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A rádio já foi uma fábrica de ilusões capaz de criar horas de magia apenas com a voz, o som e o silêncio. A forte concorrência da televisão mudou o panorama mediático, e a rádio acabou por perder o lugar de destaque nas preferências do público. A queda das audiências radiofónicas começou no início dos anos 70 e estendeu-se a todos os escalões etários. Para responder à concorrência da televisão, a rádio recorreu a duas armas: as inovações tecnológicas e os conteúdos. No primeiro caso, para além do aparecimento do FM e do digital (DAB), a inovação que mais expectativas tem gerado entre as empresas radiofónicas é a Internet. A rádio, que hoje é sobretudo ouvida no automóvel, tem na Internet um suporte que lhe permite reconquistar as audiências em casa porque está a alterar os padrões de consumo deste meio. No que toca aos conteúdos, as alterações nas grelhas de programas procuram responder às necessidades de uma audiência mais exigente. A segmentação dos públicos, materializada em programas mais específicos ou em rádios temáticas, procurou responder à concorrência de uma televisão também ela cada vez mais temática. Juntamente com este processo de segmentação, que se verifica sobretudo nos horários nocturnos, assistiu-se à introdução de espaços temáticos de curta duração nos programas de formato mais aberto característicos das manhãs e das tardes. Apesar de todas estas alterações, alguns públicos ficaram de fora, sendo que as crianças são um dos públicos excluídos. A falta de programas infantis nas actuais grelhas implicou que este estudo tomasse a televisão como exemplo por esta ter conseguido sempre adaptar-se aos gostos do público infantil, sendo por isso encarada como um modelo a seguir pela rádio. Após o estudo da programação infantil na televisão, procedeu-se à análise qualitativa de alguns dos programas infantis radiofónicos, procurando verificar o tipo de conteúdos utilizados. Com base nesta análise, e usando como referência a televisão, foram ainda realizadas entrevistas a profissionais com o objectivo de perceber as razões que estão na origem da falta de programas infantis nas rádios portuguesas. A análise de todos os dados obtidos conduziu a investigação para uma proposta de programação radiofónica infantil que considera as necessidades, gostos e desejos do público-alvo, e utiliza a Internet como complemento à emissão hertziana.
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Rádio - Portugal Rádio - Crianças - Programação infantil - Portugal Televisão - Crianças - Programação infantil - Portugal Mass media - Crianças Rádio - Serviço público
Pedagogical Context
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Universidade da Beira Interior
