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A figura da Llorona no romance Heart of Aztlán, de Rudolfo Anaya: sobrevivência de um mito no rio do tempo

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A Llorona é uma personagem bem conhecida de numerosas lendas, poemas e canções do sudoeste. Alguns historiadores acreditam que este mito tem origem na deusa asteca Cihuacoatl, enquanto outros traçam a sua origem até à colonização do novo mundo. Neste artigo, argumento que, no romance Heart of Aztlán, de Rudolfo Anaya, a Llorona é recriada para adquirir novos significados: a) uma velha louca, que vive nas margens de um canal e assusta tanto os adultos como as crianças; b) uma bruxa, possuidora da “piedra nala”, um seixo com poderes mágicos; c) as sirenas da polícia e da fábrica, ambas símbolos da repressão dos trabalhadores chicanos; d) a nova chicana, uma mulher independente, demonizada pela sociedade patriarcal. Para ilustrar os diversos sentidos possíveis da Llorona, recorro ao romance Heart of Aztlán; ao trabalho de folcloristas mexicanos-americanos; e à opinião de vários especialistas na ficção de Rudolfo Anaya.

Descrição

Palavras-chave

Rudolfo Anaya Heart of Aztlán Literatura mexicano-americana Llorona Mito

Contexto Educativo

Citação

Mancelos, João de. “A figura da Llorona no romance Heart of Aztlán, de Rudolfo Anaya: Sobrevivência de um mito no rio do tempo”. Mathésis (Universidade Católica Portuguesa, Viseu) 10 (2001): 127-135. ISSN: 0872-0215.

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