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- Readmissões em 72 horas no Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Cova da BeiraPublication . Oliveira, Pedro Manuel Vieira Alves de; Sousa, Miguel Castelo Branco Craveiro deIntrodução: As readmissões no Serviço de Urgência (SU) em menos de 72 horas depois de uma primeira visita são um importante indicador de qualidade dos serviços prestados. A análise desta população é objeto para muitas publicações internacionais; porém em Portugal estas investigações são raras. Pretende-se assim com este estudo perceber se há fatores que aumentam a probabilidade de vir a ter uma readmissão assim como deficiências potencialmente corrigíveis, apontando possíveis soluções. Materiais e Métodos: Analisaram-se todos os episódios de urgência nos primeiros 6 meses de 2014 em relação a diversos indicadores. Usando os testes de t-student, de Odds Ratio e de Mann-Whitney foram testadas variáveis associadas a maior probabilidade de um indivíduo que utiliza o SU vir a ter uma readmissão em 72h. Compararam-se ainda os grupos numa perspetiva de perceber se houve agravamento do estado do doente na readmissão. Resultados: 5,3% de todos os episódios de urgência foram readmissões (1522 num total de 28590). Estar na faixa etária dos 25 aos 35 anos (p=0,0235), vir ao SU ao Domingo (p=0,011), no período noturno (das 00h às 8h; p=0,0008), ter um nível de triagem “amarelo” (p<0,001) e apresentar fluxograma de “dor abdominal” (p<0,0001) apresentam-se como fatores que aumentam a probabilidade de vir a ter uma readmissão. Outros fatores reduzem essa mesma probabilidade: vir ao SU das 8h às 16h (p=0,0108), ter um nível de triagem azul ou verde (p<0,001) ou laranja (p=0,0335), apresentar fluxograma de “problemas nos membros” (p<0,0001) ou “dor torácica” (p=0,0037) ou ter discriminador de “dor” (p<0,0001). Da primeira admissão para a readmissão verifica-se aumento na gravidade da cor na triagem (p=0,001) e aumento no tempo de permanência no SU (p<0,0001). Quanto ao destino do doente verifica-se nas readmissões 19,64% de internamentos face aos 9,74% na população geral que veio ao SU. Conclusões: No SU do CHCB verificaram-se 5,3% de readmissões, um valor ligeiramente elevado em comparação com outros estudos e superior ao limite comumente aceite no nosso país (5%). Vir ao Domingo das 00h às 8h, com triagem de cor “amarelo” e com fluxograma de “dor abdominal” são fatores associados a maior probabilidade de um doente vir a ter uma readmissão. Com um aumento na gravidade da cor da triagem, no tempo de permanência no SU e com maior taxa de internamento, os utentes readmitidos encontram-se em pior estado de saúde. É assim essencial intervir neste indicador e nas características associadas a maior taxa de readmissão, de forma e conseguir desenvolver um cada vez melhor sistema de saúde.
- Qualidade de vida dos pacientes portadores de pacemakers cardíacosPublication . Alves, Fátima Nedira Rocha; Sousa, Miguel Castelo Branco Craveiro de; Tjeng, RicardoIntrodução: O uso de Dispositivos Cardíacos Eletrónicos Implantáveis como abordagem terapêutica das doenças cardiovasculares tem aumentado tanto em razão do aparecimento de novas indicações e tipos de dispositivos como em virtude do aumento da acessibilidade a este tipo de tratamento. A implantação do pacemaker cardíaco emprego principalmente no tratamento dos distúrbios de ritmo, muitas vezes associados a idade, conduz a mudanças na vida do portador, readaptação psicossocial e consequentemente alterações na qualidade de vida. Neste contexto a avaliação da qualidade de vida é um valioso parâmetro adicional para uma avaliação mais completa e efetiva da terapia com pacemaker. Objetivo: Avaliar a Qualidade de Vida dos portadores de pacemaker cardíaco, identificar e caracterizar as dimensões da vida afetadas após a colocação deste dispositivo. Materiais e Métodos: Estudo transversal, descritivo de uma amostra por conveniência constituída por 68 portadores de pacemaker cardíaco seguidos em consulta no Centro Hospitalar Cova da Beira. Recolheu-se informação sociodemográfica e clínica e aplicação presencial de instrumentos de avaliação da qualidade de vida, um genérico e outro especifico para os portadores de pacemaker, o questionário SF-36 e o questionário AQUAREL, respetivamente. Ambos os questionários tem pontuações que variam de 0 a 100, correspondendo a pior e melhor qualidade de vida de modo respetivo. Resultados: Dos 68 participantes, 55,9 % foram do sexo masculino e 44,1 % sexo feminino, com média de idade de 78,76 anos (desvio padrão 7,98) com idade mínima e máxima de 59 e 94 anos. A população, maioritariamente com nível socioeconómico baixo, apresentou nível de escolaridade baixa com 66,2% na categoria de instrução primária. O tempo de implantação variou de 6 meses a 24 anos, com média de 4,81 anos (desvio padrão 4,50), possuindo o sexo masculino menos tempo de implante comparativamente ao feminino. A maioria das dimensões/ domínios obtiveram pontuações acima de 50, indicando Qualidade de Vida acima da média. No SF-36 as dimensões Aspetos Sociais e Dor obtiveram melhores resultados. O menor score foi obtidos na dimensão Vitalidade. As restantes dimensões obtiveram scores aproximados, variando a média de 51,47 a 55,88. No AQUAREL, com média total 81,56±19,76, obteve melhores resultados nos domínios Desconforto no Peito e Arritmia e menor pontuação no da Dispneia aos esforços. Conclusão: No geral a qualidade de vida percecionada pelos portadores foi boa. No entanto observou-se que a melhoria na qualidade de vida não foi homogénea em todos os aspetos da vida avaliados, o que demonstra a necessidade de um acompanhamento qualificado e multidisciplinar por parte dos profissionais de saúde, com foco nos fatores suscetíveis de interferir na qualidade de vida destes pacientes.
- Aferição do grau de satisfação dos familiares de doentes internados no Serviço de Medicina Paliativa do Centro Hospitalar Cova da BeiraPublication . Fontes, Ana Raquel da Silva; Sousa, Miguel Castelo Branco Craveiro de; Fernandes, Maria de Lourdes Reis Borges; Oliveira, Carlos Pedro FontesOs cuidados paliativos são cuidados holísticos e, como tal, o alívio dos sintomas, o apoio psicológico, espiritual e emocional e o apoio à família, quer durante a doença, quer durante o luto, são os seus componentes essenciais. Num documento publicado em 2006, relativamente aos critérios de qualidade para as unidades de cuidados paliativos, a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) aconselhava a avaliação regular do grau de satisfação do doente e da família, em particular no que se refere às respostas às suas necessidades e à prestação de cuidados por parte da equipa. Com o objetivo de aferir o grau de satisfação dos familiares de doentes internados no Serviço de Medicina Paliativa do Centro Hospitalar Cova da Beira, desenvolveu-se um estudo observacional, transversal e descritivo-correlacional, com recurso a entrevistas aos referidos familiares, durante os meses de outubro e novembro, do ano de 2014, tendo-se obtido uma amostra de 53 participantes. O estudo revelou que, aquando do internamento no Serviço de Medicina Paliativa, 47,2% dos familiares não tinham qualquer conhecimento sobre o que eram os cuidados paliativos. Relativamente à satisfação com os cuidados prestados ao longo de todo o processo de doença, verificaram-se níveis de satisfação mais baixos relativamente à forma como o diagnóstico de uma doença ameaçadora da vida foi transmitido e ao encaminhamento para o Serviço de Medicina Paliativa (respetivamente, 24,5% e 32,1% dos familiares encontravam-se insatisfeitos ou muito insatisfeitos), em comparação com o acompanhamento prestado pela equipa de Cuidados Paliativos (96,3% dos familiares encontravam-se satisfeitos ou muito satisfeito). No entanto, foi identicada uma necessidade de apoio psicológico a 39,6% dos familiares, cuja escassez de recursos não permitiu suprir. Importa incentivar e aprofundar o estudo destes indicadores, de modo a optimizar a prestação de cuidados de qualidade e que permitam acompanhar o doente e a sua família, quer durante a doença, quer durante o luto.
- Follow-up de pacemakers no CHCBPublication . Santos, Henrique Manuel Rodrigues dos; Rodrigues, Bruno; Valentim, BrunoO seguimento regular e estruturado de pacemakers (follow up), não se restringe à simples deteção de depleções de bateria do gerador mas é também essencial para detetar disfunções do sistema de pacing e disritmias com o objetivo de otimizar todo o sistema de pacemaker. Deste modo, o uso de programadores torna-se fundamental. A implementação da consulta de follow-up no Centro Hospitalar da Cova da Beira representa uma mais-valia para a população da Beira Interior. Desta forma, este trabalho pretende avaliar a presença de disfunções de pacemaker e disritmias em doentes portadores destes dispositivos, seguidos durante um ano na consulta de follow-up, e assim analisar a eficácia destas consultas de seguimento. Pretende-se ainda estudar a qualidade da anticoagulação oral em pacientes com o diagnóstico de fibrilhação/flutter auricular.
