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  • Avaliação de novas combinações de fármacos em cancro do pulmão de não pequenas células
    Publication . Valente, Fabiana Duarte; Sousa, Ângela Maria Almeida de; Santos, Adriana Oliveira dos
    O cancro do pulmão de não pequenas células (CPNPC) continua a ser uma das principais causas de mortalidade oncológica, sendo a resistência adquirida aos inibidores da tirosina-quinase (TKIs) um dos maiores obstáculos à eficácia terapêutica. O osimertinib, TKI de terceira geração dirigido a mutações ativadoras do EGFR, é um exemplo de fármaco que apresenta eficácia clínica significativa, mas enfrenta limitações devido ao desenvolvimento de resistência. Paralelamente, a sinvastatina tem demonstrado, em investigação pré-clínica, propriedades antitumorais relevantes, incluindo indução de apoptose e modulação de vias de sinalização associadas à progressão tumoral. Neste contexto, a coentrega destes fármacos em lipossomas surge como uma estratégia inovadora a ser desenvolvida para aumentar a eficácia terapêutica e reduzir a toxicidade sistémica da sinvastatina. Neste estudo, foram desenvolvidas e caracterizadas formulações lipossomais contendo sinvastatina ou osimertinib. Ambas as formulações apresentaram diâmetro hidrodinâmico nanométrico (=90 nm), baixo índice de polidispersidade (PDI <0,2) e estabilidade físico-química adequada, garantindo consistência entre diferentes lotes. O método de encapsulamento revelou-se eficiente, com recuperações superiores a 80% para ambos os fármacos e eficácias de encapsulamento de aproximadamente de 100%. A avaliação da viabilidade celular revelou que a sinvastatina apresentou uma redução significativa do IC50 quando encapsulada em lipossomas (1,160 µM) comparativamente à forma livre (1,770 µM). O osimertinib mostrou uma diminuição ligeira do IC50 em lipossomas em relação à forma livre (0,02076 µM vs. 0,02569 µM). Notavelmente, a combinação dos dois fármacos induziu uma redução mais pronunciada do IC50 quando encapsulada em lipossomas (0,01562 µM) comparativamente à forma livre (0,1566 µM), evidenciando um efeito sinérgico significativo que supera a contribuição de cada fármaco isoladamente. Estes resultados sugerem que a encapsulação lipossomal potencia a eficácia antiproliferativa das combinações de sinvastatina e osimertinib na linha celular H1975. Estes resultados fornecem uma prova de conceito sólida para a utilização de lipossomas como veículos de coentrega de sinvastatina e osimertinib, evidenciando a sua aplicabilidade enquanto estratégia combinada no CPNPC. A abordagem demonstra potencial para maximizar a eficácia terapêutica, reduzir efeitos adversos e constituir uma base para futuros estudos pré-clínicos e clínicos.