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Como roubar cavalos aos caras-pálidas: poesia e contracultura em Joy Harjo

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Os cavalos são uma presença tão constante na obra de Joy Harjo que os críticos se sentem intrigados. Recorrendo à opinião de vários ensaístas e a uma entrevista inédita que Harjo me concedeu, mostro que se autora apropria um elemento estranho à sua cultura, uma importação europeia, tornando-o numa parte importante quer da escrita, quer do imaginário ameríndio. Contudo, note-se a ironia: os cavalos foram fundamentais para a colonização e submissão das tribos. Basta pensar na cavalaria, que protagonizou algumas das maiores chacinas, ou nas caravanas que levaram os pioneiros rumo a oeste, para ocuparem territórios ameríndios. Neste ensaio, mostro como ao apropriar-se de um símbolo do invasor, ao mitificar estes animais, ao investi-los com novos significados, ao personificá-los, ao reclamá-los para si e para os seus, Harjo usa a literatura como contracultura, num claro desafio à hegemonia WASP. Consequentemente, obriga o leitor euro-americano a conhecer-se, mais do que a reconhecer-se, e a perceber-se como um eixo de diferença e não um padrão de autoridade.

Descrição

Palavras-chave

Pós-colonialismo Contracultura Joy Harjo Poesia ameríndia Cavalos

Contexto Educativo

Citação

Mancelos, João de. “Como roubar cavalos aos caras-pálidas: Poesia e contracultura em Joy Harjo”. O Lago de Todos os Recursos: Homenagem a Hélio Osvaldo Alves. Org. Luísa Leal de Faria, e Teresa de Ataíde Malafaia. Lisboa: Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa, 2004. 119-126. ISBN: 972-8063-28-8.

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