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- Parceiro Estratégico, Incógnita ou Ameaça? Uma análise comparativa das perceções dos presidentes norte-americanos face à República Popular da China (2012-2020)Publication . Borges, José Carlos Gomes; Terrenas, João David MalaguetaApós a queda do muro de Berlim em 1989 e a dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas em 1991, a distribuição de poder internacional assumiu uma configuração unipolar, tendo os Estados Unidos da América assumido uma posição hegemónica a nível económico, financeiro, político, tecnológico e militar. Através de uma diplomacia ativa e do exercício de influência sob importantes instituições internacionais como a Organização das Nações Unidas, Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial, as sucessivas administrações norte-americanas conseguiram definir regras e moldar as regras da governação que regem as interações entre os Estados e definem as prioridades da agenda global. Porém, o advento do novo século trouxe consigo importantes desafios à hegemonia norte-americana, o mais saliente dos quais materializado na crescente relevância da China no plano internacional. Sob este pano de fundo, a presente dissertação pretende analisar a evolução das perceções dos governantes norte-americanos face à ascensão da República Popular da China, com particular enfoque nas Administrações de Barack Obama (2012-2016) e Donald Trump (2017-2020). Através da análise dos discursos de ambos os presidentes, concluímos que a partir da segunda década dos anos 2000 a China passou a ser percecionada e catalogada como a maior ameaça à hegemonia norte-americana no mundo. Porém, durante a administração Obama (Democratas), por meio da diplomacia, os dois países ainda se coexistiram e relacionaram-se em diversos assuntos bilaterais e multilaterais. Por mais que ela era percecionada como uma ameaça, ao mesmo tempo, ela também era considerada, em certos momentos, como um parceiro pontual para Obama. Já na administração Trump (Republicanos), o que se observou foi um rompimento brusco nas relações entre Washington e Pequim, principalmente a partir de 2018. Para a sua administração, Pequim era o pior inimigo dos EUA, pelo que, era contraproducente desenvolver qualquer tipo de relação pacifica.
- O Papel da Braquiterapia no Cancro da MamaPublication . Silva, Beatriz Borges da; Meyer, Fernanda Taliberti Pereto; Padilha, Marisa Prim; Tavares, Nuno TeixeiraIntrodução: O cancro da mama é a neoplasia mais frequente entre as mulheres em Portugal, representando 28,2% dos casos oncológicos na população feminina. Com a evolução dos programas de rastreio e avanços nos tratamentos, a taxa de sobrevivência a cinco anos ultrapassa 80% na maioria dos casos, destacando a importância de estratégias terapêuticas multidisciplinares. A radioterapia é fundamental no tratamento do cancro da mama, sendo utilizada em vários estadios da doença. Dentro deste contexto, a braquiterapia emerge como uma técnica inovadora de radioterapia interna, caracterizada pela entrega de doses altamente precisas de radiação no leito tumoral, reduzindo os danos aos tecidos saudáveis e melhorando os resultados terapêuticos. Objetivos: Esta dissertação teve como objetivo principal analisar o papel da braquiterapia no tratamento do cancro da mama, com foco na sua eficácia clínica, segurança, impacto na qualidade de vida das pacientes e aplicação em abordagens como Irradiação Parcial Acelerada da Mama (APBI), boost e reirradiação. Adicionalmente, avaliou as indicações clínicas, os critérios de seleção de pacientes e os desafios associados à implementação desta técnica. Metodologia: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura, incluindo estudos publicados entre 2013 e 2024. A pesquisa foi conduzida em bases de dados como PubMed, Scopus e Google Scholar, abrangendo ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e guidelines internacionais. Resultados e Discussão: Os resultados indicam que a braquiterapia oferece taxas de controlo local e de recidiva comparáveis à radioterapia externa, especialmente na APBI e no boost. Os benefícios incluem uma redução significativa da toxicidade em tecidos adjacentes, maior precisão no tratamento e melhores desfechos cosméticos. A técnica é especialmente indicada em pacientes com cancro da mama em estadio inicial e baixo risco de recidiva, destacando-se pela sua personalização e conveniência. No entanto, desafios como o acesso limitado a infraestrutura especializada, a necessidade de formação técnica avançada e critérios rigorosos de seleção de pacientes limitam a sua aplicação generalizada. Apesar disso, as evidências sugerem que a braquiterapia é uma alternativa eficaz e segura, tanto como tratamento primário quanto como recurso em cenários de recidiva local. Conclusão: A braquiterapia consolida-se como uma técnica promissora no tratamento do cancro da mama, especialmente em abordagens conservadoras e personalizadas. Estudos futuros são necessários para avaliar o impacto a longo prazo desta técnica, melhorar os protocolos de seleção e expandir a acessibilidade clínica, reforçando o seu papel como tratamento oncológico da mama.
