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- A Gestão Sustentável de Recursos Humanos: Estudo de caso no Grupo RazãoPublication . Oliveira, Marta Sofia Rosa de; Nunes, António João SantosAs Práticas de Gestão Sustentável de Recursos Humanos referem-se a estratégias e abordagens que visam integrar a sustentabilidade nas políticas e processos de gestão de pessoas nas organizações. Tendo como objetivo promover não apenas o bem-estar dos colaboradores, mas também contribuir para a sustentabilidade ambiental, social e económica das organizações. A presente dissertação tem como principal objetivo perceber em que medida a Gestão de Recursos Humanos praticada no Grupo Razão pode ser considerada sustentável, se o mesmo é percetível junto dos colaboradores e de que forma influenciam os seus níveis de satisfação. Para concretizar este objetivo optou-se por um estudo qualitativo, na forma de estudo de caso, utilizando a entrevista como técnica de recolha de dados. As entrevistas foram dirigidas a 12 colaboradores, pertencentes aos vários setores de atividades. Com a análise dos resultados foi possível constatar, com uma elevada concordância dos colaboradores, a existência de práticas de Gestão Sustentável de Recursos Humanos. Destaca-se a criação de oportunidades de desenvolvimento e crescimento profissional bem como o desenvolvimento de competências dos colaboradores. Verifica-se que existe uma relação positiva entre a gerência e os colaboradores, o que permite que os colaboradores tenham uma participação ativa nas decisões que afetam o ambiente de trabalho, fortalecendo assim a relação de confiança entre as partes. A preocupação com o bem estar dos colaboradores é também um ponto presente no grupo, foram referenciadas diversas práticas que demonstram que a mesma está presente. As práticas de gestão sustentável de recursos humanos são percetíveis junto dos colaboradores e influenciam de forma positiva os seus níveis de satisfação.
- Gestão Baseada na Evidência aplicada à Reabilitação Cardíaca: Estudo da Unidade Local de Saúde de Castelo BrancoPublication . Alves, Daniela Maria Vilela; Moutinho, Vítor Manuel FerreiraA Reabilitação Cardíaca (RC) é uma intervenção multidisciplinar essencial na prevenção secundária das doenças cardiovasculares (DCV), recomendada pelas principais sociedades científicas internacionais. No entanto, o acesso desigual a estes programas em Portugal, especialmente no interior do país, persiste. Este estudo, desenvolvido no âmbito da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB), teve como objetivos principais estimar o número de utentes com DCV elegíveis para RC entre 2014 e 2023, e analisar fatores epidemiológicos com potencial influência na sua incidência com base em princípios da Gestão Baseada na Evidência (GBE). Recorrendo a uma abordagem observacional, retrospetiva e quantitativa, foram analisados dados clínicos, ambientais e contextuais - extremos de temperatura, poluição atmosférica e pandemia por covid-19. Os resultados indicaram um aumento progressivo da incidência de DCV, particularmente nos últimos três anos do período analisado. Apesar de não se terem verificado associações estatisticamente significativas entre a incidência de DCV e os extremos de temperatura ou os níveis de poluição atmosférica, foi observada uma associação significativa entre os períodos pré-covid, covid e pós-covid, refletindo um possível impacto da pandemia sobre a saúde cardiovascular na população da ULSCB. Este estudo reforça a necessidade urgente de implementar um centro de RC na ULSCB, destacando o papel da GBE na identificação de lacunas e na orientação de decisões estratégicas. A criação de respostas equitativas e sustentadas é fundamental para melhorar os resultados em saúde e reduzir as desigualdades no acesso aos cuidados cardiovasculares.
- O Burnout e a Satisfação no Trabalho em Profissionais de EnfermagemPublication . Monsanto, Olinda Maria Cebola; João, Ana Lúcia da Silva; Nunes, António João SantosA síndrome de burnout nos enfermeiros é reconhecida como um problema crescente, impulsionado pela sobrecarga de trabalho, carência de recursos e, recentemente, pelo impacto da pandemia de COVID-19 no Sistema Nacional de Saúde. Este estudo quantificou o burnout e a satisfação profissional dos enfermeiros da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB) e analisou a influência de variáveis sociodemográficas e laborais. Num delineamento quantitativo, descritivo-correlacional e transversal, responderam ao questionário Copenhagen Burnout Inventory e à Escala de Satisfação dos Enfermeiros com o Trabalho, 153 participantes, com idade média de 45,7 anos, sendo 82,4% do género feminino. Observou-se burnout elevado nas dimensões pessoal (58,8 %) e relacionada com o trabalho (60,8 %), valores superiores aos de estudos portugueses anteriores. A satisfação revelou-se tendencialmente moderada (75,8 %). Todas as dimensões do burnout correlacionaram-se negativa e significativamente com todas as dimensões da satisfação, reafirmando a relação inversa entre os constructos. Estado civil, contexto assistencial, exercício em múltiplos locais e tipo de horário mostraram-se determinantes de ambos os fenómenos. Os resultados apontam para a necessidade de ajustes organizacionais que limitem turnos consecutivos, reforcem dotações de pessoal e criem oportunidades de reconhecimento e progressão, estratégias que poderão mitigar o burnout, elevar a satisfação e favorecer a retenção de enfermeiros na ULSCB.
- Sono em Adultos IdososPublication . Augusto, Tânia Soraia Andrade ; Afonso, Rosa Marina Lopes Brás Martins; Nascimento, Carla Sofia Lucas do; Pires, Luís SilvaO sono desempenha um papel essencial para a saúde e o bem-estar geral, assumindo algumas especificidades com o envelhecimento. Alterações no sono podem indicar o início de problemas neurológicos, já que a qualidade do sono influencia processos fundamentais para o funcionamento cerebral, incluindo a memória e o humor. Essas alterações podem afetar a capacidade de o adulto mais velho se recuperar física e mentalmente, levando a um maior risco de défice cognitivo e a um declínio global na qualidade de vida. A má qualidade do sono pode agravar problemas de atenção e memória, contribuindo para a progressão de condições como demência. Além disso, o sono insuficiente ou fragmentado pode aumentar a vulnerabilidade do adulto mais velho a perturbações como ansiedade e depressão. Em situações de dependência ou limitações funcionais, o ingresso em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) pode ser uma solução de apoio, porém, essa mudança representa uma adaptação que pode impactar ainda mais a rotina e a qualidade do sono dos adultos mais velhos, dado o ambiente institucional e a perda de controlo sobre o próprio espaço e horários. Perante o exposto, torna-se pertinente compreender a relevância do sono nos adultos mais velhos, sejam eles residentes em ERPI ou na comunidade. Esta investigação pretende estudar o sono em adultos mais velhos residentes em ERPI e em adultos mais velhos a viver na comunidade. Esta investigação é constituída por três estudos: o primeiro estudo, de natureza qualitativa com grupos focais, pretendeu comparar a visão dos adultos mais velhos residentes, nos dois contextos, sobre o sono, hábitos e rotinas de sono e estratégias para lidarem com os problemas de sono. Participaram neste estudo sete adultos mais velhos residentes em ERPI e seis residentes na comunidade. Os resultados revelam diferenças quanto ao número de horas necessárias para dormir e relativamente aos horários de deitar e levantar, mas também se apuraram semelhanças quanto a rotinas para adormecer. O segundo estudo, também qualitativo com grupos focais, realizou uma análise comparativa de profissionais de Estruturas Residenciais Gerontológicas, da Suíça e Portugal, sobre o sono dos adultos mais velhos. O grupo focal consistiu em seis profissionais de Portugal e oito da Suíça. Utilizando uma análise de conteúdo, o estudo identificou tanto práticas comuns quanto diferenças específicas na abordagem e nas intervenções adotadas por cada país. Os profissionais portugueses tendem a utilizar uma abordagem mais estruturada e protocolar, focando-se em rotinas pré-estabelecidas e na administração de medicamentos, quando necessário. As intervenções incluem o uso de infusões, horários de deitar e acordar rigorosos, e atividades físicas para promover o bem-estar geral dos residentes. Na Suíça, observou-se uma abordagem mais individualizada e flexível, com ênfase em terapias não-farmacológicas, como aromaterapia e técnicas de relaxamento antes de dormir. Além disso, os profissionais suíços destacaram a importância de um ambiente noturno adaptado, incluindo a redução de ruídos e luzes controladas, para minimizar interrupções do sono. A análise comparativa revelou que essas diferenças podem estar associadas às formações culturais e às políticas de saúde específicas de cada país, refletindo uma tendência suíça para a prestação de cuidados mais personalizados em relação aos adultos mais velhos. O terceiro é um estudo exploratório quantitativo, realizado na Beira Interior, e permitiu analisar e comparar a qualidade do sono dos adultos mais velhos residentes em ERPI (n=55) e residentes na comunidade (n=55). Os resultados revelaram que os adultos mais velhos residentes na comunidade têm maior tendência para reportar queixas de insónia e baixa qualidade de sono, comparativamente aos adultos mais velhos residentes em ERPI, onde a maioria dos participantes não apresenta insónia severa. Os resultados desta investigação sugerem que a qualidade do sono em adultos mais velhos difere em função de fatores como a duração do sono, género, condições de saúde, fatores psicossociais e utilização de abordagens não-farmacológicas, que se revelam promotoras da qualidade do sono. Diferenças culturais, como a maior individualização dos cuidados observada na Suíça, também parecem ser diferenciadoras da qualidade do sono em estruturas residenciais gerontológicas. Os resultados desta investigação sugerem a necessidade de estudos mais aprofundados sobre a qualidade do sono, e mais robustos do ponto de vista metodológico, nomeadamente com uma amostra representativa da população e instrumentos e estratégias de avaliação do sono e da sua qualidade aplicáveis a mais participantes e métodos objetivos. Esta investigação destaca a importância do estudo e da valorização do sono para a promoção da saúde e bem-estar na velhice.
- Inner Ear Manifestations of SARS-CoV-2 Infection and Vaccination: A Systematic ReviewPublication . Guedes, Daniela Martins; Teles, Rafaela da Cruz Vieira VelosoBackground: COVID-19, caused by SARS-CoV-2, was declared a pandemic by WHO in 2020, causing lockdowns and disrupting daily life. Although its most common symptoms are well-known (flu-like symptoms), vestibular and auditory manifestations have been widely described in case reports/series. This may be linked to neurotropic involvement or inner ear viral invasion and/or immunological and inflammatory responses. Therefore, this systematic review aimed to explore the possible relationship of SARS-CoV-2 infection and COVID-19 vaccination with the onset of neurosensorial hearing loss, tinnitus, dizziness and vertigo. Methods: A systematic review was conducted in “PubMed” and “Scopus” to identify studies reporting sensorineural hearing loss (including sudden sensorineural hearing loss (SSNHL)), tinnitus, dizziness and vertigo associated with SARS-CoV-2 infection or COVID-19 vaccination. After screening titles, abstracts and methods, eligible full texts were reviewed, and relevant data were extracted and synthesized narratively. Results: A total of 13 articles were reviewed. The most investigated inner ear manifestation both after infection and after vaccination was sensorineural hearing loss (especially SSNHL), followed by tinnitus and dizziness/vertigo. Tinnitus was frequently referred as an accompanying symptom of either SSNHL or vertigo. Only one study presented a statistically significant relationship between sensorineural hearing loss and SARS-CoV-2 infection. All the remaining 12 studies did not obtain statistically significant results regarding the relationship of the symptoms previously mentioned and the SARSCoV-2 infection/ COVID-19 vaccination. However, suggestive trends should still be considered and further investigated. Conclusions: Although evidence remains limited due to heterogeneity of studies, in the current moment the association between inner ear symptoms and SARS-CoV-2 infection and vaccination does not seem to be very relevant. Future research should focus on larger prospective studies, ideally using standardized methodology to allow better comparison.
