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- Implementação de Armazém Avançado na Unidade de Cirurgia de Ambulatório do Hospital Sousa Martins da Unidade Local de Saúde da GuardaPublication . Batista, Helena Sofia Branquinho; Almeida, Anabela Antunes de; Monteiro, José Augusto CaladoA sustentabilidade dos sistemas de saúde exige a implementação de soluções logísticas inovadoras que permitam otimizar recursos, reduzir desperdícios e garantir a segurança do utente. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo planear e implementar um Armazém Avançado (AA) na Unidade de Cirurgia de Ambulatório (UCA), do Hospital Sousa Martins (HSM), da Unidade Local de Saúde da Guarda (ULSG), com vista a melhorar os processos de reposição, distribuição e armazenamento de material de consumo clínico. Metodologicamente, o estudo seguiu a abordagem de Investigação-Ação (IA), que permitiu uma interação colaborativa entre o investigador e os profissionais da UCA em todas as fases do projeto, desde o diagnóstico inicial até à implementação das medidas propostas. A análise da situação prévia revelou fragilidades estruturais: inexistência de stocks mínimos e máximos definidos, pedidos baseados em perceções subjetivas, excesso de material acumulado, inadequada padronização do layout de armazenamento e tempo excessivo gasto pelos profissionais em tarefas logísticas e baixa fiabilidade dos registos. em detrimento do tempo disponível para a prestação de cuidados ao utente. A solução desenvolvida assentou na implementação de um AA baseado em conceitos como a Gestão da Cadeia de Abastecimento (GCA), Gestão Logística e de Stocks, apoiada em sistemas e ferramentas de gestão como o Kanban e análise ABC. Os resultados alcançados demonstraram melhorias significativas como a maior fiabilidade e rastreabilidade dos stocks; a diminuição do tempo despendido pelos profissionais de saúde em tarefas logísticas, a definição dos níveis de Stock, com uma diminuição do valor e do número de artigos existentes no AA, uma melhor organização do espaço físico com adequada disposição e identificação dos artigos com as etiquetas com código de barras, facilitando a localização dos artigos, contribuindo assim para a otimização do controlo de stocks. A implementação do AA enquanto modelo replicável para outras unidades funcionais hospitalares, é pertinente e evidencia contributos para a eficiência operacional, sustentabilidade económica e qualidade dos cuidados prestados.
- Avaliação da Redução de Custos com a Técnica Wide Awake Local Anesthesia No Tourniquet em Trauma do Punho e MãoPublication . Lopes, Cláudia Manuela Silva Santos; Almeida, Anabela Antunes de; Ferreira, Dário Jorge da ConceiçãoIntrodução As lesões do punho e da mão são uma das principais causas de recorrência ao serviço de urgência, exigindo muitas vezes tratamento cirúrgico. Habitualmente, estes procedimentos são feitos em bloco operatório central, com anestesia geral ou loco-regional, envolvendo frequentemente internamento hospitalar. Isto implica recursos consideráveis e organização complexa. A técnica WALANT (Wide Awake Local Anesthesia No Tourniquet) surgiu como uma alternativa promissora. Permite fazer cirurgia com anestesia local, sem garrote e sem sedação, em regime ambulatório na maioria dos casos. Apesar das vantagens já reconhecidas, ainda existem poucos estudos que avaliem os seus custos em contexto hospitalar público, especialmente em situações de trauma do punho e mão. Esta dissertação pretende preencher essa lacuna. Metodologia O estudo foi retrospetivo, observacional e quantitativo. Teve lugar na Unidade Local de Saúde da Cova da Beira. Foram incluídos 99 doentes operados por trauma do punho e mão entre janeiro de 2022 e dezembro de 2023. Desses, 49 foram tratados com WALANT e 50 com técnicas convencionais. Foram analisadas variáveis clínicas, operatórias e económicas. Para além disso, estimou-se uma poupança teórica com base na conversão hipotética de casos legíveis para regime ambulatório com WALANT, segundo critérios de complexidade e durabilidade cirúrgica. Os testes estatísticos incluíram comparação de médias, ANCOVA e regressão quantílica. Resultados Os custos médios foram mais baixos no grupo WALANT em todos os parâmetros: exames pré-operatórios anestésicos (0€ vs. 25,90€), equipa cirúrgica (88,69€ vs. 269,80€), internamento (58,58€ vs. 1.194,17€) e custo total (147,27€ vs. 1.489,87€). A poupança real gerada com os 49 doentes operados com WALANT foi de 98.009,70€. Além disso, 29 doentes tratados com técnicas convencionais poderiam, após análise individual, ter sido operados com WALANT em ambulatório. A poupança adicional estimada seria de 38.935,36€. No total, o hospital poderia ter economizado 136.945,06€. Não foram registradas complicações anestésicas em nenhum dos dois grupos e a taxa de satisfação no grupo WALANT foi de 98,8%. Conclusão Os dados obtidos neste estudo parecem revelar que a técnica WALANT constitui uma alternativa segura, eficaz e claramente mais económica em comparação com as abordagens anestésicas convencionais. A ausência de internamento, a dispensa de exames pré-operatórios e a redução da equipa cirúrgica explicam grande parte da diminuição dos custos observada. Para além disso, verificou-se um nível muito elevado de satisfação reportado pelos utentes e não foram registadas complicações anestésicas, o que reforça a eficiência e a fiabilidade desta abordagem. Estes resultados sugerem que o modelo WALANT poderá desempenhar um papel estratégico na reorganização dos circuitos hospitalares, promovendo maior eficiência, alinhamento com os princípios do Value-Based Healthcare e do Lean Healthcare, e contribuindo ainda para a sustentabilidade ambiental através da redução do desperdício hospitalar e da utilização mais racional dos recursos. Embora se reconheça que a natureza retrospetiva do estudo e a ausência de seguimento clínico prolongado constituem limitações, os resultados alcançados reforçam a necessidade de desenvolver novas investigações em diferentes contextos. Estudos prospetivos e multicêntricos serão fundamentais não apenas para confirmar os achados aqui apresentados, mas sobretudo para aprofundar a compreensão do impacto clínico, económico, organizacional e ambiental da técnica WALANT no Serviço Nacional de Saúde.
