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- Efeitos do Cronótipo e da Alexitimia no Reconhecimento de IdentidadePublication . Vasconcelos, Janete de Jesus; Rodrigues, Paulo Joaquim Fonseca da Silva Farinha; Nascimento, Carla Sofia Lucas doA Alexitimia é entendida como um construto multidimensional, e caracteriza-se pela acentuada dificuldade ou mesmo incapacidade no processamento emocional. Define-se pela dificuldade em diferenciar as emoções e sentimentos e expressá-los em palavras, em si e nos outros. Estas dificuldades também se inserem na identificação e reconhecimento de expressões faciais. Normalmente é visto como um aspeto clínico associado a alguma patologia, causadora de danos a níveis relacionais e sociais. Por sua vez, o conceito de cronótipo, um dos objetos de estudo da cronobiologia e da cronopsicologia, reparte-se em vespertino, matutino ou indiferente. Sujeitos matutinos têm frequentemente um melhor desempenho em tarefas realizadas durante a manhã, e sujeitos vespertinos à tarde, ou à noite. Com isto, pode-se constatar as preferências individuais do tempo de sono e vigília por diferentes horas do dia, e o impacto destas em funções cognitivas, como a realização de tarefas executadas através da memória de curto-prazo, raciocínio lógico e desempenho cognitivo, estado de humor, energia e flutuações na atenção e concentração. O desempenho na realização de tarefas, atinge o seu pico quando a tarefa é executada na “hora ótima”, que coincide com o horário preferencial do indivíduo. A isto dá-se o nome de “efeito de sincronia”. Assim, numa linha de investigação quasi-experimental procura-se dar iniciação ao estudo da influência do cronótipo e da alexitimia, numa tarefa de reconhecimento de identidade. Para isso, avaliou-se o desempenho dos participantes através de possíveis diferenças estatísticas na velocidade de resposta e nas taxas de acerto no reconhecimento de identidade de faces desconhecidas. Para o efeito, foram utilizados, numa amostra de estudantes universitários, um questionário sociodemográfico, o Questionário de Matutinidade-Vespertinidade de Horne e Östberg (2002) – versão portuguesa, usado para avaliar o cronótipo de cada indivíduo; a Escala da Alexitimia - Toronto Alexithymia Scale (TAS-20) - versão portuguesa, para a análise dos níveis de Alexitimia dos participantes, juntamente com uma versão modificada do teste The Glasgow Face Matching Test, que foi usado para avaliar o reconhecimento de identidade. Em termos gerais, não se verificaram diferenças significativas entre os grupos na taxa de acertos e dos tempos de resposta na realização da tarefa de reconhecimento de identidade, logo nenhumas das hipóteses se comprovam.
- O efeito do intervalo interestímulos no reconhecimento de faces neutras em indivíduos com alexitimiaPublication . Magra, Cláudia Rocha; Rodrigues, Paulo Joaquim Fonseca da Silva Farinha; Santos, Isabel Maria Barbas dosO estudo apresentado relacionou o reconhecimento de faces, que permite distinguir conhecidos e desconhecidos e aceder a informações sobre rostos familiares, o qual é imprescindível no quotidiano, e alexitimia, que se carateriza pela dificuldade do indivíduo em descrever as emoções em si próprio ou nos outros. Ainda que diversos estudos se tenham debruçado sobre o estudo da alexitimia, são poucos os que se relacionam com o reconhecimento de faces neutras. Para o protocolo de investigação deste projeto foram aplicadas as escalas Toronto Alexithymia Scale 20-item e a The Glasgow Face Matching Test modificada, a uma amostra de conveniência de 75 alunos do Ensino Secundário, com idades compreendidas entre 15 e os 20 anos, com 61.3% do género feminino. Este projeto focou-se na manipulação do intervalo de tempo interestímulos, de modo a reduzir as expetativas dos sujeitos. Os resultados mostraram que quando maior o intervalo de tempo entre os estímulos, maior o tempo de resposta; contudo não se tiram conclusões relativamente à taxa de acerto.
