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- Incidência e complicações de epifisiólise contralateral em crianças com epifisiólise proximal do fémur unilateral primária: Revisão sistemáticaPublication . Carneiro, Jéssica Santos; Lopes, Cláudia Manuela Silva SantosObjetivo A epifisiólise proximal do fémur (EPF) é uma patologia importante da anca, já que afeta indivíduos em fase de desenvolvimento, maioritariamente dos 11 aos 15 anos. Sobre os casos unilaterais primários paira sempre o risco de sofrer EPF contralateral. O objetivo desta revisão sistemática é analisar a incidência e complicações de epifisiólise contralateral subsequente a epifisiólise proximal do fémur em crianças anteriormente saudáveis. Métodos e Materiais Esta revisão sistemática da literatura foi realizada de acordo com as diretrizes PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews e Meta-Analysis). A PubMed/Medline foi a base de dados eletrónica utilizada para a pesquisa de literatura a 14 de agosto de 2023, com os termos de pesquisa “slipped capital femoral epiphysis”, “SCFE” e “contralateral”. Foram considerados critérios de inclusão: casos em humanos; crianças anteriormente saudáveis com EPF unilateral primária; dados de incidência e complicações de EPF contralateral; população em estudo com idade inferior a 18 anos aquando do diagnóstico primário de epifisiólise e que não tenham realizado fixação profilática contralateral. Os critérios de exclusão foram: casos de epifisiólise bilateral ao diagnóstico primário; crianças com doenças subjacentes; casos submetidos a fixação profilática contralateral e ainda crianças não acompanhadas até ao atingimento da maturidade óssea. Foram pesquisados dados como incidência de epifisiólise contralateral, proporção masculino: feminino, tempo entre as duas epifisiólise, tempo de follow-up de cada estudo e complicações detetadas e extraídos e sintetizados numa tabela no Microsoft® Word (Microsoft, Washington, WA, EUA) . Resultados De 182 artigos primariamente identificados, obteve-se 44 após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão: 28 estudos retrospetivos, 13 estudos prospetivos e três estudos de caso-controle, que perfazem um total de 16888 crianças saudáveis com epifisiólise proximal do fémur unilateral primária e que não foram submetidas a fixação cirúrgica contralateral profilática. De 16888 crianças incluídas no estudo, 14,6% (9-69%) apresentaram epifisiólise contralateral à posteriori, sendo que 89% destes (2178 casos) eram sintomáticos. Relativamente às complicações, com uma incidência total de 19,5%, coxartrose e conflito femoro-acetabular foram as mais frequentes nesta amostra de população (29,3% e 15,5%, respetivamente), tendo outras complicações como condrólise e necrose avascular ocorrido em cerca de 1-7,5% dos casos. Conclusão A elevada variação da incidência de epifisiólise contralateral (6-69%) e a elevada frequência de complicações (19,5%) a curto e longo prazo elevam a necessidade de uma vigilância clínica e imagiológica mais apertada de todos os casos de epifisiólise unilateral, para que o diagnostico da EPF contralateral seja o mais precoce possível.
- Retoma da Atividade Física em Desportistas, após Lesões nos Dedos das Mãos: Uma Revisão SistemáticaPublication . Lima, Mariana Perneta de; Lopes, Cláudia Manuela Silva SantosObjetivo: Identificar as lesões mais frequentes nos dedos das mãos dos atletas, analisar os tratamentos adotados e o seu impacto na performance desportiva e verificar a frequência de atletas que retomaram a atividade desportiva, sem restrições. Introdução: A prática desportiva foi, desde o seu início, estimulada e prezada, proporcionando uma panóplia de benefícios para a saúde e bem-estar dos seres humanos. Contudo acarreta riscos, sendo as lesões musculoesqueléticas bastante comuns. Um dos locais frequentemente afetados são os dedos das mãos. A subvalorização das lesões ocorre múltiplas vezes, levando ao atraso do diagnóstico e prejudicando a recuperação do atleta. Deste modo, o estudo pretende determinar as lesões dos dedos da mão mais habituais nos desportistas, colocando a hipótese de existir um tipo de lesão predominante e, adicionalmente, se a posição do atleta em campo, influenciou a frequência e o tipo de lesão. Pretende estudar a abordagem de tratamento que proporcionou uma boa recuperação e outcome ao atleta, percebendo se após a terapêutica, o mesmo volta a praticar desporto, sem quaisquer restrições. Métodos: Realizou-se uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados da PubMed, Scopus e Web of Science. Utilizaram-se as seguintes palavras-chave no título ou no abstract do PubMed: “(finger* phalange injur*[Mesh Words]) AND (sport* injur*[Mesh Words]). Os estudos incluídos foram publicados entre 1 de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2023; foram integrados estudos originais, longitudinais e transversais; selecionaram-se somente os estudos redigidos em português e inglês; participaram no estudo todos os praticantes de atividade física, independentemente do sexo e da idade, englobando adultos e crianças. Excluiu-se do estudo, casos clínicos, artigos de revisão e artigos que não continham um resumo; artigos, aos quais, não se obteve acesso na sua íntegra; os que referiram lesões que abrangiam diversas partes do corpo; e os que descreveram lesões que não ocorreram durante a atividade desportiva. Resultados: Procedeu-se à análise dos 13 artigos selecionados para a tabela dos resultados. Documentaram-se várias lesões, tanto ósseas como dos tecidos moles, em diversos desportos. O tratamento preconizado variou consoante o tipo e a gravidade da lesão. A retoma à prática desportiva demorou em média dois meses, variando conforme a gravidade da lesão. Evidenciou-se uma boa recuperação dos atletas, tendo a maioria voltado à prática desportiva, sem restrições físicas. Conclusão: Ao longo do estudo observou-se uma ampla variedade de lesões nos dedos das mãos, em desportistas. As lesões mais frequentes foram as fraturas nas falanges distais e as luxações na articulação IFP. O tratamento preconizado foi o cirúrgico ou conservador, não havendo termo de comparação quanto ao mais benéfico. Em média o atleta retorna à atividade física passados dois meses, sem quaisquer restrições. Sublinhase a escassez de artigos e a falta de padronização dos mesmos, sendo necessário mais investigação sobre esta temática.
