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Abstract(s)
Introdução: O enfarte agudo do miocárdio é uma das formas de apresentação da doença
coronária aterosclerótica para a qual estão identificados vários factores de risco, alguns dos
quais modificáveis. Dentro das diversas situações em que pode manifestar-se, o enfarte agudo
do miocárdio com supradesnivelamento ST (EAMSST) é o resultado da oclusão aguda duma
das artérias coronárias com um elevado impacto na morbi-mortalidade mundial. A suspensão
do fluxo sanguíneo desencadeia um processo de isquémia e necrose tecidular que se
desenvolve ao longo do tempo. Sendo prioritária a recanalização do vaso comprometido, tal
poderá ser feito através de fármacos por trombólise ou mediante angiografia coronária
percutânea (ACP) por cateterismo. Mesmo nos casos inicialmente abordados por trombólise
poderá posteriormente indicar-se a realização de ACP de modo a verificar o grau de obstrução
dos vasos coronários e assim proceder a uma abordagem secundária mais adequada através da
intervenção coronária percutânea (ICP), vir a colocar-se indicação cirúrgica com
revascularização através de bypass aortocoronário nos casos da lesão se manifestar mais grave
(CG) ou não realizar mais nada (CL).
Objectivo: Avaliar os resultados do programa de intervenção coronária do CHCB aos
doentes afectados com EAMSST em 2003, estudando a sobrevivência em função das opções
terapêuticas e da sua temporização após o evento agudo.
Materiais e métodos: Utilizou-se o método retrospectivo, tendo sido consultados os
processos dos doentes com o diagnóstico de EAMSST durante o ano 2003. Foram recolhidos
dados dos factores de risco, da localização do enfarte, da realização de trombólise durante o
evento agudo, da intervenção secundária adoptada, dos internamentos de causa vascular e da
ocorrência de mortalidade até 31 de Dezembro de 2007. Os doentes foram agrupados em
função do tipo de tratamento a que foram submetidos e do intervalo de tempo que mediou entre o episódio agudo e a realização da angiografia (≤4 e > 4 dias). Estes foram examinados
através do programa SPSS® com a análise de frequências, médias e respectivos desvio-padrão,
medianas, métodos de regressão logística, curvas de Kaplan-Meier e significância estatística
através do qui-quadrado, ANOVA ou log rank test.
Resultados e Discussão: 52.2% dos doentes realizaram trombólise, 66% foram submetidos
a angiografia coronária e destes 66% foram submetidos a ICP. No que respeita à
temporização não se verificam diferenças significativas na mortalidade em qualquer dos
tratamentos adoptados (p=0.660 no caso de ACP) pelo que foi retirada esta análise dos
restantes parâmetros. No que respeita à média de idades, os doentes mais velhos (74 anos)
ficam mais vezes sem tratamento e os mais novos (58 anos) realizam mais ICP (p<0.001).
Relativamente ao género, as mulheres destacam-se por não serem submetidas a nenhum
tratamento, enquanto o género masculino é abordado com ICP (p=0.014). Poderá existir uma
relação significativa nos doentes que são fumadores, têm hipertensão arterial ou dislipidemia e
maior abordagem com ICP, no entanto não se demonstra relação com a mortalidade. A
doença renal crónica está provavelmente relacionada com a ausência de tratamento secundário
(p<0.001), além de se mostrar como um factor de risco acrescido de mortalidade. A realização
de trombólise e ICP estão possivelmente associadas (p<0.001) e demonstram mortalidade
mais tardia, apesar do efeito da trombólise em ACP não parecer significativamente benéfico
(p=0.738). Apenas a demonstração de doença coronária grave no cateterismo aparenta ser um
factor de risco acrescido para a ocorrência de internamentos (odds-ratio=5.600; p=0.027)
sendo estes medianamente mais precoces (5 meses). Os internamentos ocorreram durante
todo o período de seguimento. Realizar qualquer intervenção secundária é sugestiva protecção
de mortalidade, demonstrando-se um possível efeito benéfico na sobrevivência (p<0.001), no
entanto a diferença entre as três opções não é significativa. É de realçar a significância que a
ICP (p<0.001) e a CL (p=0.013) manifestam na ausência de eventos. Conclusão: Realizar qualquer tipo de tratamento secundário é indicado com consequências
benéficas, nomeadamente na sobrevivência, utilizando o método de intervenção mais
justificado durante a ACP, não existindo diferenças no período de realização pós-evento.
Introduction: A myocardial infarction may be the first manifestation of coronary atherosclerosis which is associated with several modifiable and non-modifiable risk factors. The ST elevation myocardial infarction (STEMI) is caused by an occlusion of a major coronary artery with important worldwide morbidity and mortality. The blood flow obstruction causes ischemia and progresses to tissue necrosis in a time-dependent fashion. Coronary blood flow restoring is a priority and mechanical (percutaneous coronary intervention - PCI) or pharmacological (fibrinolysis) reperfusion should be considered. Even when pharmacological therapy is instituted, percutaneous transluminal coronary angiography (PTCA) is recommended to grade coronary occlusion and coronary flow in order to proceed the secondary management by PCI, coronary artery bypass graft indication (CG) or conservative therapy (CL). Goal: Assess CHCB coronary intervention program for patients with STEMI diagnosis in 2003, analysing survival related to type and timing of post-event interventions. Methods: We did a retrospective study of the 2003 STEMI patient clinical records. Data collected included risk factors, vascular occlusion zone, fibrinolysis acute revascularization procedure, secondary intervention, vascular admissions and survival until 31 December 2007. Patients were grouped according the revascularization procedure type and post-event timing (≤ 4 and> 4 days). SPSS ® program calculated frequencies, averages and standard deviation , medians, logistic regression, Kaplan-Meier curves and statistical significance by chi-square, ANOVA and log rank test. Results and Discussion: 52.2% of patients underwent thrombolysis, 66% underwent coronary angiography and 66% of these underwent PCI. Timing is not a significant survival predictor (p=0.660 in PTCA) and was excluded of the remainder study. PTCA is less used in older patients (74 years old) and ICP is the treatment of choice of the younger ones (58 years old) (p<0.001). Female patients underwent less PTCA while males underwent more PCI intervention (p=0.014). Smokers, hypertensive or dyslipidemic patients use PCI reperfusion but this not improves survival. Chronic kidney disease is probably related to not perform PTCA (p<0.001) and is an increased mortality risk factor. Fibrinolysis and PCI are probably associated (p<0.001) with later mortality, but fibrinolytic PCI effect has not significant benefit (p=0.738). Severe lesions in PTCA (CG) increases admission risk (odds-ratio=5.600, p=0.027) which occur medianly earlier (5 months). Admissions are presented during all follow up time. Secondary revascularization has tendency to protect from death and improves survival (p <0.001), with no difference in interventional procedure. PCI (p<0.001) and post-PTCA conservative therapy (CL) are significant to no events occurence. Conclusion: Secondary reperfusion is indicated with benefits, particular on survival, with the PTCA justified intervention and no differences on post-event timing.
Introduction: A myocardial infarction may be the first manifestation of coronary atherosclerosis which is associated with several modifiable and non-modifiable risk factors. The ST elevation myocardial infarction (STEMI) is caused by an occlusion of a major coronary artery with important worldwide morbidity and mortality. The blood flow obstruction causes ischemia and progresses to tissue necrosis in a time-dependent fashion. Coronary blood flow restoring is a priority and mechanical (percutaneous coronary intervention - PCI) or pharmacological (fibrinolysis) reperfusion should be considered. Even when pharmacological therapy is instituted, percutaneous transluminal coronary angiography (PTCA) is recommended to grade coronary occlusion and coronary flow in order to proceed the secondary management by PCI, coronary artery bypass graft indication (CG) or conservative therapy (CL). Goal: Assess CHCB coronary intervention program for patients with STEMI diagnosis in 2003, analysing survival related to type and timing of post-event interventions. Methods: We did a retrospective study of the 2003 STEMI patient clinical records. Data collected included risk factors, vascular occlusion zone, fibrinolysis acute revascularization procedure, secondary intervention, vascular admissions and survival until 31 December 2007. Patients were grouped according the revascularization procedure type and post-event timing (≤ 4 and> 4 days). SPSS ® program calculated frequencies, averages and standard deviation , medians, logistic regression, Kaplan-Meier curves and statistical significance by chi-square, ANOVA and log rank test. Results and Discussion: 52.2% of patients underwent thrombolysis, 66% underwent coronary angiography and 66% of these underwent PCI. Timing is not a significant survival predictor (p=0.660 in PTCA) and was excluded of the remainder study. PTCA is less used in older patients (74 years old) and ICP is the treatment of choice of the younger ones (58 years old) (p<0.001). Female patients underwent less PTCA while males underwent more PCI intervention (p=0.014). Smokers, hypertensive or dyslipidemic patients use PCI reperfusion but this not improves survival. Chronic kidney disease is probably related to not perform PTCA (p<0.001) and is an increased mortality risk factor. Fibrinolysis and PCI are probably associated (p<0.001) with later mortality, but fibrinolytic PCI effect has not significant benefit (p=0.738). Severe lesions in PTCA (CG) increases admission risk (odds-ratio=5.600, p=0.027) which occur medianly earlier (5 months). Admissions are presented during all follow up time. Secondary revascularization has tendency to protect from death and improves survival (p <0.001), with no difference in interventional procedure. PCI (p<0.001) and post-PTCA conservative therapy (CL) are significant to no events occurence. Conclusion: Secondary reperfusion is indicated with benefits, particular on survival, with the PTCA justified intervention and no differences on post-event timing.
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Enfarte do miocárdio Enfarte agudo do miocárdio - Diagnóstico Enfarte agudo do miocárdio Enfarte agudo do miocárdio - Factores de risco Angiografia coronária Trombólise
Pedagogical Context
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Universidade da Beira Interior
