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Orientador(es)
Resumo(s)
Parenting competencies of gay men and lesbians have been challenged based on a number of arguments rooted on the assumption that homosexuality implies an inability to parent adequately. A large body of knowledge on gay and lesbian families have shown that children raised by gay and lesbians parents fare at least as well as children raised by heterosexual parents, and gay and lesbian parents also show similar competences to their heterosexual counterparts. However, despite this unequivocal evidence, negative beliefs about gay and lesbian people, and gay and lesbian parents is highly prevalent and widespread throughout the Western world. The aim of this thesis is to explore Portuguese heterosexuals’ attitudes toward gay and lesbian families, and sociodemographic and psychological predictors of these attitudes. This thesis is organized through the compilation of articles written in the course of this research (published, in press, or submitted), and it is divided in six chapters. The first chapter consists of a literature review about gay and lesbian parenting. The second chapter reports a study of attitudes toward gay and lesbian parenting with a general sample of 993 heterosexuals, in which the arguments against same-sex parents were analyzed through content analysis, and the differences on the evaluations of same-sex and different-sex parents were evaluated from the answers to a case vignette. The third chapter evaluates the effects of gender, political leaning, and religious affiliation in predicting negative attitudes toward same-sex parents among 993 heterosexual individuals. The fourth chapter reports the development of three new measures: The Attitudes toward Gay and Lesbian Parents Scale, The Attitudes toward Gay and Lesbian Civil Rights Scale, and the Beliefs about the Etiology of Homosexuality measure, with a sample of 292 university students. The fifth chapter evaluates the value of interpersonal contact with gay and lesbian people in improving heterosexuals’ attitudes toward them as parents, using a general sample of 1690 people. The sixth and final chapter presents a path analysis study of predictors of negative beliefs about gay and lesbian parenting in a sample of 1933 people. The results of the studies provided evidence of the existence of differences in the evaluation of heterosexual, gay, and lesbian couple as parents, in detriment of same-sex couples. In predicting attitudes toward gay and lesbian parents, all of the variables included in the analyses were significant; Higher levels of sexual prejudice were shown by men, and person who were older, politically conservative, religious, had few gay/lesbian friends, little comfort with gay and lesbian people, and who had beliefs that homosexuality was a choice and controllable. Implications of these findings are discussed in light of the effects of sexual prejudice on the well-being of gay and lesbian families, both from an individual and societal perspectives. Limitations of the studies are acknowledged, and recommendations for future research are presented.
As competências parentais de homens gays e mulheres lésbicas têm sido contestadas com base numa série de argumentos enraizados na crença que a homossexualidade implica uma incapacidade para o desempenho de funções parentais. Um vasto corpo de conhecimento científico sobre famílias homoparentais revelou que as crianças com pais gays ou mães lésbicas têm um desenvolvimento semelhante ao de crianças com pais heterossexuais, e que pais gays e mães lésbicas demonstram também competências parentais semelhantes às de pais heterossexuais. Não obstante estas evidências, as crenças negativas acerca de pessoas gays e lésbicas, e de pais gays e mães lésbicas são altamente prevalentes e difundidas no mundo ocidental. O objetivo geral desta tese é o de explorar as atitudes das pessoas heterossexuais Portuguesas em relação às famílias homoparentais, assim como os preditores sociodemográficos e psicológicos destas atitudes. Esta tese está organizada através da compilação de artigos escritos no âmbito desta investigação (publicados, aceites ou submetidos), e divide-se em seis capítulos. O primeiro capítulo consiste numa revisão da literatura sobre famílias homoparentais. O segundo capítulo reporta um estudo sobre atitudes em relação à Homoparentalidade com uma amostra de 993 heterossexuais, no qual os argumentos contra a parentalidade por casais do mesmo sexo são analisados através de análise de conteúdo, e as diferenças nas avaliações de casais do mesmo sexo e de sexo diferente são avaliadas através das respostas dadas a uma vinheta experimental. O terceiro capítulo avalia os efeitos do género, inclinação política, e religiosidade como preditores de atitudes negativas em relação a famílias homoparentais numa amostra de 993 pessoas. O quarto capítulo reporta o desenvolvimento de três novas medidas: a Escala de Atitudes em relação à Homoparentalidade, a Escala de Atitudes em relação aos Direitos de Pessoas Gays e Lésbicas, e a medida de Crenças sobre Etiologia da Homossexualidade, com uma amostra de 292 estudantes universitários. O quinto capítulo avalia o valor do contacto interpessoal com pessoas gays e lésbicas na melhoria das atitudes em relação a estas enquanto pais/mães, numa amostra de 1690 pessoas. O sexto e último capítulo apresenta um estudo de path analysis dos preditores de atitudes negativas em relação à Homoparentalidade com uma amostra de 1933 pessoas. Os resultados destes estudos evidenciaram a existência de diferenças na avaliação de casais hetero, gays e de lésbicas, em detrimento dos casais do mesmo sexo. No que diz respeito aos preditores das atitudes, todas as variáveis incluídas nas análises revelaram-se significativas; Os maiores níveis de preconceito sexual foram manifestados por homens, mais velhos, politicamente conservadores (ou de direita), Católicos, com poucos amigos/as gays/lésbicas, pouco confortáveis na companhia de pessoas gay e lésbicas, e com crenças que a homossexualidade é uma escolha e controlável. As implicações destes resultados são discutidos à luz dos efeitos do preconceito sexual para o bem-estar das famílias homoparentais, tanto ao nível individual como ao nível da sociedade.
As competências parentais de homens gays e mulheres lésbicas têm sido contestadas com base numa série de argumentos enraizados na crença que a homossexualidade implica uma incapacidade para o desempenho de funções parentais. Um vasto corpo de conhecimento científico sobre famílias homoparentais revelou que as crianças com pais gays ou mães lésbicas têm um desenvolvimento semelhante ao de crianças com pais heterossexuais, e que pais gays e mães lésbicas demonstram também competências parentais semelhantes às de pais heterossexuais. Não obstante estas evidências, as crenças negativas acerca de pessoas gays e lésbicas, e de pais gays e mães lésbicas são altamente prevalentes e difundidas no mundo ocidental. O objetivo geral desta tese é o de explorar as atitudes das pessoas heterossexuais Portuguesas em relação às famílias homoparentais, assim como os preditores sociodemográficos e psicológicos destas atitudes. Esta tese está organizada através da compilação de artigos escritos no âmbito desta investigação (publicados, aceites ou submetidos), e divide-se em seis capítulos. O primeiro capítulo consiste numa revisão da literatura sobre famílias homoparentais. O segundo capítulo reporta um estudo sobre atitudes em relação à Homoparentalidade com uma amostra de 993 heterossexuais, no qual os argumentos contra a parentalidade por casais do mesmo sexo são analisados através de análise de conteúdo, e as diferenças nas avaliações de casais do mesmo sexo e de sexo diferente são avaliadas através das respostas dadas a uma vinheta experimental. O terceiro capítulo avalia os efeitos do género, inclinação política, e religiosidade como preditores de atitudes negativas em relação a famílias homoparentais numa amostra de 993 pessoas. O quarto capítulo reporta o desenvolvimento de três novas medidas: a Escala de Atitudes em relação à Homoparentalidade, a Escala de Atitudes em relação aos Direitos de Pessoas Gays e Lésbicas, e a medida de Crenças sobre Etiologia da Homossexualidade, com uma amostra de 292 estudantes universitários. O quinto capítulo avalia o valor do contacto interpessoal com pessoas gays e lésbicas na melhoria das atitudes em relação a estas enquanto pais/mães, numa amostra de 1690 pessoas. O sexto e último capítulo apresenta um estudo de path analysis dos preditores de atitudes negativas em relação à Homoparentalidade com uma amostra de 1933 pessoas. Os resultados destes estudos evidenciaram a existência de diferenças na avaliação de casais hetero, gays e de lésbicas, em detrimento dos casais do mesmo sexo. No que diz respeito aos preditores das atitudes, todas as variáveis incluídas nas análises revelaram-se significativas; Os maiores níveis de preconceito sexual foram manifestados por homens, mais velhos, politicamente conservadores (ou de direita), Católicos, com poucos amigos/as gays/lésbicas, pouco confortáveis na companhia de pessoas gay e lésbicas, e com crenças que a homossexualidade é uma escolha e controlável. As implicações destes resultados são discutidos à luz dos efeitos do preconceito sexual para o bem-estar das famílias homoparentais, tanto ao nível individual como ao nível da sociedade.
Descrição
Palavras-chave
Parentalidade Homoparentalidade - Portugal Homossexualidade Casamento homossexual - Portugal
