Browsing by Author "Fontes, Ana Raquel da Silva"
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- Aferição do grau de satisfação dos familiares de doentes internados no Serviço de Medicina Paliativa do Centro Hospitalar Cova da BeiraPublication . Fontes, Ana Raquel da Silva; Sousa, Miguel Castelo Branco Craveiro de; Fernandes, Maria de Lourdes Reis Borges; Oliveira, Carlos Pedro FontesOs cuidados paliativos são cuidados holísticos e, como tal, o alívio dos sintomas, o apoio psicológico, espiritual e emocional e o apoio à família, quer durante a doença, quer durante o luto, são os seus componentes essenciais. Num documento publicado em 2006, relativamente aos critérios de qualidade para as unidades de cuidados paliativos, a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) aconselhava a avaliação regular do grau de satisfação do doente e da família, em particular no que se refere às respostas às suas necessidades e à prestação de cuidados por parte da equipa. Com o objetivo de aferir o grau de satisfação dos familiares de doentes internados no Serviço de Medicina Paliativa do Centro Hospitalar Cova da Beira, desenvolveu-se um estudo observacional, transversal e descritivo-correlacional, com recurso a entrevistas aos referidos familiares, durante os meses de outubro e novembro, do ano de 2014, tendo-se obtido uma amostra de 53 participantes. O estudo revelou que, aquando do internamento no Serviço de Medicina Paliativa, 47,2% dos familiares não tinham qualquer conhecimento sobre o que eram os cuidados paliativos. Relativamente à satisfação com os cuidados prestados ao longo de todo o processo de doença, verificaram-se níveis de satisfação mais baixos relativamente à forma como o diagnóstico de uma doença ameaçadora da vida foi transmitido e ao encaminhamento para o Serviço de Medicina Paliativa (respetivamente, 24,5% e 32,1% dos familiares encontravam-se insatisfeitos ou muito insatisfeitos), em comparação com o acompanhamento prestado pela equipa de Cuidados Paliativos (96,3% dos familiares encontravam-se satisfeitos ou muito satisfeito). No entanto, foi identicada uma necessidade de apoio psicológico a 39,6% dos familiares, cuja escassez de recursos não permitiu suprir. Importa incentivar e aprofundar o estudo destes indicadores, de modo a optimizar a prestação de cuidados de qualidade e que permitam acompanhar o doente e a sua família, quer durante a doença, quer durante o luto.
