Percorrer por autor "Pinheiro, Lara Figueiredo"
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- Relação entre violência nas relações íntimas e o cancro do colo do útero: Uma revisão integrada de literaturaPublication . Pinheiro, Lara Figueiredo; Vitória, Paulo dos Santos DuarteIntrodução: A violência nas relações íntimas (VRI) é um problema global que afeta mulheres de todas as idades e níveis socioeconómicos e que apresenta um impacto significativo na saúde física, mental, sexual e reprodutiva. A associação entre VRI e o cancro do colo do útero pode ser explicada por vários mecanismos, como a maior prevalência de comportamentos de risco entre vítimas, barreiras ao rastreio cervical e ao tratamento deste tipo de cancro, muitas vezes exacerbadas pelo trauma psicológico das vítimas e controlo imposto pelos seus parceiros abusivos, dificultando a deteção precoce e a adesão aos cuidados de saúde. Objetivo: Analisar a relação entre a exposição à VRI e o cancro do colo do útero, considerando os vários tipos de violência, fatores de risco para a doença, barreiras de acesso aos serviços de saúde e adesão ao tratamento. Metodologia: Revisão integrada de literatura que analisa estudos da PubMed, Scopus e SciELO com os termos: “intimate partner violence”, “cervical cancer” e “health risk and outcomes”. Foram escrutinados 74 artigos, dos quais foram selecionados 11 artigos. Resultados: A pesquisa realizada sugere uma relação complexa entre a VRI e o cancro do colo do útero. Verificou-se que diferentes tipos de VRI, sobretudo física e sexual, aumentam significativamente o risco oncológico. A VRI associa-se a uma maior exposição a fatores de risco conhecidos para o cancro cervical, como o tabagismo e infeções sexualmente transmissíveis (ISTs). Correlaciona-se também com a existência de barreiras ao rastreio cervical, como a falta de autonomia e a interferência de parceiros abusivos, para além de contribuir para atrasos no tratamento, comprometendo o prognóstico. Estratégias como a auto-colheita da citologia cervical e o acesso a médicos de família à escolha das pacientes podem ter influência na redução destas consequências da VRI. Discussão e conclusões: A VRI exerce um impacto significativo no risco e prognóstico do cancro do colo do útero através de diversas vertentes. Contudo não é possível comprovar a existência de um mecanismo de causa e efeito, o que destaca a necessidade de futuras investigações que explorem esta relação. Assim, torna-se essencial a implementação de políticas de saúde e medidas preventivas adequadas para combater os efeitos nocivos da VRI no cancro cervical.
