FCSH - DS | Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Entradas recentes
- Grande Estratégia Chinesa sob Xi Jinping: Uma Abordagem Realista NeoclássicaPublication . Sanches, António João Freire; Silva, Jorge Manuel Tavares da; Gomes, Tomé RibeiroA grande estratégia da República Popular da China sob Xi Jinping, denominada “Fen Fa You Wei”, contrasta com a postura prudente que vigorara desde o final da Guerra Fria. Em vez da lógica de moderação e de baixo-perfil que caracterizou a anterior grande estratégia de “Tao Guang Yang Hui”, a partir da ascensão de Xi ao poder em 2012 observa-se uma orientação externa mais assertiva e pró-ativa nos planos diplomático, económico e militar. A presente dissertação tem como objetivo identificar e explicar os fatores que motivaram esta viragem. Alicerçando-se na teoria realista neoclássica, emprega variáveis sistémicas e domésticas (imagens dos líderes, instituições domésticas e relações Estado-sociedade), para explicar este processo de transição. Os resultados indicam que a combinação entre a ascensão material da China, a erosão da unipolaridade norte-americana, e o respetivo redireccionamento estratégico dos EUA para o Indo-Pacífico alteraram a relação custo-benefício de perseverar com a orientação “Tao Guang Yang Hui”. Contudo, estes fatores sistémicos não são por si sós suficientes para explicar a mudança de grande estratégia que se seguiu. O papel mediador desempenhado por variáveis domésticas, em particular as crenças e mundivisão de Xi, a recentralização do poder em seu torno e o crescente nacionalismo da população chinesa, revelou-se essencial para possibilitar a transição de “Tao Guang Yang Hui” para “Fen Fa You Wei”. Além de procurar explicar um caso específico de mudança de grande estratégia, esta dissertação também apresenta um contributo teórico ao aplicar sistematicamente uma abordagem realista neoclássica, demonstrando o seu poder explicativo.
- Projeto “Agulhas Unidas”: Capacitação em crochê para a inclusão socialPublication . Correia, Inês Jacinto; Alves, Marta Sofia Lopes Pereira; Barriga, Antónia do Carmo AnjinhoO empreendedorismo social tem vindo a afirmar-se como um motor essencial para o desenvolvimento sustentável, especialmente em territórios onde os mecanismos de mercado tradicionais falham em responder às necessidades das populações mais vulneráveis. Nas zonas rurais, marcadas por desafios estruturais e pela desertificação humana, o empreendedorismo social pode representar uma via de renovação e de esperança. No entanto, a sua concretização está condicionada por múltiplos fatores: o acesso a financiamento, o envolvimento comunitário e a capacidade de inovar perante necessidades emergentes. É neste contexto que surge o projeto “Agulhas Unidas” – ainda não implementado, mas sonhado e desenhado com base numa inspiração do projeto brasileiro “Nós do Crochê”, que alia tradição, empoderamento e impacto social. Ao descobrir esse projeto e ao mergulhar pessoalmente na prática do crochê, nasceu a vontade de trazer essa experiência para a realidade de Medelim, uma aldeia no concelho de Idanha-a-Nova, onde ainda hoje muitas mulheres se reúnem para fazer crochê, mantendo viva uma tradição silenciosa, mas poderosa. Este projeto visa, no futuro, oferecer um espaço de capacitação e de encontro comunitário através da arte do crochê, promovendo a inclusão social, o bem-estar emocional e a valorização do património imaterial local. Para além da criação de peças artesanais e da sua potencial comercialização, o projeto tem como ambição maior contribuir para o fortalecimento dos laços sociais e para a revitalização de uma comunidade que, como tantas outras, luta contra a invisibilidade e o abandono.
- Enquadramento mediático da Crise do Sudão do Sul uma análise comparativa de conteúdo do New York Times, The Guardian e Al Jazeera (2011-2024)Publication . Riscado, Bruna Seixas; Sousa, Ricardo Real Pedrosa deO presente estudo analisa o enquadramento mediático da crise no Sudão do Sul entre 2011 e 2024, a partir de uma perspetiva comparativa da cobertura jornalística internacional nos jornais The New York Times, The Guardian e Al Jazeera. O objetivo central consiste em compreender como estas três publicações de referência retratam o conflito e de que forma a construção narrativa contribui para a perceção global desta crise humanitária prolongada. A escolha do Sudão do Sul como objeto de estudo justifica-se pela sua relevância geopolítica e pelo contraste entre a gravidade da situação humanitária e a escassa atenção mediática que recebe. Desde a independência em 2011, o Sudão do Sul enfrenta uma guerra civil marcada por violência étnica, deslocamentos em massa, insegurança alimentar e violações sistemáticas dos direitos humanos (ACNUR, 2024; FAO, 2023). Apesar de o país representar uma das emergências humanitárias mais graves da atualidade, a cobertura mediática internacional tem sido irregular e desproporcional quando comparada a outras crises de maior visibilidade (Mamdani, 2009). Esta desigualdade informativa confirma a tese de Philo (2013), que identifica uma hierarquização estrutural das crises nos meios de comunicação internacionais, onde determinados conflitos são amplamente mediatizados enquanto outros permanecem na periferia da atenção global. A investigação utiliza o método de análise de conteúdo qualitativo (Bufrem, 2018), aplicado a um conjunto de artigos publicados entre 2011 e 2024 nos três jornais selecionados. Através da análise de padrões narrativos, categorias temáticas e frequências de enquadramento, foram identificados três eixos principais: o enquadramento humanitário, o enquadramento securitário e o enquadramento político-diplomático (Entman, 2004). O primeiro domina amplamente o discurso mediático, centrando-se na vitimização civil, na fome e na desagregação social. O segundo surge associado ao risco de desestabilização regional e à ameaça que a crise representa para a segurança internacional (Livingston, 1997). Já o enquadramento político-diplomático, embora presente, aparece de forma intermitente e subordinada às narrativas anteriores (Thussu, 2003). Os resultados indicam que o The New York Times tende a privilegiar uma narrativa de carácter humanitário e dramatizado, destacando massacres, deslocamentos e sofrimento humano, mas sem continuidade ao longo do tempo (Kulish, 2013; Dahir, 2023). O The Guardian adota uma abordagem visualmente expressiva, reforçando o impacto emocional das imagens de fome e deslocamento, enquanto a Al Jazeera tende a integrar perspetivas regionais e políticas mais amplas, contextualizando o conflito nas dinâmicas pós-coloniais africanas e nas tensões geopolíticas globais. Apesar destas diferenças, observa-se um padrão comum de representação do Sudão do Sul como um “Estado frágil”, carente de agência e dependente da intervenção internacional uma leitura que ecoa as críticas de Mamdani (2009) e Jok (2011) à narrativa ocidental sobre África. Complementarmente, as noções de CNN Effect (Gilboa, 2005; Livingston, 1997) ajudam a compreender como a visibilidade mediática pode influenciar a agenda internacional e pressionar a intervenção de governos e organizações. Contudo, a análise confirma que a atenção mediática segue um padrão cíclico de dramatização episódica e subsequente esquecimento, o que reduz a eficácia desse potencial transformador. A ausência de vozes locais e a dependência de fontes internacionais constituem uma das principais limitações da cobertura. A comunicação social raramente incorpora testemunhos diretos de atores sul-sudaneses, perpetuando uma visão externalizada e paternalista da crise. Além disso, o foco reiterado em imagens de sofrimento e dependência reforça estereótipos sobre o continente africano, obscurecendo iniciativas de resiliência e reconstrução interna (Johnson, 2016). Esta tendência levanta questões éticas sobre o papel da comunicação social na produção de conhecimento e na representação das relações Norte-Sul. Em termos académicos, esta dissertação contribui para o campo das Relações Internacionais ao integrar a análise mediática numa leitura crítica das dinâmicas humanitárias e políticas globais. No plano prático, os resultados alertam jornalistas, decisores e organizações internacionais para a importância de promover uma cobertura mais equilibrada, contextualizada e inclusiva (Philo, 2013). A media internacional, ao atuar como mediadora entre o conflito e o público global, tem a responsabilidade de não apenas informar, mas também de educar e mobilizar para uma resposta mais ética e eficaz às crises humanitárias contemporâneas. Em síntese, o estudo conclui que o enquadramento mediático da crise no Sudão do Sul é marcado pela predominância das narrativas humanitária e securitária, pela invisibilidade das perspetivas locais e pela cobertura intermitente que reforça a perceção do país como um espaço de vulnerabilidade permanente. A reflexão final sublinha, assim, a urgência de repensar as práticas de representação mediática para que contribuam efetivamente para uma justiça informativa e para a construção de uma compreensão mais profunda e equilibrada dos conflitos africanos.
- O papel de Portugal nas Operações de Paz: Uma análise comparada das Missões no Afeganistão (2002-2014), Kosovo (1999-2017) e República Centro-Africana (2017-2025)Publication . Carmo, Vicente Filipe Santos Ferreira Carvalho do; Terrenas, João David MalaguetaEsta dissertação tem como objetivo compreender o papel de Portugal em Operações de Paz contemporâneas e a sua respetiva relevância para a política externa portuguesa, nomeadamente a participação de forças portuguesas em três esforços internacionais diferentes, sendo estas a Força Internacional de Assistência à Segurança (FIAS) no Afeganistão de 2002 a 2014, a Kosovo Force (KFOR) no Kosovo de 1999 a 2017 e por fim a Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA) na República Centro-Africana de 2017 até à atualidade. Assim, a mesma faz esta análise contemplando não só o papel que estas operações desempenham para a política externa portuguesa como os seus objetivos estratégicos, execução e resultados, providenciando no processo uma análise compreensiva não só do que são missões de paz, mas também do papel da participação de Portugal nas mesmas enquanto contributo para a política externa portuguesa contemporânea.
- Regime Africano de Direitos Humanos: O Papel da União Africana na promoção e proteção dos Direitos Humanos na ÁfricaPublication . Quadé, Claisson Apolinário; Sousa, Ricardo Real Pedrosa deA União Africana, como a maior organização do continente, composta por 54 países, foi fundada em 2002 como a organização sucessora da Organização da Unidade Africana (criada em 1963), tendo assim por objetivos a promoção da democracia, Direitos Humanos e o desenvolvimento económico. No entanto, para a promoção e proteção os Direitos Humanos na Africa, foi instituída através da carta Africana dos Direitos Humanos de 1981 a Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos povos pela antiga Organização da Unidade Africana (hoje a União Africana). Para alcançar este objetivo, a Carta prevê o "procedimento de comunicação", que é um sistema de reclamação através do qual uma pessoa, uma organização não governamental, ou um grupo de pessoas que sentem que o seu direito ou o dos outros foi ou está a ser violado, pode peticionar (reclamar) à Comissão sobre estas violações. A comunicação pode igualmente ser apresentada por um Estado-Parte da Carta que acredita com razoabilidade que outro Estado-Parte violou qualquer uma das disposições da Carta. Tendo em conta as certas dificuldades encontradas pela Comissão, foi criado o Tribunal para reforçar a promoção e proteção dos Direitos Humanos e dos Povos na África.
- “Não quero morrer a ensinar”: Perspetivas de envelhecimento de pessoas LGBTQ+ com mais de 50 anos em PortugalPublication . Taborda, Catarina Marques; Augusto, Amélia Maria CavacaNão obstante a sua jovem democracia, Portugal tem subido no ranking de legislação igualitária, no contexto europeu. Apesar disso, são ainda várias as formas de discriminação presentes nas vidas de pessoas LGBTQ+ com mais de 50 anos, que conviveram com o período da criminalização, invisibilização e patologização da sua existência. Esta discriminação, enraizada nas normas sociais que indicam a cis heteronormatividade como o caminho a seguir, impacta a saúde e bem-estar de pessoas LGBTQ+ idosas, que, por vezes, são levadas a “regressar ao armário” para receber cuidados na velhice. Ainda assim, não existem em Portugal respostas sociais dirigidas à população idosa LGBTQ+. Esta dissertação procura conhecer as perspetivas de envelhecimento de pessoas LGBTQ+ com mais de 50 anos em Portugal, enquanto explora os seus processos de autodescoberta, o experienciar de discriminação, a sua relação com os serviços de saúde, as suas redes de cuidados, assim como a sua relação com o movimento associativo LGBTQ+ português. A pesquisa segue uma abordagem qualitativa, com recurso a entrevistas semiestruturadas, que permitem valorizar a subjetividade das suas vivências e o seu conhecimento, em profundidade. Foram realizadas dez entrevistas, com pessoas LGBTQ+ entre os 51 e os 70 anos de idade, cujo conteúdo transcrito foi posteriormente submetido a uma análise categorial. A presente investigação permitiu conhecer os receios e as necessidades sentidas por pessoas LGBTQ+ com mais de 50 anos em relação ao seu processo de envelhecimento. São apontadas divergências com o atual movimento associativo LGBTQ+ português, assim como mudanças na prestação de cuidados de saúde a pessoas LGBTQ+ na velhice. E ainda, são desenhadas alternativas aos espaços de cuidados tradicionais existentes em Portugal para pessoas idosas, e nomeadas as condições que as mesmas devem ter para garantir a sua qualidade de vida.
- Das razões, experiências e consequências do uso de tecnologias de self-tracking: Perceções de utilizadoresPublication . Figueiredo, Ana Filipa da Cruz; Pereira, Maria João Leitão Simões AreiasNos anos mais recentes, as tecnologias de self-tracking têm feito parte da vida de indivíduos, como um mecanismo de autoconhecimento e/ou autorreflexão e/ou autoaperfeiçoamento de aspetos das suas vidas. Esta pesquisa tem como objetivo geral analisar as perceções de utilizadores sobre o uso das tecnologias de self-tracking, sendo os objetivos específicos: entender os motivos que levam os utilizadores a usarem tais tecnologias, captar o modo como as experienciam e mapear as consequências do seu uso. A presente investigação tem um carácter exploratório, dado o escasso desenvolvimento teórico e empírico desta temática. Desse modo, a metodologia utilizada foi de natureza qualitativa, com recurso a entrevistas semidiretivas. Na pesquisa identificou-se não só alguma desigualdade, mas também diversidade na escolha das tecnologias e das funções usadas, embora longe do número das atualmente disponíveis, e usos diferentes em relação ao objetivo para o qual as tecnologias foram desenhadas. Nem todos enunciaram benefícios em relação ao bem-estar alcançado e também se dividiram em relação às consequências negativas como a vigilância, ameaças à privacidade, ansiedade e frustração. Tais constatações mais uma vez reforçam a ideia de que as tecnologias não predeterminam a vida social.
- Parceiro Estratégico, Incógnita ou Ameaça? Uma análise comparativa das perceções dos presidentes norte-americanos face à República Popular da China (2012-2020)Publication . Borges, José Carlos Gomes; Terrenas, João David MalaguetaApós a queda do muro de Berlim em 1989 e a dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas em 1991, a distribuição de poder internacional assumiu uma configuração unipolar, tendo os Estados Unidos da América assumido uma posição hegemónica a nível económico, financeiro, político, tecnológico e militar. Através de uma diplomacia ativa e do exercício de influência sob importantes instituições internacionais como a Organização das Nações Unidas, Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial, as sucessivas administrações norte-americanas conseguiram definir regras e moldar as regras da governação que regem as interações entre os Estados e definem as prioridades da agenda global. Porém, o advento do novo século trouxe consigo importantes desafios à hegemonia norte-americana, o mais saliente dos quais materializado na crescente relevância da China no plano internacional. Sob este pano de fundo, a presente dissertação pretende analisar a evolução das perceções dos governantes norte-americanos face à ascensão da República Popular da China, com particular enfoque nas Administrações de Barack Obama (2012-2016) e Donald Trump (2017-2020). Através da análise dos discursos de ambos os presidentes, concluímos que a partir da segunda década dos anos 2000 a China passou a ser percecionada e catalogada como a maior ameaça à hegemonia norte-americana no mundo. Porém, durante a administração Obama (Democratas), por meio da diplomacia, os dois países ainda se coexistiram e relacionaram-se em diversos assuntos bilaterais e multilaterais. Por mais que ela era percecionada como uma ameaça, ao mesmo tempo, ela também era considerada, em certos momentos, como um parceiro pontual para Obama. Já na administração Trump (Republicanos), o que se observou foi um rompimento brusco nas relações entre Washington e Pequim, principalmente a partir de 2018. Para a sua administração, Pequim era o pior inimigo dos EUA, pelo que, era contraproducente desenvolver qualquer tipo de relação pacifica.
- A Política Externa Americana para o Sudeste AsiáticoPublication . Pinto, Ricardo Jorge Azevedo; Silva, Jorge Manuel Tavares daA política externa dos Estados Unidos da América é abrangente, é um tipo de política externa com influência à escala global, facto natural tendo em conta o estatuto dos EUA como uma superpotência. Sabemos que, ao longo das últimas décadas, os EUA estiveram envolvidos em várias regiões do globo para assegurar os seus interesses, como por exemplo o Médio Oriente e várias regiões africanas. No entanto, a região do Sudeste Asiático ainda não é frequente nem consistentemente associada com os padrões de interesses dos EUA, interesses esses principalmente de natureza política e económica. Este trabalho visa melhorar a compreensão da política externa americana na sua orientação em relação ao Sudeste Asiático, e o seu modo de inserção específico nesta região. Espera-se alcançar este objetivo através da análise dos mandatos de quatro presidentes americanos e da natureza da política externa americana como desenvolvida e aplicada por cada um destes chefes de estado. Esta tese abrangerá assim o período temporal compreendido entre os mandatos dos presidentes George W. Bush e Joe Biden, de forma a fornecer uma resposta para a questão-problema delineada como base para a presente dissertação: “Quais foram as principais mudanças na política externa americana em relação ao Sudeste Asiático desde a presidência de George W. Bush até Joe Biden?”. A região do Sudeste Asiático será neste trabalho tratada de maneira geral, sendo que os únicos casos em que países específicos serão mencionados consistirão em exemplos ilustrativos de certos pontos-chave da estrutura desta tese, exemplos esses constituídos maioritariamente por enumerações de estados ou regiões incluídas em certas categorias relevantes e bem definidas (por exemplo, os estados aliados dos EUA na região, entre outros). A importância do Sudeste Asiático tem aumentado cada vez mais, e esta relevância crescente tem-se manifestado em múltiplas iniciativas fomentadas por cada novo presidente eleito nos Estados Unidos da América, iniciativas essas orientadas no sentido de aumentar a influência americana nesta região, bem como de contrabalançar a ascensão de outros estados e potências rivais no enquadramento político da mesma, como por exemplo a China, que cada vez mais se tem revelado como o principal responsável por constringir a política externa dos EUA no Sudeste Asiático. Devido à crescente relevância global desta região, efetuar-se-á uma correlação entre os objetivos da política externa americana e a forma segundo a qual o Sudeste Asiático tem desempenhado o seu papel na atração de atenção geopolítica por parte dos EUA.
- A Construção Visual das Relações Internacionais: A Significação do Médio Oriente através de Filmes e VideojogosPublication . Torres, Idálio José da Silva; Terrenas, João David MalaguetaA dimensão visual e a cultural popular são hoje reconhecidas como fatores essenciais para compreender a construção social da política internacional. Filmes, fotografias ou videojogos são por isso tidos como objetos importantes no estudo das Relações Internacionais, levando ao que alguns autores apelidaram de uma “viragem visual” na disciplina. Esta dissertação inspira-se nesta literatura e visa contribuir para ela. Através de uma análise comparativa de caracter qualitativo, apoiada na ideia de retórica processual de Ian Bogost e inspirada pelos trabalhos desenvolvidos no âmbito da geopolítica crítica e popular, esta dissertação tem como objetivo compreender a construção social do Médio Oriente no contexto da Guerra ao Terrorismo através da análise e comparação de quatro filmes e quatro videojogos. Em ambos os casos, os objetos de estudo foram selecionados devido à sua disseminação global. Através da análise realizada, verificamos que em todas as obras visuais estudadas o Médio Oriente é sistematicamente retratado como um espaço pobre, anárquico, desolado, onde os seus residentes são vistos como perigosos, e a ameaça terrorista pode emergir a qualquer momento.
