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Crude oil prices before 1970 were under control by multinational monopolist oil companies; from 1970 to 1986 OPEC administered pricing system determined crude oil prices; and from 1986 to the present, crude oil prices are determined by a market-linked pricing mechanism or demand-to-supply ratio, taking in account a set of many other factors, such as economic, political, financial, technological, meteorological and oil reserves. As in a market-linked pricing mechanism, the main determinant factors behind crude oil prices are demand and supply; hence, identifying crude oil consumption and production and the drivers behind them are the main priority to define future crude oil prices. Therefore, to achieve an accurate crude oil price forecasting, a three stages study is required: 1) the first stage is to explore crude oil consumption in a worldwide scale. This means that the factors that explain crude oil consumption changes and consequently they are involved in crude oil price changes should be firstly recognized. 2) The second stage is to investigate crude oil production behaviors in a worldwide scale. This means that the factors that cause changes in crude oil production and consequently are involved in crude oil price changes should be identified. And 3) the third stage is to study the determinant factors behind crude oil price variations based on the results from stages one and two, and finally to choose the best models those with less forecasting errors. To perform the above-described stages, we develop three major researches: In the first study, we investigate crude oil consumption-economic growth nexus, applying the panel unit root, the panel cointegration and the panel Granger causality tests, under five panel framework studies, including a panel of OECD countries, panels of Latin American regions, panels of Sub-Saharan African countries, a panel of MENA countries and a panel of Southern and Eastern Asian emerging markets; moreover, we investigate the same effect in the case of an individual country-Portugal-as well. The results show that, among OECD, net oil importing Sub-Saharan African, MENA, Southern and Eastern Asian countries and Portugal, both in the short-run and in the long-run, there are bidirectional causality relationships between crude oil consumption and economic growth; in Central America region, in the short-run, there is a bidirectional causality relationship between the series, and in the long-run, there is a unidirectional causality relationship running from crude oil consumption to economic growth; and among net oil exporting Sub-Saharan African countries, in the short-run, there is a unidirectional causality relationship running from crude oil consumption to economic growth, and in the long-run, there is a bidirectional causality relationship among the series; and in Caribbean and South America regions, in the short-run, there are bidirectional causality relationships between the series, while in the long-run, there is a unidirectional causality relationship running from economic growth to crude oil consumption. According to the above-described results, we recommend that economic growth can be used as an explanatory variable to explain future changes in crude oil consumption and consequently future international crude oil prices. Moreover, among the regions that crude oil consumption Granger causes economic growth, we recommend that policymakers implement oil conservation policies more carefully and consider that reduction of crude oil consumption has negative impacts on their economic growth. In the second study, we investigate crude oil production behaviors by OPEC members and non-OPEC producers, using the unit root test, the ARDL bounds testing approach for cointegration and the Granger causality test. The importance behind identifying the determinant factors of crude oil production in a worldwide scale is that, in a market-linked pricing mechanism, crude oil production is an explanatory factor of crude oil prices; therefore, determining the variables that impact on crude oil production is essential in order to analyze future crude oil market and to increase the forecasting accuracy of future crude oil prices. The results of the second study show that, each crude oil producer country has a different production behavior based on its domestic conditions, and there is not a unique set of explanatory variables that can be suggested as the determinant factors; this applies to OPEC and non-OPEC producers. We recommend the adoption of punitive and incentive tools by OPEC as an international organization to oblige its member to follow the appropriate production behavior in order to stabilize crude oil prices. Moreover, OPEC members’ quota as an official criterion is the only helpful variable to control and explain future fluctuations of international crude oil prices. And in the third study, we perform crude oil price modeling and forecasting. We analyze the determinant factors that impact on crude oil price by developing nine structural models to explain the drivers behind crude oil price movements. We provide the short term monthly forecasts for the nominal spot price of Brent crude oil for the years 2008 and 2012. The results show that, the 2008 price shock mainly can be explained by the surge in the OECD industrial production, and that the 2012 price movement mainly can be clarified better by the level of speculation in crude oil markets. Thus, we recommend the adoption of some restrictions on the financialization of crude oil markets.
Antes de 1970 os preços do petróleo eram controlados por companhias petrolíferas multinacionais; de 1970 até 1986 esteve em vigor o sistema de preços administrativos da OPEP; e de 1986 até ao presente, são determinados pelo mecanismo conhecido como “market-linked pricing mechanism” ou rácio “demand-to-supply” assente num conjunto de diversos factores – económicos, políticos, financeiros, tecnológicos, meteorológicos e reservas de petróleo. Neste mecanismo, os principais factores determinantes da evolução do preço do petróleo bruto são a procura e a oferta; por isso, a identificação dos “drivers” do consumo de petróleo e da produção é a principal prioridade na definição dos preços futuros do petróleo. Assim, para levar a cabo uma previsão segura dos preços do petróleo torna-se necessário seguir um processo tri-etápico em que: 1) A primeira etapa consiste na exploração do consumo de petróleo numa escala mundial. Isto significa que os factores que explicam as variações do consumo de petróleo e consequentemente que explicam as variações do preço do petróleo devem ser identificados ou reconhecidos primeiro. 2) A segunda etapa consiste em investigar o comportamento da produção de petróleo numa escala igualmente mundial. Tal significa que os factores que provocam as oscilações da produção de petróleo e que, consequentemente, fazem variar o preço do petróleo devem ser igualmente identificados. E 3) a terceira etapa consiste em estudar os factores determinantes que estão por detrás das variações do preço do petróleo tendo em atenção os resultados das primeira e segunda etapas, e finalmente, em seleccionar os modelos com menores erros previsionais. Para cumprir as etapas acima descritas levamos a cabo três grandes investigações: Na primeira, investigamos o nexo de causalidade ou de ligação entre o consumo de petróleo e o crescimento económico, o “crude oil consumption-economic growth nexus”, recorrendo ao teste de raízes unitárias com dados em painel, ao teste de cointegração com dados em painel e aos testes de causalidade à Granger ainda com dados de painel, em cinco estudos, que incluem um painel de países da OCDE, dois painéis de países da América Latina, dois panéis para as regiões subsaarianas de África, um painel para a região do Médio Oriente e África do Norte (MENA) e um painel de mercados emergentes da Ásia do Sul e do Leste; além disso, investigamos ainda o mesmo efeito no caso individual de Portugal. Os resultados mostram que, entre os países da OCDE, os países importadores líquidos de petróleo da África subsaariana, do MENA, da Ásia do Sul e do Leste e Portugal, tanto no curto como no longo prazo, há relações de causalidade bidireccional entre o consumo de petróleo bruto e o crescimento económico; no caso dos países da América Central, no curto prazo, há uma relação de causalidade bidireccional entre os dois tipos de séries, e no longo prazo, há uma relação de causalidade unidireccional do consumo de petróleo para o crescimento económico; e entre os países exportadores líquidos de petróleo da África subsaariana, no curto prazo, há uma relação de causalidade unidireccional do consumo de petróleo para o crescimento económico, havendo no longo prazo, uma relação de causalidade bidireccional entre os dois tipos de séries; e na região das Caraíbas e da América do Sul, no curto prazo, há uma relação de causalidade bidireccional entre as séries do consumo e do crescimento económico, enquanto no longo prazo, há uma relação de causalidade unidireccional no sentido crescimento económico para consumo de petróleo. Tendo em atenção os resultados acima descritos, recomendamos que o crescimento económico seja usado como variável explicativa das variações futuras do consumo de petróleo e consequentemente dos preços internacionais futuros do preço do petróleo. Além disso, entre as regiões em que o consumo de petróleo é causa à Granger do crescimento económico, recomendamos que os “policymakers” implementem cuidadosas políticas de conservação de energia e que tenham em consideração que a redução do consumo de petróleo tem impactos negativos nos seus crescimentos económicos. No segundo estudo investigamos os comportamentos dos produtores de petróleo dos membros e não membros da OCDE usando o teste de raiz unitária, o teste de cointegração conhecido como abordagem “ARDL bounds testing” e o teste de causalidade à Granger. A importância da identificação dos factores determinantes da produção petrolífera numa escala mundial advém do facto de num mecanismo de preço “market-linked”, a produção de petróleo bruto ser um factor explicativo dos preços de petróleo; além disso, a determinação das variáveis com impacto na produção de petróleo é essencial para a análise do mercado futuro do petróleo e para aumentar a capacidade previsional dos preços futuros do petróleo bruto. Os resultados do segundo estudo mostram que cada país produtor de petróleo bruto tem um comportamento diferenciado assente nas suas condições internas, e que não há um só conjunto de variáveis explicativas que se possa sugerir como factores determinantes; esta ilação aplica-se tanto aos países produtores da OPEP como aos países não-OPEP. Recomendamos a adopção por parte da OPEP de medidas punitivas e de incentivos que obriguem os seus membros a prosseguirem um comportamento produtivo adequado de forma a estabilizar os preços do petróleo. Além disso, a quota dos membros da OPEP como critério oficial é a única variável útil para controlar e explicar as flutuações futuras dos preços internacionais do petróleo. E no terceiro estudo levamos a cabo a modelação e previsão do preço do petróleo. Nesse sentido analisamos os factores determinantes com impacto no preço do petróleo desenvolvendo nove modelos estruturais com vista a explicar os ‘drivers’ por detrás dos movimentos ou oscilações do preço do petróleo. Calculamos também as previsões mensais (de curto prazo) para o preço nominal spot do petróleo Brent para os anos de 2008 a 2012. Os resultados mostram que, o choque no preço de 2008 pode ser explicado pelo aumento na produção industrial da OCDE, e que os movimentos de preços de petróleo de 2012 são melhor clarificados ou explicados pela especulação nos mercados do petróleo. Nesse sentido recomendamos a adopção de algumas medidas restritivas no financiamento dos mercados petrolíferos.
Antes de 1970 os preços do petróleo eram controlados por companhias petrolíferas multinacionais; de 1970 até 1986 esteve em vigor o sistema de preços administrativos da OPEP; e de 1986 até ao presente, são determinados pelo mecanismo conhecido como “market-linked pricing mechanism” ou rácio “demand-to-supply” assente num conjunto de diversos factores – económicos, políticos, financeiros, tecnológicos, meteorológicos e reservas de petróleo. Neste mecanismo, os principais factores determinantes da evolução do preço do petróleo bruto são a procura e a oferta; por isso, a identificação dos “drivers” do consumo de petróleo e da produção é a principal prioridade na definição dos preços futuros do petróleo. Assim, para levar a cabo uma previsão segura dos preços do petróleo torna-se necessário seguir um processo tri-etápico em que: 1) A primeira etapa consiste na exploração do consumo de petróleo numa escala mundial. Isto significa que os factores que explicam as variações do consumo de petróleo e consequentemente que explicam as variações do preço do petróleo devem ser identificados ou reconhecidos primeiro. 2) A segunda etapa consiste em investigar o comportamento da produção de petróleo numa escala igualmente mundial. Tal significa que os factores que provocam as oscilações da produção de petróleo e que, consequentemente, fazem variar o preço do petróleo devem ser igualmente identificados. E 3) a terceira etapa consiste em estudar os factores determinantes que estão por detrás das variações do preço do petróleo tendo em atenção os resultados das primeira e segunda etapas, e finalmente, em seleccionar os modelos com menores erros previsionais. Para cumprir as etapas acima descritas levamos a cabo três grandes investigações: Na primeira, investigamos o nexo de causalidade ou de ligação entre o consumo de petróleo e o crescimento económico, o “crude oil consumption-economic growth nexus”, recorrendo ao teste de raízes unitárias com dados em painel, ao teste de cointegração com dados em painel e aos testes de causalidade à Granger ainda com dados de painel, em cinco estudos, que incluem um painel de países da OCDE, dois painéis de países da América Latina, dois panéis para as regiões subsaarianas de África, um painel para a região do Médio Oriente e África do Norte (MENA) e um painel de mercados emergentes da Ásia do Sul e do Leste; além disso, investigamos ainda o mesmo efeito no caso individual de Portugal. Os resultados mostram que, entre os países da OCDE, os países importadores líquidos de petróleo da África subsaariana, do MENA, da Ásia do Sul e do Leste e Portugal, tanto no curto como no longo prazo, há relações de causalidade bidireccional entre o consumo de petróleo bruto e o crescimento económico; no caso dos países da América Central, no curto prazo, há uma relação de causalidade bidireccional entre os dois tipos de séries, e no longo prazo, há uma relação de causalidade unidireccional do consumo de petróleo para o crescimento económico; e entre os países exportadores líquidos de petróleo da África subsaariana, no curto prazo, há uma relação de causalidade unidireccional do consumo de petróleo para o crescimento económico, havendo no longo prazo, uma relação de causalidade bidireccional entre os dois tipos de séries; e na região das Caraíbas e da América do Sul, no curto prazo, há uma relação de causalidade bidireccional entre as séries do consumo e do crescimento económico, enquanto no longo prazo, há uma relação de causalidade unidireccional no sentido crescimento económico para consumo de petróleo. Tendo em atenção os resultados acima descritos, recomendamos que o crescimento económico seja usado como variável explicativa das variações futuras do consumo de petróleo e consequentemente dos preços internacionais futuros do preço do petróleo. Além disso, entre as regiões em que o consumo de petróleo é causa à Granger do crescimento económico, recomendamos que os “policymakers” implementem cuidadosas políticas de conservação de energia e que tenham em consideração que a redução do consumo de petróleo tem impactos negativos nos seus crescimentos económicos. No segundo estudo investigamos os comportamentos dos produtores de petróleo dos membros e não membros da OCDE usando o teste de raiz unitária, o teste de cointegração conhecido como abordagem “ARDL bounds testing” e o teste de causalidade à Granger. A importância da identificação dos factores determinantes da produção petrolífera numa escala mundial advém do facto de num mecanismo de preço “market-linked”, a produção de petróleo bruto ser um factor explicativo dos preços de petróleo; além disso, a determinação das variáveis com impacto na produção de petróleo é essencial para a análise do mercado futuro do petróleo e para aumentar a capacidade previsional dos preços futuros do petróleo bruto. Os resultados do segundo estudo mostram que cada país produtor de petróleo bruto tem um comportamento diferenciado assente nas suas condições internas, e que não há um só conjunto de variáveis explicativas que se possa sugerir como factores determinantes; esta ilação aplica-se tanto aos países produtores da OPEP como aos países não-OPEP. Recomendamos a adopção por parte da OPEP de medidas punitivas e de incentivos que obriguem os seus membros a prosseguirem um comportamento produtivo adequado de forma a estabilizar os preços do petróleo. Além disso, a quota dos membros da OPEP como critério oficial é a única variável útil para controlar e explicar as flutuações futuras dos preços internacionais do petróleo. E no terceiro estudo levamos a cabo a modelação e previsão do preço do petróleo. Nesse sentido analisamos os factores determinantes com impacto no preço do petróleo desenvolvendo nove modelos estruturais com vista a explicar os ‘drivers’ por detrás dos movimentos ou oscilações do preço do petróleo. Calculamos também as previsões mensais (de curto prazo) para o preço nominal spot do petróleo Brent para os anos de 2008 a 2012. Os resultados mostram que, o choque no preço de 2008 pode ser explicado pelo aumento na produção industrial da OCDE, e que os movimentos de preços de petróleo de 2012 são melhor clarificados ou explicados pela especulação nos mercados do petróleo. Nesse sentido recomendamos a adopção de algumas medidas restritivas no financiamento dos mercados petrolíferos.
Descrição
Palavras-chave
Petróleo - Consumo mundial Petróleo - Produção mundial Petróleo - Variação de preço Causalidade de Granger - Dados em painel
