Departamento de Comunicação, Filosofia e Política
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Browsing Departamento de Comunicação, Filosofia e Política by Field of Science and Technology (FOS) "Humanidades"
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- Análise da programação de bibliotecas municipais no interior de Portugal: Biblioteca Municipal da CovilhãPublication . Costa, Rafael Bernardo da; Rosa, José Maria da SilvaEsta tese nasce da análise de notícias, que apontam para o desapego da sociedade portuguesa relativamente ao consumo cultural de cada indivíduo, sendo que assim, se pretende evidenciar o papel que as bibliotecas têm na formação de uma oposição a esse paradigma tendo como base do estudo a Biblioteca Municipal da Covilhã (Covilhã), olhando essencialmente para propostas culturais que a mesma apresenta na sua programação cultural. Com base nessa premissa, esta tese irá explanar uma análise das funções das bibliotecas municipais em Portugal, como as mesmas se formaram e quais os princípios que as medeiam. Existirá uma análise referente às atividades que a Biblioteca Municipal da Covilhã e de como essa programação converge com as necessidades dos seus utilizadores. Este documento contará ainda com uma breve análise de bibliografia referente ao tema. Por fim, contará com um exercício especulativo, assente numa plataforma digital já existente, a Rede Intermunicipal de Bibliotecas das Beiras e Serra da Estrela (RIBSSE), que funciona maioritariamente como uma base de dados, de documentos e artigos que as bibliotecas possuem e como a mesma poderia ganhar outra dimensão tornando-se assim numa plataforma de divulgação de matéria produzida pelas bibliotecas, sendo assim possível ter acesso às atividades em qualquer local e hora.
- AristotelismoPublication . Amaral, AntónioGraças ao efeito contagiante de uma reabilitação da filosofia prática (Rehabilitierung der praktischen Philosophie) – mote que germina e se dissemina no panorama filosófico alemão nos inícios dos anos 70 do século passado – eis que um súbito interesse deflagra relativamente a tudo o que diga respeito a Aristóteles, com especial enfoque nos textos onde, à luz de novas e originais perspectivas, a filosofia prática pode neles ser revisitada e relançada em fertilização cruzada com todos os restantes domínios e recantos da sua obra, desde o primeiro e mais juvenil dos diálogos, o Protrepticus, até ao derradeiro tratado da maturidade, a Política.
- EmancipaçãoPublication . Amaral, António; IEAC-GOPor muito, todavia, que a ideia de emancipação encontre a sua expressão conceptual mais densa na história das ideias, no pensamento filosófico (político e social), na sociologia e na teoria social, a sua amplitude semântica não se pode esvair por entre os dedos de um único manuseamento interpretativo. A hodierna emergência de “novas dominações”, de “novas precaridades” e de “novos direitos”, cujo lance emancipatório reivindica a urgência social, económica e política de “novos pactos de confiança” sob o signo de uma ecologia humana integral, i.e. plural, participativa e inclusiva, longe de subestimar ou marginalizar a dimensão religiosa, convoca e compromete a sua irredutível presença.
- HilemorfismoPublication . Amaral, António; IEAC-GODesigna-se por hilemorfismo o resultado de uma síntese compósita entre matéria (- hylê) e forma (- morphê). Apesar de esse termo não comparecer grafado ad literam nos tratados de Aristóteles – encontrando-se a sua origem lexical reportada a uma vaga, mas muito incerta, construção terminológica oitocentista – a ideia que se lhe associa reveste-se, todavia, de uma crucial importância para a sua filosofia. A base conceptual remete para a teoria da substância (ousia; hypokeimenon), à qual inerem três possibilidades constitutivas: matéria (“hyle”), forma (“eidos” ou “morphe”) ou composto (“synolon”). O hilemorfismo foi historicamente absorvido, desde logo em ambiência neoplatónica pela pena de Ibn Gabirol (Avicebron), e já depois teologicamente reutilizado em contexto medieval cristão (a partir e com base num notório influxo escotista e tomista), sem que, surpreendentemente, nada o tivesse impedido de reemergir em teorizações filosóficas na ciência contemporânea, v. g. no contexto heisenberguiano da mecânica quântica.
- Qualidades (adquiridas e adstritas)Publication . Amaral, António; IEAC-GOO termo qualidade significa, no seu imediato e intuitivo emprego linguístico, “aquilo pelo qual algo é do modo que é”. Atendendo à sua etimologia latina, a qualitas liga-se primariamente ao pronome qualis (“qual”) traduzível no seu recorte interrogativo por “de quê?”, i.e. “de que natureza?”, “de que espécie?”. Umbilicalmente vinculado a esse enraizamento etimológico, o termo qualidade sedimentou gradualmente o seu sentido nas ideias de propriedade, aquisição, poder, faculdade, carácter, nível, grau ou estatuto. A dimensão qualitativa pode, num acercamento imediato e preliminar, ser abordada sob dois prismas: por um lado, como qualidade “adstrita”, i.e. enquanto expressão de uma marca congénita; por outro, como qualidade “adquirida”, enquanto resultado de um processo cumulativo que entrelaça aprendizagem, treino e experiência. O binómio adstrito/adquirido persiste actualmente no debate filosófico que disseca a clivagem inatismo/aquisitivismo, sem que qualquer consenso teórico se vislumbre para as multifacetadas e divergentes teses em jogo.
- Simone Weil: Vida e Contexto HistóricoPublication . Amaral, António; IEAC-GOSimone Adolphine Weil nasce em Paris a 3 de fevereiro de 1909, no apartamento dos pais Bernard Weil e Salomea "Selma” Weil. Beneficiando de um próspero ambiente familiar judaico, de matriz alsaciana e declaradamente agnóstica, Simone Weil, três anos mais nova, desenvolve laços de forte cumplicidade e admiração com o seu único irmão e futuro matemático de renome André Weil. Apontada pelo aclamado filósofo francês Albert Camus como «o único grande espírito do nosso tempo» [sic. in Lettre à Selma Weil , 1951], dedicará a sua vida ao ensino, ao estudo da cultura clássica em interdisciplinaridade com as humanidades, as artes e as ciências, assim como a uma ininterrupta e por vezes dispersiva produção textual nos domínios historiográfico, filosófico, sociológico, religioso e ascético-místico, recorrendo a registos estilísticos tão multifacetados como o auto-biográfico, o interventivo, o ensaístico, o epistolar, e o poético. No ápice de pouco mais de três décadas de vida, a um intermitente desempenho lectivo, somar-se-ão actividades de extenuante desgaste físico e psíquico como as de operária fabril e tarefeira agrícola, e outras mais como as que, em fervoroso activismo social, sindical e até político, a fizeram a lutar ao lado de anarquistas republicanos na Guerra Civil Espanhola e, tempos depois, a integrar o movimento de resistência anti-nazi em Londres. Volvidos três dias de internamento hospitalar motivado por tuberculose, a sua vida extingue-se aos 34 anos de idade no Sanatório Grosvenor, em Ashford, a 24 de agosto de 1943.
