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  • Teias do espaço fílmico: O design de produção e a hapticidade imagética na incitação ao medo
    Publication . Schwartz, MarianaLemos; Oliveira, Anabela Dinis Branco de; Cucinotta, Caterina; Muanis, Felipe de Castro
    A narrativa de um filme decorre, necessariamente, em um espaço. O departamento artístico de uma produção audiovisual, comandado pelo designer de produção, é responsável por caracterizar os personagens e materializar o universo fílmico. Embora o design de produção componha, juntamente com a direção e a direção de fotografia, a tríade imagética de um filme, o número de investigações direcionadas a essa temática ainda é pequeno. Para erigir um espaço diegético, o designer de produção lança mão de cores, volumes, materiais, formas e texturas. Esse último elemento tem o potencial de enriquecer significativamente a imagem fílmica, contribuindo para o processo de imersão do espectador na história. Compreendemos o espectador como um sujeito corporificado, cujos demais sentidos, além da visão e da audição, são também evocados ao assistir a um filme. Dentre os sentidos do corpo humano, esta pesquisa direciona uma luz ao tato e, portanto, às superfícies dos materiais que compõem os cenários fílmicos e favorecem uma hapticidade imagética. Ao refletirmos sobre essa materialidade, percebemos o papel do design de produção para evocar emoções. Uma das principais emoções despertadas pelo cinema é o medo. Trata-se de uma emoção cuja longa relação com as artes e com o cinema pode ser estudada de diferentes perspectivas. Na investigação aqui empreendida, visamos esclarecer como o design de produção, ao contribuir para a criação de imagens hápticas, desperta no espectador a memória tátil e pode influenciar na construção do sentimento de medo no discurso fílmico. Para tanto, realizamos uma revisão de literatura e foram elaboradas análises dos longas-metragens The Witch (Robert Eggers, 2015) e The Lighthouse (Robert Eggers, 2019), cujos departamentos artísticos foram comandados por Craig Lathrop. Percebemos como Lathrop, ao trabalhar com superfícies texturizadas, contribuiu para a criação de cenas amedrontadoras. Destarte, a originalidade deste estudo está na busca por engendrar uma tese que relaciona o design de produção ao háptico e ao medo. A investigação, que aborda uma área ainda pouco discutida, poderá contribuir para o direcionamento de um olhar mais minucioso para o design de produção por acadêmicos, assim como por profissionais que atuam na prática cinematográfica.