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Landim, Edmilsa Fernandes

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  • Efeito neurovascular dos Bisfenóis E e S e a possível influência no acidente vascular cerebral
    Publication . Landim, Edmilsa Fernandes; Oliveira, Maria Elisa Cairrão Rodrigues; Costa, Henrique Elói Albino da
    O Bisfenol E (BPE) e o Bisfenol S (BPS) são cada vez mais utilizados como substitutos do Bisfenol A (BPA) em produtos do quotidiano, como biberões, recipientes alimentares e materiais médicos. No entanto, o BPA apresenta efeitos estrogénicos e androgénicos, acumula-se no cérebro e está associado a danos neurológicos e cardiovasculares, incluindo acidentes vasculares cerebrais (AVC), afetando particularmente as células musculares lisas da artéria cerebral média (CML-ACM), essenciais para a regulação vascular. Estudos recentes indicam que os seus substitutos, como o BPE e o BPS, também podem provocar efeitos adversos neurológicos, tiroideus e cardiovasculares, levantando dúvidas sobre a sua segurança. Neste sentido, o objetivo deste estudo foi analisar os mecanismos pelos quais o BPE e o BPS alteram a função contrátil das CML-ACM de rato. Para tal, foram isolados explantes da ACM de murganhos Wistar e cultivados em placas previamente revestidas com colagénio, obtendo-se culturas puras de CML. A partir destas culturas, realizaram-se dois ensaios: o ensaio de MTT (Brometo de 3-[4,5- dimetiltiazol-2-il] -2,5 difeniltetrazólio), para avaliar viabilidade celular, proliferação e citotoxicidade em resposta ao BPE e BPS; e o ensaio de contractilidade por Planar Cell Surface Area (PCSA), para analisar a resposta vasoativa das CML-ACM, perante o agente contrátil noradrenalina (NA) e o agente relaxante nitroprussiato de sódio (SNP). Os resultados mostraram que ambos os compostos interferem na atividade vasoativa das CML-ACM, alterando a contratilidade e o relaxamento de forma dependente da concentração. Em concentrações baixas não se verificaram efeitos citotóxicos significativos, embora possa ocorrer ligeira proliferação celular. Estes resultados indicam que a substituição do BPA pelos seus análogos não é uma alternativa segura para a saúde neurovascular, uma vez que a exposição ao BPE e BPS pode comprometer a homeostasia vascular das CML-ACM e estar potencialmente associada à ocorrência de AVC isquémico. Assim, é fundamental investigar com maior detalhe os mecanismos de ação e os efeitos vasculares destes bisfenóis, para esclarecer o seu impacto na saúde humana.