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- Visual function and impact of visual therapy in children with learning disabilities: a pilot studyPublication . Martins, Ana R.; Nunes, Amélia Fernandes; Jorge, ArmindaUndetected visual dysfunctions affect performance. Thus it’s e-essential the implementation of programs for visual evaluation/intervention in schoolchildren. [...]
- Prevalence and clinical features of adverse food reactions in Portuguese childrenPublication . Jorge, Arminda; Gravito-Soares, Elisa; Sarinho, Emanuel; Lorente, Felix; Gama, Jorge; Barata, Luis TabordaThe prevalence of adverse food reactions (AFR) has been increasing in the western world. Clinical manifestations are diversified and it may not be possible to clinically discriminate between IgE and non-IgE mediated AFR. In Portugal, the prevalence of AFR and food allergies in children is not known. Thus, the objectives of this study were to determine the prevalence of AFR in central Portugal.
- Estudo de prevalência, fatores de risco e de características clínicas e serológicas de alergia alimentar em crianças dos 3 aos 11 anos, na Beira InteriorPublication . Jorge, Arminda Maria Miguel ; Barata, Luís Manuel Taborda; Toledano, Felix LorenteIntrodução: A alergia alimentar é uma epidemia crescente em todo o mundo que afeta cerca de 6-8% das crianças. É uma situação altamente stressante para crianças e suas famílias, gerando elevado nível de ansiedade, associa-se a menor qualidade de vida, por vezes pior do que em muitas outras doenças crónicas e é frequentemente motivo de bullying. Os fatores de risco ainda não são totalmente conhecidos e o diagnóstico nem sempre é exato. Não existe uma terapêutica adequada e consensual, sendo a evicção o método de eleição para prevenir reações alérgicas e a adrenalina a terapêutica mais eficaz no tratamento das reações alimentares mais graves, de anafilaxia potencialmente fatal. É de primordial importância conhecer a realidade da nossa população quanto a aspetos de alergias alimentares, avaliar melhor a patologia envolvida, melhorar a literacia das crianças alérgicas e seus cuidadores, bem como dos profissionais de saúde, em relação a esta área de patologia clínica, com o objetivo de tornar os diagnósticos de alergia alimentar mais exatos, adequar as medidas de evicção evitando as dietas demasiado restritivas e por vezes desnecessárias, prevenir e tratar as reações potencialmente graves. Objetivos: Construir e validar um questionário destinado a crianças com suspeita de alergia alimentar baseado nos conhecimentos científicos sobre a área, que inclua os aspetos considerados importantes para identificar o(s) alimento(s) suspeito(s) e caraterizar a reação ocorrida de modo a identificar crianças em risco de reação grave e orientar estudos adicionais. Avaliar a prevalência de reação adversa a alimento (RAA) e alergia alimentar (AA), identificar os alimentos mais implicados e as características clínicas e laboratoriais da alergia alimentar em crianças da Beira Interior. Avaliar o impacto dos fatores de risco mais consensuais para AA e RAA na população estudada. Refletir sobre a implicação prática deste estudo, a nível individual, familiar e populacional, nas medidas de saúde pública e na melhoria contínua dos cuidados de saúde. Materiais e métodos: Construímos um questionário de reações adversas a alimentos baseado em questionários validados em outros países e questionários portugueses não validados. O questionário foi revisto por imunoalergologistas e foi desenvolvida uma análise exploratória com a sua aplicação em crianças com alergia alimentar conhecida. A fiabilidade foi avaliada por teste-reteste em crianças com suspeita de reações adversas a alimentos. Para avaliar a estabilidade temporal e reprodutibilidade usámos o teste de correlação de Spearman Rho e o índice kapa de Cohen. Este questionário, designado como Q2, foi aplicado nas crianças que tinham tido resposta positiva a um curto questionário preliminar simplificado (Q1) que perguntava se havia alguma suspeita de reação adversa a algum alimento. A prevalência de reações adversas a alimentos foi avaliada em crianças entre os 3 e 11 anos da região da Cova da Beira através do questionário de reações adversas a alimentos. Nas crianças com alimentos suspeitos, foram adicionalmente efetuados testes cutâneos por picada e determinados os níveis séricos de IgE específicas para os alimentos implicados. Foram ainda analisadas as características clínicas das reações, e recolhidos dados relativos aos antecedentes pessoais e familiares de atopia. Os fatores de risco genéticos e ambientais foram avaliados para todas as crianças com Q2 positivo. Para além da caracterização demográfica e das reações ao(s) alimentos(s) implicados, foram analisados os antecedentes pessoais e familiares de atopia, o tempo de amamentação e idade de introdução de alimentos sólidos e reações ocorridas na diversificação alimentar. Foram ainda analisados os dados dos estudos in vivo e in vitro de atopia. Foi feita uma análise comparativa do grupo de crianças com AA provável (crianças que, em Q2, apresentavam alimento suspeito, com reação IgE-Mediada) e grupo AA possível não IgE-Med (crianças que em Q2 apresentavam alimento suspeito, com reação não IgE-mediada). Para todos os testes estatísticos foi considerado significativo um valor de p inferior a 0,05. Resultados: Das 4045 crianças em idade escolar, 2474 (61,2%) aceitaram responder ao questionário inicial e foram incluídas no estudo. A prevalência de reação adversa a alimentos foi de 7,1% (IC95%: 6,2-8,1), baseada no questionário inicial (Q1). Em 115 crianças manteve-se a suspeita após aplicação presencial do Questionário alargado de reações adversas a alimentos (Q2). O questionário Q2 foi reaplicado a 50 crianças com suspeita de alergia alimentar, cerca de 3 semanas após o teste inicial. O questionário mostrou boa estabilidade temporal (coeficiente de correlação de Spearman de 0,834), e boa reprodutibilidade (apenas 2 dos 27 items apresentaram índice Kappa <0,60). Com base no questionário alargado (Q2), aplicado presencialmente, a prevalência de AA autorreportada, foi de 4,6% (IC95%: 3,9-5,5). A prevalência de alergia alimentar “provável” (definição baseada em questionário Q2 positivo para algum alimento e evidência de mecanismo IgE-Mediado – Teste cutâneo por Picada (TCP) e/ou IgE elevada para esse alimento) foi de 1,4% (IC95%: 0,9-1,9). Os alimentos mais implicados foram os frutos frescos, o peixe e o ovo. O primeiro episódio ocorreu em idade mais precoce, reações mucocutâneas e anafiláticas foram mais associadas a RAA IgE-Mediadas que a Reações não IgE-Mediadas. A prevalência de alergia possível a frutos (autorreportada, baseada em Q2) foi de 1,69 (IC95%: 1,19-2,21) enquanto a alergia provável a frutos (AFr - baseada em questionário e estudos in vivo e in vitro com evidência de mecanismo IgE-Mediado) foi de 0,61% (IC95%: 0,30-0,92). Apesar de morango, citrinos e kiwi serem os frutos mais implicados na alergia a Fr possível, na AFr provável os frutos mais implicados foram o kiwi, o pêssego, a banana e o morango. Os primeiros sintomas ocorreram em idades precoces (média 2,5 anos). Na AFr provável, 47% das crianças estavam sensibilizadas a dois ou mais frutos e as manifestações clínicas foram mais frequentemente imediatas e monossintomáticas: urticária/angioedema (57.1%), síndrome alérgica oral (SAO) (64,3%). Todas as crianças alérgicas a frutos estavam sensibilizadas a pólenes e a sensibilização a látex foi positiva em 71,6% das crianças com alergia a frutos com reatividade ao látex conhecida (síndrome látex-frutos). O sexo masculino, os antecedentes pessoais de doenças alérgicas, marcadores in vitro de atopia e a sensibilização a aeroalergénios foram significativamente mais frequentes nas crianças com AA Provável (IgE-Med) do que no Grupo com AA possível, não IgE-Mediada. Já a residência em área urbana ou rural, o nível socioeconómico, a diversificação alimentar, não mostraram diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos. Menor tempo de aleitamento materno foi mais associado ao Grupo não IgE-Med e a introdução de alimentos sólidos entre os 4 e os 6 meses mostrou estar significativamente menos associada à probabilidade de ter uma AA IgE-Med, comparativamente com a sua introdução após os 6 meses. Conclusões: O questionário desenvolvido apresentou boa estabilidade temporal e reprodutibilidade, podendo ser utilizado de modo padronizado para rastreio de RAA permitindo uma abordagem uniformizada e passível de estudos comparativos futuros. A prevalência de alergia alimentar provável em crianças portuguesas da Cova da Beira é baixa, e os pais tendem a sobrevalorizar as queixas destas, sendo a prevalência de AA significativamente mais elevada quando se baseia apenas em questionários presenciais do que nesses questionários em associação com estudos in vivo e in vitro. Os alimentos mais implicados são os frutos frescos e peixe. As reações IgE-Mediadas são mais frequentemente imediatas, polissintomáticas, mais severas e começam em idades mais precoces que as reações não IgE-mediadas. Apesar do morango e os citrinos serem mais frequentemente reportados (alergia possível), um mecanismo IgE-Mediado demonstrado (alergia provável), bem como a manifestação clínica de SAO estão mais associados ao kiwi e ao pêssego. Nas crianças com AA provável, a sensibilização a mais do que um fruto é frequente e as manifestações são tipicamente mucocutâneas, imediatas e monossintomáticas. A reatividade cruzada com pólenes e látex é bastante frequente.O perfil de risco para AA provável, IgE-mediada, envolveu significativamente mais o sexo masculino e a presença de atopia pessoal, no nosso estudo. Pelo contrário, um menor tempo de amamentação, a presença de atopia familiar, o nível socioeconómico e o local de residência não se associaram a um risco acrescido para alergia alimentar, IgE-Mediada.
