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Transcranial magnetic stimulation in behavioral addiction in the digital era: a systematic review

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10973_26632.pdfDocumento em Acesso Embargado até dia 18-11-2026. Tente solicitar cópia ao autor carregando no ficheiro1.04 MBAdobe PDF Download

Abstract(s)

Background The rapid evolution of digital technologies and widespread internet use in daily life have led to the emergence of behavioral addictions, such as gambling disorder (GD), internet gaming disorder (IGD), and internet addiction disorder (IAD). These conditions pose complex challenges for treatment, with conventional interventions, such as psychological and pharmacological interventions, often proving insufficient. Transcranial magnetic stimulation (TMS) has been proposed as a promising approach for treating these addictions. Aims To clarify the evidence available around the use of TMS in patients with GD (internetassociated), IGD, or IAD. Specifically, to evaluate changes in frequency and extent of the addictive behavior, craving, relapse rate, and assessment of psychosocial or other functioning domains after the intervention. Methods A comprehensive search strategy was employed across multiple bibliographic databases, including PubMed/MEDLINE, Embase, Scopus, and Web of Science. The search spanned from the inception of the databases to the search date, with no language restrictions, and required full-length articles. Additionally, Grey Literature sources such as Google Scholar were searched to identify supplementary qualifying studies, and citation searching was conducted to locate additional relevant articles. Results The search yielded 460 records, with no relevant records found in Grey Literature. After removing duplicates, 244 records remained. Screening based on eligibility criteria narrowed the focus to 15 potentially relevant articles, leading to a full-text examination. Citation searching added three more studies. Ultimately, only four articles met the criteria for inclusion in this systematic review. Of these, two involved patients diagnosed with IGD and two were related to IAD. The findings generally suggest a decrease in the severity of symptoms related to internet gaming addiction, impulsivity, cravings, anxiety and depression symptoms after the use of rTMS in the left DLPFC. Similarly, in the case of IAD, a reduction in symptom severity and cravings was observed. Conclusion Despite the promising results of using high-frequency TMS on the left-DLPFC (dorsolateral prefrontal cortex), current research on the feasibility of TMS in addressing GD, IGD and IAD is minimal. Further intervention studies are needed to fully understand the potential of TMS in ameliorating these digital dependencies.
Introdução A rápida evolução das tecnologias digitais e o uso disseminado da internet na vida quotidiana levaram ao surgimento de dependências comportamentais, como a Perturbação de Jogo, a Perturbação de Jogos de Internet e a Perturbação de Adição à Internet. Estas condições apresentam desafios complexos para tratamento, com as intervenções convencionais, como intervenções psicológicas e farmacológicas, a demostrarem-se muitas vezes insuficientes. As dependências comportamentais são categorizadas como perturbações de controlo de impulsos e partilham inúmeras semelhanças fundamentais com a dependência de substâncias. A estimulação magnética transcraniana repetitiva (rTMS) tem demonstrado potencial como modalidade terapêutica para perturbações relacionadas com a dependência de substâncias. Dada a sua eficácia nesta área, surge a hipótese de que a rTMS também possa ser eficaz no tratamento das dependências comportamentais. No entanto, embora alguns autores defendam a utilização desta intervenção de neuromodulação, persistem dúvidas quanto à sua eficácia no tratamento de comportamentos aditivos no âmbito do mundo digital. Objetivos Avaliar a evidência disponível sobre o uso da estimulação magnética transcraniana em doentes com Perturbação de Jogo (associado à internet), Perturbação de Jogos de Internet, ou Perturbação de Adição à Internet. Especificamente, mudanças na frequência e extensão do comportamento aditivo, desejo/craving, taxa de recaída e avaliação de domínios psicossociais ou outros domínios funcionais. Métodos Foi implementada uma estratégia de pesquisa abrangente em múltiplas bases de dados bibliográficos, incluindo a PubMed/MEDLINE, Embase, Scopus e Web of Science. Esta foi abrangida desde o início das bases de dados até à data da pesquisa, sem restrições de idioma, e exigiu artigos com texto completo. Além disso, foram pesquisadas fontes de Literatura Cinzenta, como o Google Scholar, e foi realizada uma pesquisa por citações para localizar artigos adicionais relevantes. Após a seleção final dos estudos a incluir na revisão, foram extraídos os dados relevantes de cada estudo, utilizando um formulário de extração de dados predefinido. O risco de viés foi avaliado através da “Revised Cochrane risk-of-bias tool for randomized trials (RoB 2)” e da “JBI critical appraisal checklist for case reports”. Resultados A pesquisa inicial resultou em 460 estudos, sem estudos relevantes encontrados na Literatura Cinzenta. Após a remoção de duplicados, restaram 244 artigos. A triagem com base nos critérios de elegibilidade restringiu o foco para 15 artigos potencialmente relevantes, levando a uma análise de texto completo. Destes, quatro estudos foram excluídos por serem abstracts de conferências, e outros dez por não diferenciarem os resultados entre jogadores online e não online, apesar de cumprirem os restantes critérios de inclusão. A pesquisa paralela por citações adicionou mais três estudos, que possivelmente pelas suas características geográficas não surgiram na pesquisa inicial. Finalmente, apenas quatro artigos preencheram os critérios para inclusão nesta revisão sistemática. Destes, dois envolveram pacientes diagnosticados com Perturbação de Jogos de Internet e dois estavam relacionados com a Perturbação de Adição à Internet. A duração média da intervenção com rTMS foi de 5.75 semanas, com um número total de pulsos variando entre 30,000 e 62,400. Em relação à área de estimulação de alta frequência, os protocolos de rTMS utilizaram uniformemente o córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo, refletindo a abordagem adotada na maioria dos estudos das dependências de substâncias. Importa destacar que não houve eventos adversos relevantes ou desconforto relatado durante ou após a aplicação dos protocolos de rTMS, o que reforça a segurança desta técnica de neuromodulação não invasiva. Os achados encontrados nos estudos incluídos sugerem um efeito clinicamente positivo, verificando-se uma diminuição da gravidade dos sintomas relacionados à Perturbação de Jogos de Internet, impulsividade, craving, e sintomas de ansiedade e depressão após o tratamento com rTMS. Da mesma forma, no caso da Perturbação de Adição à Internet, foi observada uma redução da gravidade dos sintomas e no craving após o tratamento com rTMS. No que diz respeito ao seguimento, apenas um estudo considerou este aspeto, demonstrando a ausência de sintomas de adição aos jogos online ao fim de um ano de acompanhamento. No entanto, o facto de se tratar de um estudo de caso limita o seu peso científico e impede uma possível generalização. No geral, apesar da vasta pesquisa empregue e da definição metódica do protocolo, esta revisão apresenta algumas limitações, das quais se destaca a heterogeneidade dos estudos analisados e o limitado número de artigos incluídos, o que pode ser atribuído ao facto de que a Perturbação de Jogo, a Perturbação de Jogos de Internet e a Perturbação de Adição à Internet ainda serem condições em estudo. Conclusão Apesar dos resultados promissores do uso de estimulação magnética transcraniana de alta frequência no córtex pré-frontal dorsolateral esquerdo encontrados na evidência científica incluída, a pesquisa atual sobre a viabilidade da estimulação magnética transcraniana no tratamento da Perturbação de Jogo, a Perturbação de Jogos de Internet e a Perturbação de Adição à Internet é muito limitada. São necessários estudos de intervenção adicionais para entender plenamente o potencial da estimulação magnética transcraniana na redução destas dependências digitais.

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Transcranial Magnetic Stimulation Behavioral Addictions Gambling Disorder Internet Gaming Disorder Internet Addiction Disorder Systematic Review

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