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- GeoBIM for Geothermal Energy Efficiency in Buildings and Smart Cities: A ReviewPublication . Pinto, Hugo Alexandre Silva; Gomes, Luís Manuel Ferreira; Pais, Luís Andrade; Nepomuceno, Miguel Costa Santos; Bernardo, Luís; Gonçalves, Vanessa; Morais, Maria Vitoria; Perelló Marchiori, LeonardoThe global drive toward energy transition and carbon neutrality requires integrated and data-driven approaches for managing buildings and smart cities. Existing urban energy assessment frameworks remain fragmented and often lack multiscale interoperability between building-level models and territorial datasets. At the same time, shallow geothermal energy is emerging as an efficient and renewable solution for sustainable heating and cooling. To address these gaps, this study examines the potential of GeoBIM, the integration of Building Information Modeling (BIM) and Geographic Information Systems (GIS), as a unified framework for multiscale energy analysis and for supporting shallow geothermal applications. A systematic literature review was conducted based on the PRISMA framework, combining a systematic literature review using the Scopus database with the critical examination of representative case studies. The results show that GeoBIM-based modeling improves data quality, enhances thermal performance assessments, and supports the implementation of shallow geothermal systems, including energy piles and district-scale ground-coupled networks. Reported applications demonstrate energy consumption reductions exceeding 40% in certain urban contexts. Several research gaps and challenges were identified, particularly data interoperability issues, lack of standardization, computational complexity, and the need for specialized training. Overall, the review indicates that GeoBIM offers a promising pathway for optimizing resources, supporting informed decision-making, and advancing resilient and sustainable smart buildings and cities.
- Solidão em Adultos residentes na Ilha de São Miguel (Açores)Publication . Moniz, Edna Maria Lima; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Pires, Luís Miguel da Silva; Carvalho, Célia de Oliveira Barreto CoimbraA solidão é concetualizada como um construto multidimensional, que tem impactos significativos na saúde mental, sendo influenciada por fatores individuais e contextuais. Esta investigação pretende analisar a experiência da solidão em adultos residentes na Ilha de São Miguel e incluiu quatro estudos: o primeiro estudo, de natureza quantitativa, pretendeu efetuar uma análise psicométrica mais robusta da UCLA Loneliness Scale version 3 (UCLA-LS-3). Os resultados revelaram uma excelente consistência interna e os resultados suportam a validade de constructo da UCLA-LS-3 na população adulta portuguesa, apoiando um modelo de três fatores relacionados (Isolamento, Conetividade Relacional e Conetividade Coletiva). Sobre a relação do resultado total na UCLA-LS-3 com outras variáveis, o resultado foi mais baixo em indivíduos casados, com maior escolaridade e estatuto socioeconómico, e maior em solteiros. O segundo estudo, de natureza qualitativa com grupos focais, explorou a solidão entre adultos na Ilha de São Miguel que residem em dois contextos: rural e urbano. Os sentimentos de tristeza e isolamento foram centrais em ambos os contextos. Os fatores associados à solidão que foram reportados em ambos os grupos abrangeram o viver sozinho, o divórcio e a reforma. Também a idade (quanto maior, maior a solidão) e a altura do dia ou do ano (sendo a vivência psicológica da solidão reportada como maior à noite e no inverno) foram reportados como associados à solidão. Por fim, a coesão social e o apoio comunitário foram reportados como fatores protetores no meio rural. Seguidamente, o terceiro estudo, de natureza quantitativa, examinou os determinantes da vivência psicológica da solidão e do isolamento social, considerando mediadores e moderadores como a personalidade, a autocompaixão, o suporte social e variáveis sociodemográficas (e.g., a idade). O neuroticismo revelou-se um forte preditor de maior solidão e isolamento. A autocompaixão atuou como fator protetor e mediador parcial dessa relação, sendo especialmente relevante na idade adulta avançada, uma vez que a mediação é moderada pela idade. Por sua vez, o suporte social moderou o efeito direto do neuroticismo, reduzindo o seu impacto sobre a vivência psicológica da solidão. Neste estudo averiguou-se também a forma como a vivência psicológica da solidão pode associar-se à presença (e maior severidade) de sintomatologia psicopatológica (i.e., ansiedade, depressão e stress). Esta associação foi mediada pela autocompaixão, reafirmando a importância do desenvolvimento de intervenções focadas neste constructo para combater os efeitos adversos da solidão. Por fim, o quarto estudo procurou comparar adultos a residir na ilha de São Miguel (n=600; idade: M= 38.74; género: feminino =414 e masculino =186) com adultos a residir em Portugal Continental (n=600; idade: M= 39.00; género; feminino =416 e masculino =184) num conjunto de variáveis sociodemográficas e de saúde mental, incluindo a avaliação dos níveis de vivência psicológica da solidão e isolamento social. Neste estudo foram encontrados níveis moderados de solidão, sem diferenças significativas entre os grupos. Em São Miguel, houve maior Conetividade Relacional e Coletiva, indicando maior coesão social. Em ambos os grupos, o neuroticismo correlacionou-se positivamente com a vivência psicológica da solidão, sendo um possível fator de risco, enquanto a autocompaixão e o suporte social se correlacionaram negativamente, sendo possíveis fatores protetores. Por sua vez, viver acompanhado, no Continente, uma associação negativa com a solidão, sendo um possível fator protetor. Os indivíduos de São Miguel apresentaram maior sintomatologia psicopatológica, o que parece indicar a importância de outros fatores para a presença (e severidade) desta sintomatologia, para além da vivência psicológica da solidão, que também foi encontrada em níveis moderados no grupo a residir no Continente. Finalmente, em ambos os grupos, as estratégias de coping mais usadas foram ver televisão e/ou vídeos no computador, trabalhar e/ou ter uma ocupação e conviver e conversar com as pessoas. Em suma, os resultados desta investigação sugerem que a solidão em adultos portugueses é multidimensional, influenciada por variáveis internas como a personalidade (neuroticismo), a autocompaixão, e o suporte social percebido. Para além de variáveis internas, destacam-se variáveis contextuais como a área de residência (rural vs urbana e ilha vs continente). É fulcral efetuar estudos futuros em outros contextos, dado que os ambientes sociais e geográficos têm um impacto significativo na saúde mental.
