Percorrer por autor "Ferreira, Rui Miguel Esmeraldo"
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- AnamnesePublication . Ferreira, Rui Miguel Esmeraldo; Marum, Jorge Humberto CanastraA presente dissertação aborda a relação entre a arquitetura e a natureza como premissa primordial e fundamental da intervenção na paisagem natural. “A relação entre natureza e construção é decisiva na arquitetura. Esta relação, fonte permanente de qualquer projeto, representa para mim como que uma obsessão; sempre foi determinante no curso da história e apesar disso tende hoje a uma extinção progressiva”.[1] Inquietos por esta temática, surge a motivação de aprofundar a relação entre a arquitetura e a natureza, na tentativa de refletir e compreender o diálogo mútuo que estes devem estabelecer, reconhecendo a responsabilidade e sensibilidade necessárias na ação projetual sobre um lugar de contexto natural. Procura-se compreender os critérios relacionados com o conhecimento do lugar, o valor da paisagem e o método de transformação ‘da e na’ paisagem, por meio da arquitetura. Em paralelo, a relação afetiva e emocional com o parque natural da Serra da Estrela induziu a vontade de intervir neste cenário pelo reconhecimento do seu valor e pelo desejo de enaltecer e promover um património que consideramos meritório e relevante. Neste compromisso, o presente trabalho tem como objetivo a conceção de uma proposta para um Centro de Observação e Interpretação da Paisagem da Serra da Estrela. Um equipamento que se pretende vocacionado para a incrementação de conhecimento e divulgação do património ambiental da Serra da Estrela, cuja implantação, no seio do parque natural, permita em parceria com a componente educacional, interpretativa e cultural, a observação e contemplação da paisagem de forma direta e instruída. Num lugar em constante mutação, a leitura e análise in situ fomentam uma forte relação com a paisagem e as suas especificidades. A experiência sensorial e concreta que se estabelece com o lugar, estimula uma intensa conexão, motivando uma interpretação atenta e minuciosa que admite a paisagem como parte integrante e fundamental, onde a natureza surge como pressuposta origem da proposta. Assim, este trabalho pretende envolver o leitor com o enredo da narrativa que toma a PAISAGEM como protagonista, tendo em vista uma PROPOSTA ajustada e vinculada com o lugar, na qual se valoriza com sensibilidade e minúcia cada decisão, viabilizando a sua CONSTRUÇÃO. No esforço e na dedicação em ‘trazer de volta’ o valor desta região, expondo as qualidades que a ‘memória’ foi perdendo, em paralelo com a vontade de estudar e refletir sobre a consciência, muitas vezes esquecida mas necessária na relação da arquitectura com a paisagem e com o lugar, surge a ANAMNESE.
