Percorrer por autor "Moura, Margarida Isabel Pinto"
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- Arquitetura e Saúde Mental: Centro Terapêutico de bem-estar psicológico para jovensPublication . Moura, Margarida Isabel Pinto; Brandão, Pedro Manuel Isaac; Castro, Ana Rita Martins Ochoa deA Saúde Mental emerge como um tema de crescente relevância, e a compreensão da interação entre o ambiente construído e os estados mentais torna-se, neste contexto, crucial. Apesar do reconhecimento dessa importância, persistem barreiras vinculadas a constrangimentos logísticos e à adequação de espaços especializados que assegurem os cuidados necessários à população. Nesta perspetiva, a presente dissertação propõe compreender de que forma a arquitetura poderá estar aliada à terapia no tratamento de doenças mentais, em particular na faixa etária dos jovens entre os 15 e os 24 anos. Partindo do pressuposto que o ambiente é crucial para a sua recuperação, objetiva-se compreender de que forma e com que características se processa a influência do espaço arquitetónico no tratamento da doença mental, explorando o papel da arquitetura como ambiente terapêutico. A metodologia adotada assenta numa abordagem teórica para enquadramento das estratégias de conceção de ambientes terapêuticos, complementada por uma componente laboratorial através do desenvolvimento de um projeto arquitetónico de um centro terapêutico residencial, que utilize o espaço, bem como os diferentes sentidos que consegue despertar, para a terapia. Este, tem como princípio proporcionar um local digno para a recuperação dos jovens, destinado a promover a interação e o apoio entre os mesmos, assim como proporcionar espaços que permitam a aprendizagem de simples tarefas do quotidiano, com o objetivo de, no futuro, possibilitar a sua (re)integração na sociedade e fomentar a independência. A investigação é ainda enriquecida com entrevistas qualitativas realizadas a diferentes profissionais, incluindo psicólogos, diretores clínicos e arquitetos, com o objetivo de captar perspetivas práticas e experiências, numa análise interdisciplinar que integra arquitetura e saúde mental. Em síntese, propõe-se evidenciar o papel do arquiteto como parte integrante da terapia, numa perspetiva interdisciplinar na conceção de espaços que complementem os tratamentos e promovam o processo de recuperação, através de sensação de bem-estar a nível social, físico e psicológico.
