Percorrer por autor "Rocha, Helena Isabel Amaral"
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- A adaptação ao meio aquático em contextos de ensino com diferentes profundidades: um estudo das diferenças metodológicas e na aquisição de habilidades motoras aquáticas em crianças de 4 e 5 anosPublication . Rocha, Helena Isabel Amaral; Costa, Aldo Filipe Matos Moreira Carvalho daA natação, tal como outros desportos, têm vindo a sofrer transformações e evoluções na metodologia de ensino. No entanto, ainda são colocadas muitas dúvidas acerca do tipo de método de ensino a utilizar bem como do contexto de aprendizagem a adoptar, em particular, a profundidade da piscina (rasas ou profundas) na adaptação ao meio aquático. Assim, neste estudo propomo-nos analisar a eficácia da metodologia de ensino no âmbito da adaptação ao meio aquático, em escolas de natação que recorrem a diferentes contextos de aprendizagem: em água rasa e profunda. Em particular, é objectivo desta pesquisa a análise da relação entre o nível de competência aquática de crianças de cinco e quatro anos, em diferentes contextos de ensino-aprendizagem da natação, designadamente a profundidade da piscina e a organização metodológica do ensino ministrado. Para o efeito, foram analisadas noventa e oito crianças (idade média de 4,39 e um desvio padrão de 0,49), em dois grupos distintos, de acordo com o contexto de ensino-aprendizagem da natação: cinquenta alunos provenientes do ensino numa piscina profunda e quarenta e oito alunos de uma piscina rasa. A amostra foi ainda estudada de acordo com a experiência prévia de prática de natação: com seis, doze e dezoito meses de prática. Todas as crianças integradas na amostra foram avaliadas na sua competência aquática, recorrendo a uma ficha de observação de domínio de habilidades motoras aquáticas adquiridas. Aos técnicos de natação responsáveis pela experiência aquática prévia das crianças estudadas foi aplicado um questionário para o registo da organização metodológica e respectivo contexto do ensino ministrado. Os resultados do nosso estudo indicam que na generalidade as escolas de natação não diferem significativamente ao nível da estrutura organizacional. No entanto, alguns aspectos metodológicos parecem distintos entre as escolas de natação de água rasa e profunda, particularmente na importância pedagógica que determinados conteúdos parecem ter na orientação dos programas de ensino. Os resultados indicam que as crianças com maior tempo de prática (6, 12 e 18 meses) apresentam um número superior de habilidades aquáticas adquiridas, independentemente do contexto de profundidade. Contudo, a competência aquática parece mais sólida entre as crianças com ensino em água rasa, pelo menos até aos 12 meses de experiência aquática. Pelos resultados encontrados no presente estudo, consideramos que a existência de assimetrias da aquisição de competências no meio aquático pode estar associada com as diferenças de profundidade da piscina bem como associada à organização metodológica do ensino adoptado pela da escola de natação.
- Deep and Shallow Water Effects on Developing Preschoolers’ Aquatic SkillsPublication . Costa, Aldo M.; Marinho, Daniel; Rocha, Helena Isabel Amaral; Silva, António; Barbosa, Tiago M.; Ferreira, Sandra S.; Martins, MartaThe aim of the study was to assess deep and shallow water teaching methods in swimming lessons for preschool children and identify variations in the basic aquatic skills acquired. The study sample included 32 swimming instructors (16 from deep water programs and 16 from shallow water programs) and 98 preschool children (50 from deep water swimming pool and 48 from shallow water swimming pool). The children were also studied regarding their previous experience in swimming (6, 12 and 18 months or practice). Chi-Square test and Fisher’s exact test were used to compare the teaching methodology. A discriminant analysis was conducted with Λ wilk’s method to predict under what conditions students are better or worse (aquatic competence). Results suggest that regardless of the non-significant variations found in teaching methods, the water depth can affect aquatic skill acquisition - shallow water lessons seem to impose greater water competence particularly after 6 months of practice. The discriminant function revealed a significant association between groups and all predictors for 6 months of swimming practice (p<0.001). Body position in gliding and leg displacements were the main predictors. For 12 and 18 months of practice, the discriminant function do not revealed any significant association between groups. As a conclusion, it seems that the teaching methodology of aquatic readiness based on deep and shallow water programs for preschoolers is not significantly different. However, shallow water lessons could be preferable for the development of basic aquatic skills.
- Organização e metodologia de ensino da natação no 1º ciclo do ensino básico em PortugalPublication . Rocha, Helena Isabel Amaral; Marinho, Daniel; Ferreira, Sandra S.; Costa, AldoFoi objetivo deste estudo conhecer a organização e a metodologia de ensino da natação desenvolvida no âmbito da Expressão e Educação Físico-Motora no 1o ciclo do ensino básico (1o CEB) em Portugal. A amostra incluiu 89 responsáveis por escolas de natação municipais e 100 professores que ministram as respetivas aulas. Para aferir a organização e a metodologia de ensino foram aplicados dois questioná- rios, cujos resultados foram descritos com base em técnicas de análise estatística descritiva. Os resul- tados sugerem que a natação no 1o CEB rege-se sobretudo pelas orientações do Ministério da Educa- ção. A restrição orçamental (60.0%) e a dificuldade no transporte dos alunos da escola (54.0%) para a piscina são as razões mais apontadas para a supressão da natação. O ensino é dirigido fundamental- mente para o terceiro e quarto ano (80.1%), com aulas de frequência semanal (64.4%) em classes com um elevado número de alunos (13 a 16 alunos). Os principais objetivos das aulas estão relacionados com a adaptação ao meio aquático, privilegiando-se as habilidades aquáticas básicas (81.4%), num ensino pouco suportado em material pedagógico. Os dados relatados permitiram-nos identificar algumas insuficiências no enquadramento da natação no 1o CEB, provavelmente condicionantes da eficiência do processo de ensino-aprendizagem, ao nível da aquisição de habilidades aquáticas mais complexas.
- Water competence development in young children : common methodological approaches and their effects on aquatic skill acquisition and on gross motor developmentPublication . Rocha, Helena Isabel Amaral; Costa, Aldo Filipe Matos Moreira Carvalho da; Marinho, Daniel AlmeidaObjetivo: Esta tese inclui três estudos relacionados com o ensino da natação, procurando cumprir com os seguintes objetivos: (i) descrever a organização e metodologia de ensino da natação desenvolvida em Portugal, em contexto educativo (primeiro ciclo do ensino básico); (ii) analisar as diferenças na competência aquática adquirida entre dois programas de ensino da natação, em contextos de profundidade distintos (água rasa e profunda); (iii) analisar as mudanças longitudinais no desenvolvimento motor global de crianças, após cinco, dez e 30 meses de prática de natação e de futebol. Métodos: Para o primeiro estudo, a amostra incluiu 89 coordenadores pedagógicos de escolas de natação e 100 professores de natação. Em ambos os grupos amostrais foram aplicados questionários para apurar a organização e metodologia de ensino da natação. Para o segundo estudo, a amostra foi constituída por 21 crianças (4,70 ± 0,51 anos), de ambos os géneros e sem qualquer experiência em programas de ensino da natação. A amostra foi dividida em dois grupos experimentais, que foram sujeitos a um programa similar de ensino da natação, durante seis meses, mas variável na profundidade do espaço aquático (piscina de água rasa; piscina de água profunda). Para o terceiro estudo, a amostra foi composta por 33 crianças (4,8 ± 0,5 anos). A amostra foi dividida em três grupos: grupo de controlo; grupo praticante de futebol; grupo praticante de natação. Foi utilizado o Test Gross Motor Development - 2nd Edition para avaliar o desenvolvimento motor global em três momentos distintos: após cinco, dez e trinta meses de prática desportiva. Resultados: Os resultados do primeiro estudo sugerem que a natação no primeiro ciclo do ensino básico regese, sobretudo, pelas orientações do Ministério da Educação. Os principais objetivos das aulas estão relacionados com a adaptação ao meio aquático, privilegiando-se as habilidades aquáticas básicas (81,4%), num ensino pouco suportado em material pedagógico. No segundo estudo, os resultados sugerem que o ensino em piscina rasa permite adquirir um nível superior de competência aquática, em particular em cinco habilidades aquáticas básicas. No terceiro estudo, os dados apontam, em ambos os grupos (futebol e natação), para uma melhoria significativa do quociente motor bruto e dos scores padrão, na locomoção e controlo de objetos entre T5 e T10. Os praticantes de futebol atingem um quociente máximo de desenvolvimento motor após 10 meses de prática. Os praticantes de natação apresentaram um desenvolvimento motor (entre T10 e T30) gradual, particularmente em habilidades de controlo de objetos. Conclusões: Os dados descritos no primeiro estudo permitiram-nos identificar algumas insuficiências no enquadramento da natação no primeiro ciclo do ensino básico, provavelmente por condicionantes da eficiência do processo de ensino-aprendizagem, ao nível da aquisição de habilidades aquáticas mais complexas. Para além disso, os resultados sugerem que as sessões de natação em baixa profundidade parecem facilitar o desenvolvimento da competência aquática em crianças, após seis meses de prática. Foi também concluído que a prática desportiva (natação e futebol) durante a infância pode contribuir para um maior desenvolvimento motor.
