de Fluência Verbal para avaliar a evolução ao longo dos dois anos. Foi também aplicada a Escala de Queixas de Memória Subjetivas a estes indivíduos. A análise estatística dos dados foi feita com recurso a técnicas de análise estatística descritiva e inferencial. Resultados: Observou-se entre as médias resultados do MoCA de 2016 e 2018 uma diminuição significativa de 2,688 ± 1,044 pontos (valor p=0,021). Em relação à fluência verbal, entre 2016 e 2018 verificou-se um aumento não significativo na média da pontuação no Teste de Fluência Verbal de 0,625 ± 0,779. A correlação entre os resultados do Teste de Fluência Verbal e do MoCA revelou-se positiva e fraca (Rs=0,451), sendo marginalmente significativa (valor-p=0,079). Não se encontrou qualquer correlação entre a Escala de Queixas Subjetivas de Memória e a pontuação do MoCA (Rs=0,095; valor-p=0,783). Conclusão: Parece haver uma tendência, concordante com outros estudos, de um declínio cognitivo por parte das pessoas com Défice Cognitivo Ligeiro. Na população estudada, a fluência verbal e as queixas subjetivas de memória não se apresentaram significativamente correlacionadas com os resultados no MoCA. A realização de novos estudos com amostras de maiores dimensões parece interessante para melhor comprovar estes resultados.
- Score ABC-Bleeding em doentes com Fibrilhação Auricular no CHUCBPublication . Silva, Sara Pinto Ribeiro Oliveira da; Ibarzabal, Patrícia Amantegui; Marcos, Jorge MartinezNa prática clínica, a questão central relativamente à terapêutica com anticoagulantes orais tem sido como maximizar os seus benefícios, ou seja, prevenir eventos trombóticos, sem incorrer no aumento dos seus riscos, nomeadamente eventos hemorrágicos. Diversas escalas de risco hemorrágico têm sido desenvolvidas no sentido de permitir tomar decisões clínicas bem fundamentadas. O ABC-Bleeding é um score recente com resultados bastante promissores e que se destaca por considerar no cálculo do risco o Growth differentiation factor 15, uma citocina que aparenta tornar esta escala mais eficaz. Este estudo analisa as escalas de risco hemorrágico ABC-Bleeding, HAS-BLED e ORBIT e uma escala de risco trombótico, o CHA2DS2-VASc numa população com fibrilhação auricular medicada com anticoagulantes, seguida nas consultas de coagulação do serviço de Imunohemoterapia do Centro Hospitalar Universitário da Cova da Beira. A população considerada é de 150 doentes, 30 doentes de cada um dos 5 anticoagulantes: apixabano, edoxabano, dabigatrano, rivaroxabano e varfarina. Foram analisadas as suas características clínicas e laboratoriais e destaca-se a existência de vários fatores de risco cardiovasculares e comorbilidades na amostra, o que se reflete nas pontuações nas várias escalas e nos níveis séricos de GDF-15. A probabilidade de evento hemorrágico previsto pelo ABC-Bleeding é em média de 2,63%, e a pontuação no HAS-BLED de 1,96, no ORBIT de 1,73 e no CHA2DS2-VASc de 4,16. O valor médio de GDF-15 é de 2111,68 ng/l e através do teste de Qui-Quadrado de Pearson verifica-se uma associação moderada deste biomarcador com a idade, insuficiência cardíaca, diabetes mellitus, função renal (clearance de creatinina e taxa de filtração glomerular estimada) e hemoglobina bem como uma associação relativamente forte com os valores de TnT-hs. Decorridos três meses desde a avaliação inicial foi verificada a ocorrência ou não de hemorragia major, para a qual apenas dois doentes cumpriram os critérios, pelo que não é possível concluir sobre a eficácia das escalas. Nas análises sanguíneas realizadas à data da identificação do evento, em ambos os doentes identificou-se função renal significativamente alterada o que poderá ter aumentado as concentrações sanguíneas do anticoagulante e portanto justificar a ocorrência destes eventos. Este estudo revalida o papel importante do GDF-15 enquanto biomarcador.
- Memória e Depressão GeriátricaPublication . Ferraz, Sandra Catarina Lino Ferreira; Patto, Maria da Assunção Morais e Cunha Vaz; Gama, Jorge Manuel dos Reis; Pinto, Nuno Filipe CardosoIntrodução O Défice Cognitivo Ligeiro (DCL) refere-se a um declínio cognitivo pouco proeminente, mas anormal para a idade, e pertence ao continuum entre o envelhecimento normal e a demência em estado inicial. A depressão é considerada um fator de risco para o desenvolvimento de demência. Torna-se por isso importante avaliar qual a evolução de doentes identificados com DCL e se o estado depressivo destes pode influenciar a possível evolução para um quadro demencial. Materiais e Métodos A amostra foi constituída por 16 idosos diagnosticados com DCL, há dois anos, no Rastreio à memória feito à população geriátrica da Covilhã e concelhos limítrofes. Foi usada a escala de Montreal Cognitive Assessment (MoCA) (versão 7.1) para a deteção e avaliação de alterações cognitivas e a Escala de Depressão Geriátrica de Yesavage versão curta (GDS) como ferramenta validada para o rastreio de depressão nos idosos. Resultados A pontuação do MoCA entre 2016 e 2018 diminuiu significativamente nesta população, em média, cerca de 2,69 ± 4,18 pontos (p=0,026), evidenciando um agravamento do défice cognitivo num período de dois anos. Cerca de 37,5 % dos voluntários evoluíram de pontuações compatíveis com Défices Cognitivos Ligeiros (DCL) para pontuações compatíveis com Demência. Os valores da GDS entre 2016 e 2018 aumentaram, em média, cerca de 0,19 ± 2,26 pontos, que corresponde a um ligeiro agravamento, não significativo, do estado depressivo (p=0,752). Encontrou-se uma correlação negativa fraca (r=-0,325), não significativa (p=0,219), entre a diferença das pontuações do MoCA de 2018 e 2016 e a diferença das pontuações da GDS de 2018 e 2016. Conclusão Os resultados refletem um agravamento significativo da função cognitiva num período de dois anos. Sabemos que os indivíduos com DCL estão em maior risco de evoluir para Demência a curto prazo comparativamente com a população geral. A correlação entre a evolução dos valores do MoCA e da GDS entre 2016 e 2018 mostrou-se negativa nesta população, mas sem significado estatístico. Assim, nesta população os sintomas depressivos poderão não ter influenciado significativamente a evolução do estado cognitivo.
- Estudo das respostas auditivas à estimulação magnética transcraniana do córtex temporal direitoPublication . Cruz, Márcia Filipa Neves; Patto, Maria da Assunção Morais e Cunha Vaz; Gama, Jorge Manuel dos Reis; Pinto, Nuno Filipe CardosoIntrodução: A Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva (EMTr), é uma técnica de estimulação do sistema nervoso que tem a capacidade de moldar a excitabilidade neuronal para além da ocasião em que o procedimento é executado. Devido a esta característica, esta técnica tem sido usada no tratamento de doenças psiquiátricas e neurológicas. Este estudo tem o intuito de procurar entender a resposta auditiva à estimulação magnética transcraniana no córtex temporal direito. Métodos: 19 voluntários saudáveis foram avaliados com audiometria antes e após serem sujeitos a EMTr. Após análise dos resultados das audiometrias iniciais foram formados 2 grupos. No Grupo A ficaram os participantes com resultados nas audiometrias dentro da média esperada para a idade e foram comparados com os do grupo Controlo/Sham pré-existente. No Grupo B ficaram os voluntários com resultados divergentes do esperado, sendo os resultados das audiometrias pré e pós estimulação comparados entre si. Todos estes voluntários foram submetidos a estimulação Theta Burst intermitente. A audiometria avaliou o limiar de audição nas frequências de 250Hz, 500Hz, 1000Hz, 2000Hz, 3000Hz, 4000Hz, 6000Hz e 8000Hz para perceber a resposta à estimulação. Resultados: Foram encontradas diferenças significativas entre o Grupo A e Controlo/Sham nas frequências de 1000 e 4000Hz. Não foi encontrado nenhum resultado relevante no grupo B. Não foram registados efeitos secundários major. Conclusão: Parece haver um aumento do limiar de audição após estimulação magnética transcraniana- iTBS nas frequências 1000Hz e 4000Hz em indivíduos com audição normal. O pequeno número de voluntários pode limitar a extrapolação destes achados.
