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- Organização Defensiva em Situações de Canto no FutebolPublication . Dias, João Manuel Antunes; Vicente, António Manuel NevesAs situações de bola parada têm vindo a assumir uma relevância cada vez mais significativa no jogo de futebol, muito em particular as situações de canto, definindo frequentemente os vencedores dos jogos. O objetivo deste estudo foi analisar, visando compreender, a organização defensiva em situações de canto no futebol. Depois de definidos os indicadores e variáveis para a análise desta situação, aplicámos o instrumento construído para o efeito (ficha de registo e campograma) aos últimos 16 jogos do Campeonato do Mundo de Futebol de 2018. Foram analisados um total de 139 pontapés de canto. Através de uma metodologia observacional foram analisados e quantificados os seguintes critérios: a) Tempo de Jogo; b) Resultado; c) Organização Defensiva; d) Zonas de Organização Defensiva Inicial; e) Zonas de Organização Ofensiva Inicial; f) Zonas de Organização Defensiva ao 1º Toque na Bola; g) Zonas de Organização Ofensiva ao 1º Toque na Bola; h) Pé do Marcador; i) 1ª Bola da Defesa; j) 1ª Bola do Ataque; l) Zona do 1º Toque na Bola; m) Resultado do Canto; n) Tempo Total do Canto; o) Tempo em que o 1º Atacante Inicia o Movimento; p) Tempo em que o 1º Defesa Inicia o Movimento; q) Tempo do Batedor do Canto; r) Tempo da Bola no Canto até ser Tocada pelo 1º Jogador e s) Trajetória da Bola. Os dados recolhidos indicam que o tipo de organização defensiva mais comumente utilizado foi a Defesa Mista – Dominância Individual (79,9%), seguida da Defesa Mista – Dominância Zonal (15,1%) e com a Defesa Individual (3,6%) e a Defesa à Zona (1,4%) a serem utilizadas com menos frequência. Os resultados obtidos mostraram ainda uma ocupação preferencial dos defensores na zona central da baliza entre áreas e do poste mais próximo da marcação do canto, quer antes do canto ser marcado (57,5% e 15,3% dos jogadores respetivamente), quer no momento do 1º toque na bola após a marcação do canto (52,6% e 16,4% dos jogadores respetivamente), bem como que os jogadores defensores tendem a reagir à ação dos adversários iniciando o seu movimento frequentemente 0,36s depois dos atacantes. Estas variáveis e instrumento desenvolvido parecem ser relevantes e úteis para compreender e melhorar o desempenho defensivo das equipas de futebol nas situações de pontapé de canto, quer por investigadores, quer por treinadores e equipas técnicas de futebol.