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Espacialidade e Integração Social: Uma Cartografia das dinâmicas urbanas do Fundão

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Resumo(s)

Nas últimas décadas, Portugal tem assistido a um duplo movimento que reconfigura profundamente o seu território: o aumento da migração internacional e o despovoamento progressivo do interior. Neste contexto, o Fundão destaca-se por adotar uma estratégia proativa de acolhimento institucionalizado, concretizada em iniciativas municipais como o Centro para as Migrações do Município do Fundão (CMMF). Esta postura transforma o município num laboratório urbano, onde se articulam políticas públicas, fluxos migratórios e práticas cotidianas de pertencimento. Partindo deste cenário, pretende-se compreender de que modo o acolhimento institucionalizado de fluxos migratórios no Fundão reconfigura a espacialidade urbana e como as práticas subjetivas de apropriação e de busca por pertença se manifestam no território. Propõe-se que a mediação institucional abre espaço para novas práticas de uso e recomposições simbólicas do espaço urbano. A investigação percorre um caminho que parte da teoria crítica do espaço de Henri Lefebvre, articulando a dialética dos Fixos e Fluxos de Milton Santos com a Espacialidade Relacional de Doreen Massey, para abordar o espaço como um produto social, múltiplo e dinâmico. A arquitetura é entendida como a instância concreta onde as relações e os conflitos se materializam. Do ponto de vista metodológico, adota-se a postura do arquiteto-cartógrafo, procurando mapear as dinâmicas sociais e afetivas emergentes no Fundão. Serão exploradas diferentes perspetivas de análise, conjugando a vitalidade urbana de Jan Gehl — centrada na qualidade do espaço e no contato social — com a Cartografia Sentimental de Suely Rolnik — voltada para a leitura dos afetos, fluxos de desejo e linhas de fuga. A investigação baseia-se na imersão no terreno, recorrendo à observação e à fotografia analógica como instrumentos principais de registo e interpretação do vivido. A escala de análise concentra-se no núcleo urbano do Fundão, entendido não apenas como uma pequena cidade, mas como território de um “devir menor”, onde se manifestam processos alternativos de produção do espaço.
In recent decades, Portugal has experienced a dual movement that is profoundly reshaping its territory: the rise of international migration and the progressive depopulation of its inland regions. Within this context, the municipality of Fundão stands out for adopting a proactive strategy of institutionalized reception, materialized through municipal initiatives such as the Fundão Municipal Center for Migration (CMMF). This positioning transforms the municipality into an urban laboratory where public policies, migratory flows, and everyday practices of belonging intersect. Building on this scenario, the research seeks to understand how the institutionalized reception of migratory flows in Fundão reconfigures urban spatiality, and how subjective practices of appropriation and the search for belonging manifest within the territory. It is proposed that institutional mediation creates room for new uses and symbolic recompositions of urban space. The investigation draws from Henri Lefebvre’s critical theory of space, articulating Milton Santos’ dialectic of Fixes and Flows with Doreen Massey’s concept of Relational Spatiality, in order to approach space as a social, multiple, and dynamic product. Architecture is understood as the concrete instance in which relationships and conflicts become materially expressed. Methodologically, the study adopts the perspective of the architect-cartographer, aiming to map the emerging social and affective dynamics in Fundão. It explores different analytical approaches, combining Jan Gehl’s framework of urban vitality — focused on spatial quality and social interaction — with Suely Rolnik’s Sentimental Cartography — oriented toward the reading of affects, flows of desire, and lines of flight. The research is grounded in field immersion, using direct observation and analog photography as the primary tools for recording and interpreting lived experience. The scale of analysis focuses on the urban core of Fundão, understood not only as a small town, but as a territory of minor becoming, where alternative processes of spatial production unfold.

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Cidades Pequenas Desenho Urbano Espaço Fundão Integração Social Migração

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