Percorrer por autor "Oliveira, Daniela Filipa dos Santos"
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- Cessação tabágica em Portugal: conhecimento e utilização dos recursos pela população: Um estudo transversalPublication . Oliveira, Daniela Filipa dos Santos; Ravara, Sofia Belo; Filho, Hilson CunhaIntrodução: O consumo de tabaco é uma das principais causas preveníveis de morte prematura. A Convenção Quadro de Controlo do Tabaco da Organização Mundial de saúde fornece uma linha de ação no sentido de reduzir a prevalência do consumo tabágico e a exposição ao fumo ambiental do tabaco. Os objetivos globais apenas serão alcançados quando os atuais fumadores cessarem o consumo e ter assistência profissional aumenta significativamente a sua taxa de sucesso. Objetivos: Avaliar o comportamento tabágico da população portuguesa, a motivação para deixar de fumar e as dificuldades da cessação tabágica; assim como o conhecimento e a utilização dos recursos de cessação tabágica pela população. Metodologia: Estudo observacional e transversal de caráter descritivo. Os dados foram recolhidos por questionário aplicado através de sistemas CATI (computer-assisted telephonic interview) por entrevistadores formados e selecionados pela empresa GfK Metris, Portugal, durante os meses de junho e julho de 2012. O questionário foi aplicado a uma amostra estratificada e tendencialmente representativa da população portuguesa residente em Portugal Continental, com uma taxa de colaboração de 96%. Resultados: Participaram 1002 indivíduos, 52,4% eram mulheres, com uma média de idade 46,5 ± 17,9 anos. A prevalência geral de tabagismo foi de 22,2%: 27,0% nos homens e 17,7% nas mulheres, p<0,001; e 29,1% nos menores de 45 anos e 14,8% nos maiores de 45 anos, p<0,001. Entre os menores de 45 anos 13,8% deixaram de fumar e entre os maiores de 45 anos 28,3% são ex-fumadores, p<0,001. Dos fumadores 63,4% têm grau de dependência nicotínica baixo e 79,3% estão em fase de pré-contemplação para a mudança. Tanto a cessação do consumo (59,8%) como as tentativas de cessação (51,1%) foram na sua maioria despoletadas por motivos de saúde. Apenas 18,8% dos fumadores e 10,0% dos exfumadores tiveram apoio profissional para deixar de fumar. A privação nicotínica e os hábitos associados ao comportamento tabágico foram os aspetos mais difíceis de ultrapassar. O médico de família (77,9%) e o farmacêutico (14,3%) foram os profissionais de saúde mais associados ao apoio à cessação; os locais onde pedir ajuda profissional mais referidos foram: centro de saúde (75,2%), hospital (21,9%) e farmácia (9,4%). Conclusão: A abordagem do tabagismo, bem como o aconselhamento e apoio à cessação tabágica são fundamentais para a melhoria da saúde dos portugueses. As falhas detetadas no apoio profissional para a cessação deverão ser colmatadas com incentivo à atuação proativa, sistemática e adequada por parte dos profissionais de saúde. Para isto, é necessário investimento em: formação pré e pós graduada, implementação da intervenção breve nos sistemas de saúde, linha telefónica de apoio, e melhoria da capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.
