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Diagnóstico tardio de doenças reumáticas inflamatórias - impacto e desafios

datacite.subject.fosCiências Médicas::Ciências da Saúde::Medicina
dc.contributor.advisorFerreira, Joana Catarina Fonseca
dc.contributor.authorAlves, Catarina Isabel Gomes
dc.date.accessioned2025-12-03T11:07:50Z
dc.date.available2025-12-03T11:07:50Z
dc.date.issued2025-04-29
dc.date.submitted2025-01-31
dc.description.abstractIntrodução O diagnóstico tardio de doenças reumáticas inflamatórias (DRI), como a artrite reumatoide e as espondiloartrites, tem um impacto significativo na qualidade de vida e na capacidade funcional dos doentes. Barreiras como sintomas inespecíficos, baixa literacia em saúde e demora na referenciação dificultam a identificação e tratamento precoces, aumentando o número de complicações irreversíveis e os custos associados ao tratamento tardio. Objetivos Determinar o tempo de diagnóstico de DRI, identificar os fatores que contribuem para o atraso diagnóstico em doentes com artrite reumatoide (AR), artrite psoriática (AP) e espondiloartrite (EA), e avaliar o impacto do atraso no diagnóstico. Metodologia Foi realizado um estudo observacional transversal em outubro de 2024 no serviço de reumatologia da Unidade Local de Saúde da Guarda (ULSG). Os critérios de inclusão foram: doentes com mais de 18 anos diagnosticados com AR, AP ou EA, de acordo com os critérios da EULAR, CASPAR e ASAS, respetivamente. Os dados foram recolhidos por meio de um questionário e de dados clínicos dos registos médicos. O tempo de diagnóstico foi definido como a duração desde o início dos sintomas até à confirmação diagnóstica. Foram criados diversos períodos onde pode ocorrer o atraso (Lag), em meses, para entender o percurso até ao diagnóstico: Lag 1 (início dos sintomas até à procura de cuidados médicos), Lag 2 (início dos sintomas até à referenciação para a consulta de reumatologia), Lag 3 (referenciação até à primeira consulta de reumatologia), Lag 4 (primeira consulta de reumatologia até ao diagnóstico), Lag 5 (tempo de diagnóstico – na ULSG), Lag 6 (tempo de diagnóstico – fora da ULSG). Lag 7 (tempo de diagnóstico total). Foram ainda calculados os valores do questionário SF-36 e do DAS28 de modo a determinar o impacto do diagnóstico tardio. Os dados foram analisados utilizando o IBM SPSS®, versão 29 com testes não paramétricos e nível de significância de p < 0,05. Resultados Um total de 93 doentes foram incluídos: 49% tinham AR, 31% tinham EA e 13% tinham AP; 74,2% eram mulheres. A idade média atual era de 56,74 anos, com uma média de 42,1 anos à apresentação da doença. O tempo médio total de diagnóstico (Lag 7) foi de 90,72 meses. Uma correlação positiva forte foi encontrada entre Lag 7 e Lag 2 (? = 0,874, p <0,01) e uma correlação negativa entre Lag 7 e a idade no início dos sintomas (? = -0,273, p <0,01). O número de consultas com outros médicos antes da primeira consulta de reumatologia correlacionou-se positivamente com Lag 7 (? = 0,420, p <0,01). Lag 7 mais demorado foi associado à presença de EA ou AP e ao meio de transporte utilizado até ao centro de saúde (p <0,05). O diagnóstico tardio impactou negativamente 3 dimensões do SF-36: capacidade funcional, saúde mental e dor corporal (p <0,05). Conclusão Os achados enfatizam a importância da referenciação precoce para reduzir o atraso no diagnóstico das DRI. As barreiras ao diagnóstico foram: uma idade mais jovem no início dos sintomas, ter EA ou AP, usar táxi ou o transporte de um acompanhante para chegar ao centro de saúde, ausência de médico de família atribuído e maior número de consultas com médicos não reumatologistas antes da primeira consulta de reumatologia. Este atraso pode levar à progressão das doenças e a piores resultados na saúde dos doentes. Aumentar a literacia em saúde dos doentes e o reconhecimento de DRI por parte dos profissionais de saúde dos cuidados de saúde primários, são essenciais para reduzir os tempos de diagnóstico.por
dc.description.abstractBackground The delayed diagnosis of rheumatic inflammatory diseases (RID), such as rheumatoid arthritis and spondyloarthritis, significantly impacts patients' quality of life and functional capacity. Barriers such as nonspecific symptoms, low health literacy, and delays in referral hinder early identification and treatment, increasing the number of irreversible complications and the costs associated with late-stage care. Objectives To determine the time of diagnosis, identify factors contributing to diagnostic delay in patients with rheumatoid arthritis (RA), psoriatic arthritis (PsA), and spondylarthritis (SpA), and assess the impact of diagnostic delay. Methodology A cross-sectional observational study was conducted in October 2024 in the Rheumatology Department of Unidade Local de Saúde da Guarda (ULSG). Inclusion criteria were patients aged >18 years diagnosed with RA, PsA, or SpA based on EULAR, CASPAR, and ASAS criteria, respectively. Data were collected using a structured questionnaire and clinical data from medical records. Time of diagnosis was defined as the duration from the symptom onset to confirmed diagnosis. Lag times were created to understand the route to diagnosis, calculated in months: Lag 1 (from symptom onset to seeking healthcare), Lag 2 (from symptom onset to referral to rheumatologist appointment), Lag 3 (from referral to rheumatologist appointment to first rheumatologist consultation), Lag 4 (from first rheumatologist consultation to diagnosis), and Lag 5 (time of diagnosis when made within the ULSG) Lag 6 (time of diagnosis when made outside the ULSG), Lag 7 (total time of diagnosis). SF-36 questionnaire and the DAS28 scores were also calculated to determine the impact of delayed diagnosis. Data were analyzed using IBM SPSS® version 29 with nonparametric tests, with a significance level of p < 0,05. Results A total of 93 patients were included: 49% had RA, 31% had AS, and 13% had PsA; 74,2% were women. The mean current age was 56,74 years, with an average age of 42,1 years at symptom onset. The average total time to diagnosis (Lag 7) was 90,72 months. A strong positive correlation was found between Lag 7 and Lag 2 (? = 0,874, p <0,01) and a negative correlation between Lag 7 and the age at symptom onset (? = -0,273, p <0,01). The number of appointments with other physicians before the first rheumatology consultation showed a significant positive correlation with Lag 7 (? = 0,420, p <0,01). Longer Lag 7 was associated with having SpA or PsA and the means of transportation to the General Practitioner (GP) center (p <0,05). Diagnostic delay showed a negative impact in 3 dimensions of SF-36: functional capacity, mental health, and body pain (p = <0,05). Conclusion The findings emphasize the critical role of early referral in reducing diagnostic delays in RID. Barriers to diagnosis were: younger age at first symptom, having SpA or PsA, using a taxi or a companion’s transport to reach the GP’s center, lack of an assigned GP, and a higher number of non-rheumatologist appointments before the first rheumatology consultation. These delays may lead to disease progression and poorer patient outcomes. Improving health literacy and awareness among patients and primary care providers, along with policies that increase access to rheumatology specialists, are essential for better outcomes in RID.eng
dc.identifier.tid204046440
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.6/19443
dc.language.isoporpor
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/
dc.subjectBarreiras ao Diagnósticopor
dc.subjectDiagnóstico Tardiopor
dc.subjectDoenças Reumáticas Inflamatóriaspor
dc.subjectImpacto no Estado de Saúdepor
dc.subjectLiteracia em Saúdepor
dc.titleDiagnóstico tardio de doenças reumáticas inflamatórias - impacto e desafiospor
dc.typemaster thesispor
dspace.entity.typePublication
thesis.degree.nameMestrado Integrado em Medicinapor

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