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A dicotomia do homem revoltado: para uma compreensão da violência e do compromisso no pensamento de Albert Camus

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Resumo(s)

Pensarmo-nos como seres humanos é cada vez mais pensarmos numa existência enquanto um ser individual, esquecendo-nos da relação entre o uno e o múltiplo, o individual e o colectivo. Este estreitamento do homem consigo mesmo transporta em si graves consequências ao nível social. Esquecendo-nos do outro, vivendo para nós mesmos, acabamos por viver num sistema de isolamento que proporciona o sentimento de indiferença para com o mundo circundante. Olhando à nossa volta mostra-se-nos inegável a existência da violência. Tropeçamos nela constantemente, conhecemo-la, aprendemos a viver com ela, a fugir dela ou até a praticá-la. No entanto, ao questionarmo-nos sobre a sua origem apenas encontramos respostas evasivas, como a maldade, a exclusão social, o vandalismo ou problemas de foro psicológico. A violência mostra-se assim o injustificável perante o pensamento. [...]

Descrição

Palavras-chave

Camus, Albert, 1913-1960 Niilismo Homem - Absurdo Homem - Revolta Homem - Amor

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