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- Os Mercados Informais e a Rendibilidade das FamíliasPublication . Nelson, Aida Neusa Gomes; Venâncio, José Carlos Gaspar; Pereira, Maria João Leitão Simões AreiasNos últimos anos o aumento exponencial do número de comerciantes que operam no mercado informal em Angola na província da Huíla município do Lubango, levou o Governo, a nível central e local, a tomar medidas na tentativa de regulamentar a atividade dos mercados informais e oferecer melhores condições de trabalho aos comerciantes, criando novos mercados e reorganizando os já existentes, medidas estas que não têm contudo surtido os efeitos esperados, continuando os mercados informais a crescer um pouco por tudo país, quer em quantidade com o surgimento de novos mercados, quer em número de agentes envolvidos, devido a uma variedade de fatores relacionados com o percurso socioeconómico do país. O objetivo deste trabalho é analisar os mercados informais — as ditas “praças” — e a sua importância para a rendibilidade das famílias, que de outro modo estariam sujeitas a uma situação de vulnerabilidade social e económica extrema. O presente trabalho resulta do pressuposto que em Angola, província da Huíla, município do Lubango, a economia informal tem um peso significativo e o rendimento obtido através do seu exercício contribui para a sobrevivência dos agregados familiares. Este estudo debruça-se sobre o caso do mercado informal João de Almeida e dos seus agentes e procura, através do recurso a técnicas quantitativas e qualitativas, caracterizar a força de trabalho envolvida no exercício da atividade comercial no referido mercado, averiguar se com a renda obtida pelo exercício de atividade no mercado as famílias conseguem realizar projetos a curto, médio e longo prazo, bem como compreender o significado simbólico que os atores atribuem ao mercado e à sua própria atividade. Embora os indivíduos que optam pelo exercício de atividade comercial no mercado informal de forma estável e contínua consigam alguma estabilidade em termos de satisfação das necessidades básicas e possuam sentimentos de pertença, de enraizamento e de gosto pelo mercado, estes reconhecem que esta é uma atividade que não pode substituir o exercício de atividade no mercado formal pelos riscos e insegurança devido à falta de proteção social desejável num estado de providência.
